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9 de nov de 2009

Para ler: The Umbrella Academy, Hellboy e Punho de Ferro.

Essas são as boas da semana!

Tem bastante coisa boa saindo este mês e eu reservei 3 lançamentos legais, que acabei de ler, para indicar aqui.



O primeiro é  HELLBOY - A Capela de Moloch / O Vigarista (Mythos Editora - preço R$31,90 aqui - 120 páginas).

Depois de ver uma resenha no UHQ, onde eles avisavam sobre o anti-clímax que a história que fecha a edição provoca, resolvi começar a leitura por ela e confesso que não entendi o por quê de tal afirmação. A verruga foi publicada originalmente numa edição especial para o "Free comic book day", evento anual que rola nos EUA e distribui quadrinhos produzidos ou escolhidos especialmente para a data, tem os textos de Mike Mignola e Duncan Fegredo assumindo a arte.
Cara, o Mike acertou em cheio em ter escolhido o Fegredo para ser um dos principais desenhistas de Hellboy. O cara consegue ser melhor que o Mike nos desenhos!
As cenas ficaram perfeitas e o clima de "sonho" na história está bem representada.
Achei uma história muito boa para uma HQ não paga.

Passei depois para A capela de Moloch, a história principal que conta sobre um pintor contemporâneo que aluga uma propriedade ao sul de Portugal, para preparar sua nova exposição. O ateliê do artista que fica numa capela anexa ao terreno fica fechada durante à noite e parecem acontecer coisas bizarras com o artista durante esse período, então Hellboy é chamado para investigar.
Apesar dessa HQ ser a primeira desenhada por seu criador desde 2005 e ter gerado uma espectativa tremenda em mim, não senti muita firmeza no roteiro. Não curti muito a história. Achei a história fraca, meio morna e com final decepcionante.
Mas vale pela arte de Mike Mignola e pela citação às obras de Goya, que realmente são sombrias e assustadoras!
Ah! Moloch, a divindade cultuada pelos povos antigos, como os cananeus e hebreus e citada no Velho Testamento, foi um dos primeiros "demônios" da história e no glossário da edição não fala sobre isso, mas ele é representado no famoso gesto que os metaleiros fazem enquanto balançam suas cabeleiras. É, aquele que, segundo alguns pastores de igreja evangélica, o Homem Aranha também faz. =)

O vigarista, com texto de Mike Mignola e Richard Corben na arte, mostra Tom Ferrel, um andarilho que se envolveu com bruxaria na juventude e que retorna para casa, nos Montes Apalaches, depois de 20 anos para  buscar sua redenção. Hellboy, que age na história como um quase coadjuvante, se junta a ele para solucionar o problema.

Essa história ganhou o prêmio Eisner de melhor minissérie publicada de 2008.
E é extremamente justificável.
Apesar de não ter apreciado tanto a arte de Corben no começo, reconheço que para contar uma história de terror, provavelmente não há ninguém melhor. O climão de "Contos da Cripta" que lia quando moleque tá lá e isso me agradou muito!
No fim a arte casa perfeitamente com a proposta da história. Uma das grandes histórias de Hellboy!





The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse (Devir - R$ 26,99 aqui - 192 páginas)

Publicada originalmente pela casa norte-americana de Hellboy a Dark Horse Comics, a obra tem roteiros de Gerard Way, vocalista da banda My Chemical Romance e arte de Gabriel Bá, de 10 Pãezinhos.

Umbrella Academy, conta a história de um grupo de 7 jovens com poderes especiais. Depois que 43 crianças nascem simultaneamente, de forma inexplicável, com superpoderes e  de mulheres que não estavam grávidas, o mundialmente famoso empresário milionário, Reginald Hargreeves, mais conhecido como "Monóculo", também cientista e inventor, resolve adotar 7 dessas crianças e treiná-los como uma equipe de super-heróis.

Cada uma dessas crianças é denominada como um número:

Nº 1 - Luther, codinome Spaceboy, líder e mais forte do grupo, "ganhou" o corpo de um gorila depois de um acidente;  Nº 2 - Diego, codinome Kraken, é o badass do grupo, bom com facas é do tipo calado, autêntico anti-herói solitário e justiceiro, Nº 3 - Allison, codinome Rumor, tem o poder de fazer tornar verdade qualquer coisa que fale, Nº 4 - Klaus, codinome Seance, que pode levitar e se comunicar com os mortos (um personagem interessante, porém o aspecto "eminho" o estragou um pouco), Nº 5 - é um dos pivôs da história, capaz de fazer viagens temporais, Nº 6 - Ben, codinome Horror, apesar de não aparecer muito nessa  série é um dos personagens que mais curti em questão de visual e características, ele tem monstros de outras dimensões embaixo de sua pele e projeta uma espécie de tentáculos de polvo pela barriga!
A Nº 7 -Vanya, aparenta não ter poder algum no início da série, mas é a peça central dela depois que se torna a Violino Branco.

Gerard me surpreendeu na narrativa, pois demonstrou ter um estilo bem quadrinistíco para escrever. No primeiro capítulo ele parece querer representar a trajetória dos super-heróis  de uma era mais "inocente", onde as aventuras eram mais coloridas, bobinhas e até absurdas, como combater uma Torre Eiffel enlouquecida, pilotada pelo seu construtor Gustave Eiffel, numa versão robô-zumbi, até o fechamento da série, com os personagens mais maduros, próprio das últimas décadas de quadrinhos, depois da criação de obras como Watchmen e Cavaleiro das Trevas

Todos os elementos comumente usados nas narrativas quadrinisticas estão lá, como viagem temporais, dissolução do grupo e reunião do mesmo em torno de uma iminente ameaça, membros mortos e desaparecidos, longas explicações de planos diabólicos por parte do vilão, nascimento de novos vilões e personagens com problemas emocionais, mas isso tudo, com muita criatividade.
Os bons diálogos e os momentos de ação são equilibrados e precisos. A violência presente na série foi uma coisa muito bem vinda no meu ponto de vista. Faz tempo que não lia algo desprovido de puritanismo e censura. Atirar raios de energia e só provocar dor é coisa de "Super Amigos", não acha?
Aliás, rolaram mortes nessa história que eu não esperava. E isso é muito legal! É como ler algo do Tarantino em quadrinhos (guardadas as devidas proporções, lógico!). Não importa se o personagem é bom, se é necessário que ele morra, ele deve morrer!

Quanto a arte, não foi à toa que Gabriel Bá foi indicado ao prêmio de melhor artista no Scream Awards e no The Harvey Awards de 2008, por The Umbrella Academy - Apocalypse Suite. Já devo ter falado por aqui que sou fã do traço do cara. E nesse álbum ele está desenhando dez vezes mais!
Acho seu traço bem parecido com o de Mike Mignola e não vejo a hora de ver algo dele em Hellboy.
Esse é seu primeiro trabalho no mundo dos "super-heróis", diga-se de passagem, e ele mandou muito bem!

Gerard Way usou a técnica de começar a história da Umbrella Academy pelo fim, o que garante que muitas outras podem vir, falando sobre eventos do passado dos personagens não esclarecidos até então. Espero que isso seja verdade!
The Umbrella Academy, que foi publicado originalmente como minissérie, chega ao Brasil como encadernado e traz todas as capas feitas por James Jean e alguns extras bem legais como os desenhos feitos pelo próprio Gerard Way para retratar seus personagens, desenhos de estudo do Bá e mais duas histórias curtas. A primeira, muito fraquinha, vi pela primeira vez na internet, mas serviu para que eu conhecesse o trabalho. A segunda, …Mas o Passado não perdoa, também foi publicada numa edição promocional da Dark Horse para o Free Comic Book Day de 2007, e mostra melhor os integrantes Rumor e Horror.



Umbrella Academy - The Apocalypse Suite venceu o prêmio de melhor minissérie no Eisner Award! Portanto, vale a pena dar uma conferida.




MARVEL APRESENTA # 43 - O IMORTAL PUNHO DE FERRO - AS 7 CIDADES CELESTIAIS (Panini Comics - preço R$17,90 - 160 páginas)

Homens de uma certa convicção fatal (publicamente originalmente em The immortal Iron Fist annual # 1) - Ed Brubaker e Matt Fraction (roteiro), Howard Chaykin, Dan Bereton e Jelena Kevic Djurdjevic (arte) e Edgar Delgado (cores);

Danny Rand, o Punho de Ferro é levado à cidade mítica de Kun Lun em um torneio com outras seis cidades celestiais, porém ele precisa impedir que a Hidra conclua seus planos de conquista da Terra através dos poderes da cidade mágica. Além de mostrar sua aprendizagem sobre a tradição dos imortais Punhos de Ferro, é mostrado o passado de seus antecessores.

Essa edição não é superior a brilhante história publicada em Marvel Apresenta #35, mas  apresenta a sequência dessa história e a conclui na n° 45.

Ed Brubaker e Matt Fraction revitalizaram muito bem o personagem da Marvel colocando-o num conceito interessante, onde ele faz parte de uma linhagem de grandes lutadores, detentores do poder da poderosa cidade de Kun Lun. Punho de Ferro fez sucesso nos anos 1970, quando um monte de coisa relacionada a Kung Fu também fazia.

A primeira história, A rainha pirata da baía de Pinghai traz no roteiro assinado por Ed Brubaker e Matt Fraction, um incrível tom das lendas orientais. Talvez o fato de ter sido feito a 3 mãos (Travel Foreman, Leandro Fernandez e Khari Evans), a arte apresente algumas nuances, não comprometendo muito o resultado final.

As 7 cidades celestiais é apresentada em 4 partes. Na primeira, a arte de David Aja e Roy Allan Martinez está fantástica e acho que casou muito bem os traços no decorrer das histórias. É competente tanto nos cenários quanto na ação, que é o principal da série. Mas os desenhos de Aja são bem melhores. O desenhista Scott Koblish participa da parte 2 sem muita expressão, pois tem o traço bem parecido com Martinez.

Orson Randall tem de novo espaço na série, com um roteiro bem interessante, mas a arte comprometida na parte em que Howard Chaykin desenha. Não gostei nem um pouco do seu traço, mas não chegou a comprometer a história pois Dan Brereton e Jelena Kevic com seus belos traços no estilo de pintura, seguraram bem a história.
Na parte 3 e 4 de As 7 cidades celestiais, outro desenhista que não me agradou foi Kano, apesar dos cenários muito bem desenhados. Não gostei de seu estilo pra desenhar personagens.

Vamos esperar pela conclusão então. Apesar de alguns bons momentos, essa revista deu uma esfriada em relação às minhas expectativas com o personagem. 

Um comentário:

  1. Boas dicas, Vini.

    Hellboy eu sempre compro mesmo, ainda não pude comprar esse mas comprarei com certeza. Foi esse demônio desgracado que me trouxe de volta aos quadrinhos depois de um bocado de tempo afastado. ;)

    Um brella Academy eu estou curioso pra ler, mas não tá na minha lista de prioridades. De qq forma, pretendo conferir, mas sem pressa.

    Eo especial do Punho de Ferro é bem legal, até resenhei ele la pro Uarévaa.

    http://www.uarevaa.com/2009/10/o-imortal-punho-de-ferro-as-7-cidades.html

    Achei tão boa quanto a primeira (Marvel especial 35). O que, na minha opiniao, nao gerou a mesma "satisfação" ao ler essa, foi o fato da trama não fechar nessa edição e ter duas histórias (a primeira e a do Orson Randall) que, embora concetadas a saga, quebram o ritmo dela.

    Gostei dos desenhistas todos, gosto muito dessa alternãncia de desenhistas mantendo o ótimo David Aja apenas no "tempo presente" da saga principal. O que não gostei, em termos de desenho, na primeira estória, nem foram os desenhistas, mas a alternancia brusca deles, fugindo ao padrão da série de usar outros desenhistas em momentos, digamos, mais específicos.

    Grande abraço.

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