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20 de dez de 2005

O Mongo do Pântano Amarelo

História: Vini e Rodrigo Congão
atualizado e adaptado por:
Vini
Desenhos: Vini



Era uma vez...
Há muito tempo atrás, na cidade de Gladisglot na velha Iuguslávia, vivia um menino muito inocente, calado e mongo, chamado Asdrúbol.
Asdrúbol era pobre, portanto desde pequeno trabalhava.
Passava as tardes de sábado na feira local vendendo brouxeilas.






















Isso lhe rendia uma bela grana! Parecia ser alegre e feliz... mas até que num belo dia de Sol, beirando uns 40 graus, suas brouxeilas verdes e vistosas começaram a enferrujar devido ao calor intenso.
O povo ficou indignado, isso era realmente um absurdo! E com um mandato do primeiro-ministro Glasmiscoviscovsk, o pequeno mongo foi banido de sua terra natal para a cidade de Bago, no Peru.
Puto da vida, furioso, se lamentando, com fome, pois não comia à 20 dias e com frio, porque no Peru faz muito frio... o pequeno andava sem rumo na neve, até que não agüentou e sucumbiu*, ou seja, caiu.
Quase morto e fedendo, foi salvo por um pequeno velhinho corcunda. Calau-aka Lama era um monge budista que se mudou do Tibet para estudar o comportamento e o meio de vida das baratas verde musgo do Tronco Grosso e suas reações terapêuticas no organismo dos Cepófalos, e meditar sobre o ninho dos mosquitos flatulentos da Nova Guiné.
Como se pode perceber era um botânico também...

Mas voltando... o velhinho o salva e o leva até sua cabana a Noroeste... ou será Nordeste de Machu Pichu?!? Sei lá! O menino cresce aprendendo as mais milenares artes hindus sobre como levitar usando um guarda-chuva no traseiro e com os dois dedos enfiados no nariz. O poderoso mantra HAUUMMM entre outras coisas.



Um lindo dia de flores campestres, seu mestre que o tinha salvo há anos atrás, resolve dar um toque em Asdrúbol para que ele siga o caminho. O caminho para ir embora...
Não dá certo, pois o menino fica decepcionado e deprimido. Então o mestre lhe ensina a última lição e o leva para conhecer seu laboratório. Falando em Romanês Arcano, o mestre lhe diz :


- “Asdrúbol, meu pequeno percevejo catarrento, tu já estás num nível ideal de prática e meditação tântrica, tal como sabe todas as leis que regem o universo e a natureza, e sabe fazer uma panqueca como ninguém!!! Está preparado para ver a poção de força mágica alucinógena!”-continuou o mestre - "Capaz de transformar qualquer ser humano em algo muuuuito poderoso".
- "Traçando sua melhor qualidade e amplificando-a".


Asdrúbol que já era calado e há muito tempo não se pronunciava disse:
- “Sóóóó, mesdre* !”.


E com um só gole virou toda fórmula milenar para dentro de seu barrigão, pensando em conseguir todo poder infinito. O mestre Calau-aka ficou apavorado, pois a poção deveria ser ministrada de outra forma e não ingerida pela boca deformada de seu estúpido discípulo. Ficou tão apavorado que pensou em correr, mas percebeu que algo havia dado errado. Talvez seria por causa de uma gastura intestinal, pois Asdrúbol se transformou na mais horrenda criatura mongolóide e sua feiúra era tanta que seu mestre estancou no solo. Acho que sua melhor qualidade era ser um mongo por completo, por isso se transformou nesse monstro do Pântano. Para você ter uma idéia parecia que seu rosto tinha pegado fogo e tentaram apagar com um tamanco de madeira.



A decepção foi tamanha que ele fugiu e foi se refugiar sozinho* num pântano escuro, viscoso. limboso e amarelo. Para se vingar por ter ficado com aquela aparência, apavorava todos os esquilos e codornas que viviam lá por perto. Até que um bando de caçadores de ornitorrinco que procuravam o elo perdido de Madagascar, criaturas aparentemente parecidas com estalactites que fazem Niiii, acharam o rastro do Mongo. E olha que seu rastro não era muito dos mais agradáveis...
Esses caçadores que são do sul de Mapauê... ou será norte? Sei lá! Os caras estavam acostumados com criaturas feias já que eram casados com mulheres de Dercylândia, mas ao avistarem o Mongo do Pântano Amarelo, todos borraram as calças. A diarréia tomou conta de seus corpos, mas depois de uma hora se limpando os bravos (ou loucos) caçadores voltaram à seguir o rastro do Mongo.
Fugindo entre a escuridão das cavernas feitas com os restos dos dreadlocks de Jamaicanos abduzidos por renas pedófilas, o mongo desesperado se esconde na gruta Cicciolina, a mais larga gruta do leste de Lima... ou será oeste?!? Sei lá!

Mas os malvados caçadores acabaram o achando, e então o cercaram e apontaram suas armas para o que imaginavam ser a cabeça da criatura. Em uma desesperada tentativa de reação bucólica, Asdrúbol o pequeno que se transformou no Mongo do Pântano Amarelo se agacha e esboça um gesto... um sentimento... um sinal dos tempos, algo como uma canção antiga, daquelas que só você pode cantar numa varanda olhando o pôr-do-sol e discutindo se é realmente necessário que haja aquelas gordurinhas no meio do salame italiano que você um dia aprendeu a fritar numa panela enferrujada de ferro, talvez por se perguntar se valeu mesmo à pena vender, plantar e cuidar das brouxeilas com tanto cuidado, e perceber que por que raios elas precisam ser tão verdes??

Com todas essas questões passando pela sua cabeça em questão de mililitros de segundos o Mongo abre sua boca e diz com todo sua força pulmonar ; “UUAAAAAAHuuummm!!!”.



The Fin ....................por enquanto.


Isso é apenas uma história verídica, qualquer semelhança terá sido mera ficção.

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