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30 de dez de 2009

Resenha: Onde vivem os monstros


"Onde vivem os monstros" é a volta do cultuado cineasta Spike Jonze aos cinemas, desde uma parada que ele deu em 2002, depois de ter feito o fantástico, Adaptação, com Nicholas Cage, e de ser produtor do dispensável Jackass.
Jonze já dirigiu filmes do calibre de Quero ser John Malkovich e Free Tibet, pra você ter uma ideia.
O filme, que já estreou nos Estados Unidos e no Canadá, já anda arrebentando a bilheteria, com US$ 32,5 milhões de doletas nos seus primeiros três dias em cartaz. 
E por ser o filme que é, até surpreende...
O longa, que é uma adaptação do clássico homônimo da literatura infantil americana, escrito por Maurice Sendak em 1963, foi classificado na época, por profissionais da área educacional infantil e por psicólogos, como nocivo às crianças



''Where the wild things are'' (no original) realmente é estranho e sombrio, mas é um filme belíssimo!
A fotografia do filme é ótima e uma das mais impressionantes que já vi. Dá vontade de assistir de novo, mesmo sendo um filme um tanto estranho.
O filme vem recebendo bastante elogios da crítica americana.



Jonze nos apresenta a história de Max, um garoto mimado de 9 anos que vive em seu próprio mundo imaginário, de forma bem peculiar e um tanto sombria. Alguns críticos questionam seu sucesso e estão rejeitando o filme por ser muito assustador e negativo para crianças pequenas, assim como fizeram em 63. Parece que não houve evolução em certos pensamentos.

É impressionante a transformação do garoto quando ele está vestindo sua "pele" de lobo, uma espécie de pijama que possui rabo e uma touca com bigodes! O moleque fica tirano!
Max Records, o ator que representa seu xará no filme, trabalha muito. O moleque matou a pau!



Confesso que esperava outra coisa quando assisti ao trailer, mas não cheguei a ficar decepcionado com o final. É que a gente sempre espera uma lição de moral no fim e isso não existe no mundo de Max.
Um mundo selvagem habitado por criaturas gigantescas e peludas, algumas perigosas, violentas e de dentes afiados. Para sobreviver neste mundo, Max é obrigado a simular que é um rei no mundo da onde ele veio, usando até uma certa "vilania" comum nas crianças dessa idade. Tudo isso para não ser comido pelos monstros...


O filme tem uma carga emocional muito grande e conflitos psicológicos para você ficar pensando por um bom tempo sobre aquilo. Pequenas frases soltas, ideias e atitudes durante o filme tem um peso muito grande se você prestar bastante atenção e jogar isso para seu próprio mundo, como quando Max diz para Carol que o Sol está morrendo... a reação do amigo monstro pode ser traduzida como uma criança que não acredita na morte, ou está tão distanciada dela que não a compreende direito.



A película, que levou cinco anos para ser completada, é complexo, diferente do livro, que é rico em ilustrações, mas só possui nove frases. Jonze co-escreveu o roteiro e disse que não buscou fazer um filme tradicional para crianças. E não mesmo! Ele combina sequências de ação, bonecos no estilo "Tv Colosso" e animação de computador. Aliás, outro ponto positivo no filme. As expressões dos bonecos estão perfeitas.

No Brasil, sua estreia está prevista para 1º de janeiro de 2010, com distribuição da Warner.

O filme trata sobre o mundo, as pessoas à sua volta e principalmente as emoções.
Portanto, acho que cada um terá que tirar suas conclusões sobre o filme. Uma coisa já ficou clara, ou você vai curtir muito ou vai odiar o filme. Principalmente se você não entender as pequenas mensagens no decorrer do filme...

Alguns vão se reconhecer quando pequenos. Todo aquele lance da imaginação que era forte quando somos pequenos. E isso pega forte no filme!


A única diferença em relação ao livro, é que o solitário Max foge de casa e veleja até uma ilha que possui, além da estranha e vasta floresta (que no original cresce em seu quarto), um deserto habitado por monstros, que estão a procura o tipo de líder que o garoto representa.

O filme tá mais que recomendado. Vale a pena dar uma conferida. A trilha sonora está muito boa também!



Nota:9


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