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2 de mai de 2011

Resenha: Thor


A Marvel Studios assumiu um grande dilema: Adaptar um dos mais icônicos personagens de suas fileiras para o cinema, consolidá-lo e ainda prepará-lo para o grande evento que será o filme dos Vingadores em 2012. E isso não é mérito só de Thor, mas também do Capitão América que também passará pela prova de fogo dentro de alguns meses.
E a missão do Deus do Trovão, o primeiro herói da editora a chegar essa ano nas telas, é conseguir ligar o mundo fantástico da mitologia e da magia com o mundo real apresentado dentro do filme do Homem de Ferro. E a pergunta que ficou era: "Será que vão conseguir isso satisfatoriamente?"

Nessa resenha você descobre a resposta da pergunta que eu fiz a mim mesmo ontem após sair do cinema: "Eles conseguiram concluir essa missão?"



Dirigido por Kenneth Branagh, o filme Thor, que estreou nesta sexta-feira aqui por aqui (uma semana antes dos nossos amigos americanos poderem assitir), trouxe toda mística e elementos clássicos do personagem aos cinemas brasileiros. Misturou alguns ingredientes até então inéditos nos filmes da Marvel, criando uma ponte do fantástico mundo de Asgard com nosso planeta e suas crenças e tecnologias, que aqui andam por caminhos separados, mas que para o poderoso povo asgardiano não passa da mesma coisa!
Aliás, interessante frizar que utilizaram a origem desse povo como sendo alienígena, o que já foi tema de muito debate nos quadrinhos. E pra mim essa é a melhor origem que o Thor poderia ter! Ela se encaixa perfeitamente para ele no mundo da Marvel.
Assim como deu certo para sua própria cronologia no cinema.
Mas antes que eu escreva mais alguma coisa, vamos a uma pequena sinopse do filme.

Thor é banido para a Terra, sem poderes, a fim de aprender uma lição de humildade, assim como foi mostrado em algumas histórias em quadrinhos, porém ele não perde a memória e nem assume a identidade do médico manco Donald Blake, diferente dos quadrinhos. Bom, a referência para o médico está lá no filme, seja na camiseta que ele ganha de Jane Foster ou na identidade falsa que apresentam a SHIELD para libertá-lo.



O filme começa com uma narração de Odin (perfeitamente interpretado por Anthony Hopkins), explicando a origem dos Asgardianos, que eram considerados deuses guerreiros para os povos nórdicos e que foram salvos de uma interminável Era do Gelo promovida pelos seus inimigos, os Gigantes do Gelo. Os poderosos Asgardianos, comandados por Odin, derrotam os Gigantes, que são banidos para Jotunheim sem sua maior arma, a Caixa do Inverno Eterno. Asgard e a Terra estão á salvo. Essa história está sendo contada para seus dois filhos, Loki (Tom Hiddleston) e Thor (Chris Hemsworth), ainda crianças, e que sonham em um dia serem reis. Odin diz que somente um deles irá se tornar o rei e será capaz de levantar o martelo místico Mjolnir.
O filme então corta para o presente, onde Thor está prestes a ser coroado o novo rei, mas a cerimônia é interrompida por um pequeno grupo de gigantes do gelo que conseguiram invadir Asgard para roubar o artefato que lhes foi tomado. O Destruidor, em sua primeira aparição, destroi os invasores, mas mesmo assim, isso não tranquiliza o conturbado Thor que pretende invadir o reino dos Gigantes e ameaçá-los de guerra caso seu povo desobedeça suas ordens. Ele viaja para Jotunheim com Loki e um grupo de amigos íntimos (Sif e os Três Guerreiros, Volstagg, Fandral e Hogun) na tentativa de ameaçar o líder dos gigantes de gelo, Laufey (Colm Feore) em não atacar Asgard novamente.
Essa é a parte do filme onde existe mais ação. O luta é empolgante e ver Thor rodopiando seu martelo, igual ao que fazia nos quadrinhos, detonando seus inimigos foi muito emocionante!

Resumindo, Odin chega em sua poderosa montaria e leva todos a Asgard. Logo após, expulsa Thor como castigo por ir contra as suas ordens e incitar a guerra com os gigantes do gelo, o enviando para a Terra sem poderes e sem seu martelo que cai em outra parte do deserto (conforme mostrado nas cenas pós-créditos do 2° filme do Homem de Ferro).
Thor encontra a equipe científica liderada por Jane Foster (Natalie Portman), com Erik Selvig (Stellan Skarsgård) e Darcy Lewis (Kat Dennings), logo após ser atropelado pelos cientistas que estavam investigando estranhos fenômenos acontecidos no deserto causados ​​pela ponte Bifrost entre Asgard e a Terra.

O filme tem uma pequena quebra quando narra os acontecimentos aqui na Terra, e isso é fácil de explicar... depois de ficarmos maravilhados com as paisagens de Asgard e da luta na Terra do Gelo é compreenssível que algo se perca. Ouvi comentários de que o filme poderia se manter muito bem se fosse passado só na terra dos deuses, porém com certeza não existiria a mesma história de origem do Deus do Trovão. Era necessário que ele viesse pra cá para poder aprender sua lição de humildade.
O que acontece bem rápido! Mas tudo bem, foi bem mostrado. A ideia foi passada.
Ao contrário de sua redenção, a batalha final, que também foi rápida, incomodou e não mostrou profundamente as diferenças da relação entre os dois irmãos.

Aliás, fiquei pensando bastante nisso antes e depois de assistir o filme. Como deve ter sido difícil para Branagh transpor para o cinema mais de 50 anos de histórias do personagem, com tantos elementos para apresentar e todo esse lance de ter que amarrar a relação do personagem para um futuro filme de grupo, acho que o diretor acertou a mão ao mostrar o essencial, mas ele com certeza escolheu um caminho muito arriscado que é não ter preferido agradar os fãs de quadrinhos, ou seja, não mirou no público específico para tentar atingir à todos! Não só ele, mas os roteiristas do filme, entre eles o fantástico J. Michael Straczynski que participou como escritor. Mas senti que algumas coisas poderiam ter sido mais bem desenvolvidas.

Ainda assim, a história tem um roteiro bem amarrado, coerente e não existem furos. Pelo menos que eu tenha notado...



As cenas mais empolgantes aqui na Terra é a parte da luta contra a poderosa armadura de Odin, o Destruidor.
O robozão está perfeito! A bela Sif (Jaimie Alexander) tenta empalá-lo com sua lança e ele se contorce todo para atacá-la. Outra parte é a volta do Poderoso Thor! Foi de arrepiar quando o raio o atingiu antes da luta contra o Destruidor.



Chris Hemsworth deu conta do recado e passa bem pela transição do deus impulsivo e arrogante para o humilde herói. Tom Hiddleston por sua vez matou a pau com seu Loki e fiquei muito aliviado que ele não fez aquele personagem esgueirante com atitudes de bobo da corte meio fanfarrão, manja? A interpretação do cara foi realmente excelente. Como nos quadrinhos, o Deus da Trapaça é filho do rei dos Gigantes do Gelo e é criado por Odin desde pequeno, mas diferente dos quadrinhos, só descobre esta verdade depois de adulto. A transição de filho rejeitado à um vilão cruel é perfeita!


Natalie Portman, apesar de ser uma grande atriz, faz um papel sem muitas dificuldades, portanto não há muito para acrescentar em seu caso.
Idris Elba, está muito bem no papel do "porteiro" afro-nórdico Heimdall! Apesar de não ter nada a ver com sua contraparte nos quadrinhos.
Jeremy Renner como o Gavião Arqueiro tem uma participação meia-boca no filme. Na minha opinião, seria legal se ele pelo menos aparecesse com um uniforme mais diferente ou tretasse direto com Thor.
Quem ficou de fora, foi o melhor amigo de Thor, Balder, que pra mim fez falta no filme, mas perceptivelmente atrapalharia o desenvolvimento dele, por ser um guerreiro muito poderoso, provavelmente deixariam personagens como a Sif em segundo plano. Hum... melhor nãããão!

Clique na foto para vê-la melhor


Thor mistura ação e humor, não como em Homem de Ferro, porém teve muita gente que riu bastante no cinema.

Agora, vamos ver como o público americano irá receber o filme. Geralmente é a opinião desses caras que decidem o sucesso de um filme nas bilheterias. 



O filme está programado para lançamento em 06 de maio de 2011 nos Estados Unidos.

Curiosidade: O projeto da adaptação cinematográfica de Thor estava em desenvolvimento durante muitos anos, antes mesmo da Marvel Studios ter assinado com Protosevich para escrever o roteiro em 2006. Matthew Vaughn foi chamado para dirigir o filme no final de 2008 para que o filme fosse lançado em 2010. Branagh substituíu Vaughn no final de 2008 e o lançamento do filme foi remarcado para 2011. Os personagens principais foram confirmados em 2009, e as fotografias principais ocorreram de janeiro a maio de 2010.
 
Fiquem até o final dos créditos. Existe uma cena pós-créditos que mostra Nick Fury (Samuel L. Jackson) conversando com Erik Selvig e mostrando um dispositivo conhecido dos leitores que assim como Thor estará presente no próximo filme da Marvel.
Apesar de todas as maravilhas vistas no filme, as interpretações e o roteiro na medida, Thor ainda conseguiu ser um bom filme mediano, ou seja, não atingiu um potencial para que eu saisse do cinema extremamente empolgado nem com esse filme, nem com os próximos que virão.
Achei que faltou um pouco mais de luta, mais ação!
Mas é inegável que Branagh conseguiu um feito tremendo... fazer com que Thor desse certo no cinema e não fizesse feio!


Nota: 8

Um comentário:

  1. O começo eu não gostava muito, mas melhorou mais tarde. Uma das grandes atrações de "Thor" é uma fita que foi recuar mais do que o esperado do padrão habitual de produções da Marvel, mas ser diferente não significa ser melhor. Isso não quer dizer que considera que "Thor" é um filme ruim, mas uma bonita descompensada e abaixo do resto das produções da Marvel. Honestamente, eu decidi ver porque eu sou um fã de filmes de Chris Hemsworth, mas no geral eu acho que o filme tem mostrado que as coisas poderia ser feito melhor, tanto em termos artísticos e natureza da palomitero grande passatempo.

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