Blogger templates

Mostrando postagens com marcador Cloverfield. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cloverfield. Mostrar todas as postagens

31 de jan. de 2011

Resenha: Deixe-me entrar


Primeiro é bom avisar, Deixe-me entrar é uma refilmagem do terror sueco que fez muito sucesso 'Deixe ela Entrar' (Let the Right One In ou Låt den Rätte Komma In, 2008) e como todo remake merece o benefício da dúvida. Explico, qualquer filme que ganhe um remake é porque o original é muito bom. Nesse caso, um dos principais motivos da refilmagem foi o idioma. Cinema feito em outros países não são muito bem vindos nos Estados Unidos.
Isso é um agravante se considerarmos que a cultura também é outra e a probabilidade de se mudar o roteiro inteiramente é absurdamente grande!
É bom eu dizer também que ainda, infelizmente, não assiti ao original e pelas críticas tanto de um quanto do outro, vale muito a pena conferir.

O filme roteirizado e dirigido por Matt Reeves, do fantástico Cloverfield, conta a história de um solitário garoto de 12 anos que sofre "bulling" na escola e tem problemas em casa, pois seus pais, ausentes, estão em vias de se divorciar. Ele mora apenas com a mãe, e se distrai entre doces, ficar sozinho no pátio do prédio e observar seus vizinhos com a ajuda de um telescópio.


Owen, vivido pelo ator-mirim Kodi Smit-McPhee, passa os dias planejando sua vingança aos "valentões" da escola. Nesse meio tempo, ele conhece uma estranha garota que acaba de se mudar para o prédio, chamada Abby, vivida pela excelente atriz Chloe Grace Moretz, que despontou para a fama como a Hit-Girl de Kick-Ass.


Abby parece ser uma menina independente que mora com seu estranho pai (Richard Jenkins), e só aparece a noite, sempre descalça, aparentemente imune ao rigoroso frio do inverno. Owen se identifica com sua fragilidade e se torna seu amigo. Seu comportamento bizarro faz o garoto pensar que Abby esconde algum segredo obscuro. Mais tarde ele descobre que a menina na verdade é um vampiro. 


Mesmo não tendo assistido ao original, dá pra perceber que à algo estranho até na postura de Abby, que afirma não ser uma garota. E isso não é pelo fato dela ser um vampiro, mas sim que ela pode nem ser propriamente uma garota! Ela mesmo diz ao garoto duas vezes que simplesmente “não é uma menina”
No filme sueco, faz parte do mistério do filme esse fato e atriz que interpreta Eli (Abby),  é totalmente andrógina, e apresenta traços de um garoto. Existe uma cena em que o garoto, Oskar (Owen), a vê colocando roupa e fica a interrogação sobre sua sexualidade. Já em Deixe-me entrar, essa cena não fica clara.


 No original, a personagem Eli parece muito com Lestath!

Já a carinha bonitinha de Chloe Moretz não deixa dúvidas de que se trata de uma menina, apesar da maquiagem ter se esforçado um pouco em mascarar isso.

Segundo consta, o roteiro é exatamente o mesmo e ambos os filmes, só que na versão americana algumas informações que davam mais sabor à trama foram limados, como onde a garota arranja dinheiro para se sustentar, o que realmente senti falta, além de mais explicações sobre o envolvimento com seu escravo vampírico. Não acho que isso o tornaria um roteiro demasiadamente didático, mas isso é um perigo tratando-se do cinema americano, que pode tornar o enredo mastigado demais. E nisso a versão americana não pecou.
Apenas na temática que transformou um filme de terror num filme romântico, mas não em demasia, ainda bem...

O vampirismo neste caso está muito bem representado, no meu ponto de vista, já que todos os elementos estão lá. Desde a queimadura por insidência da luz solar até a necessidade do convite para que o vampiro entre em sua casa. Taí o porquê do nome do filme. Na boa, só de não ter que lembrar de coisas como Crepúsculo, de vampiros que brilham no Sol, já tá bom demais!

Gostei do clima de tensão do filme e atmosfera sombria, com cores fortes, amareladas e escuras quando necessário. A fotografia foi muito bem feita e os elementos da década de 80 perfeitamente acertadas. Por vezes você se confunde se o que você está assistindo não é mesmo um filme antigo, desses que passa de madrugada na tv.
Apesar de algumas críticas apontando que este é um filme medíocre em comparação ao original, não é difícil de acreditar que se fosse realmente lançado na década de 80, hoje esse filme não seria um desses cults de terror que tem por aí.

Acredito até que hajam chances para que isso ainda ocorra. Matt é um diretor que me agrada e tem um jeito bem peculiar de mostrar as coisas. Posso destacar três cenas fortíssimas nesse filme que valeram a entrada do cinema. A solidão do personagem Owen, por exemplo, é ainda mais reforçada pela omissão do rosto da mãe e da figura do pai, que fica restrito a uma voz ao telefone. Perfeito!
Reeves também matou a pau nas cenas de ação e uma das cenas mais empolgantes é a sequência do capotamento do carro onde o escravo de Abby tenta abater mais uma vítima. 
Outra cena que curti bastante é a do hospital, onde mostra o "pai" de Abby totalmente desfigurado e oferecendo seu sangue ao mestre!


Deixa Ela Entrar, o original, rebatizado por lá de Let the Right One In, circulou por festivais de terror e independentes nos EUA com sucesso em 2008 e o público consumidor do gênero o recebeu com grande entusiasmo.
O Omelete, em sua crítica, levanta a questão do porquê o diretor Matt Reeves ignorou o mercado americano e realizou a refilmagem sem alterar quase nada do filme. Parece que é aquilo que eu falei no começo da resenha, apenas para que o público americano assistisse o filme em sua língua. E não restam dúvidas quanto a qual fará mais sucesso daqui à 10 anos. O mercado cinematográfico Hollywoodiano sempre estará a frente das produções e ações como essa parecem ser de um mercado que visa eclipsar qualquer tentativa de sucesso fora do circuito que a anos comanda o entretenimento nos cinemas.



Apesar dos pesares e das críticas negativas ao filme, gostei bastante dele e já entrou pra minha lista de melhores de 2011. Vou fazer o caminho inverso e assitir ao original por esses dias e daí volta com outra resenha.
No mais, acho que vale a pena recomendar o filme, principalmente para aqueles que já estavam sentindo falta de um bom filme sobre vampiros. Tá certo, não é tão terror assim, mas vale a pena...



Nota: 9


Elenco: Chloe Grace Moretz, Kodi Smit-McPhee, Richard Jenkins, Cara Buono, Sasha Barrese, Elias Koteas.
Duração: 105 min.
Direção: Matt Reeves
Gênero: Drama

16 de jan. de 2008

Notícias Velhas (Old News)

Olá!
Resolvi fazer um tópico sobre algumas coisas legais que li ultimamente de uma só lapada! Não que, o que eu tenha lido, sejam notícias frescas, porém bem interessantes e caso você também está desatualizado que nem eu é uma boa oportunidade!
Ultimamente tenho estado ocupado demais e às vezes não dá pra atualizar o Blog como eu queria, mas vamos lá...
.
Primeiro, queria falar da entrevista “exclusiva” que Alan Moore deu praquele portal de notícias da Globo, o G1. Ele falou sobre as adaptações de suas obras para o cinema, coisa que ele não curte muito falar por não ter curtido nenhuma das adaptações feitas até então (apesar de não ter, pasmem, visto nenhuma!) e a recusa de mais de 70 mil dólares dos direitos desses filmes. Com certeza está aí um senhor que não se vende! Uma atitude um pouco punk até, pois os filmes não são assim tão ruins... acho que ele faz parte daquela galera nerd xiita que não aceita adaptações.
Fiquei na dúvida se um cara tão inteligente, não sabe reconhecer que essas mídias são totalmente diferentes e fica mais fácil você copiar o cinema em hqs (vide Frank Miller) do que ao contrário, e se ele quisesse tanto assim preservar as suas obras, que entrasse como co-produtor-diretor do filme (vide Frank Miller).
Ele falou também sobre sua amada cidade Northampton, sobre sexo nos quadrinhos, que é o tema central da sua nova história, Lost Girls, sobre mangás, sobre literatura infantil, Harry Potter e consequentemente sobre magia.
Rolou até uma agulhada nosso escritor-mago-acadêmico brasileiro Paulo Coelho!
Quando perguntado sobre ele e seus livros, Moore respondeu:

- “Li alguns. Ele é interessante. Mas suas idéias de magia são diferentes das minhas. Lembro de dar uma entrevista a um brasileiro que disse que Paulo Coelho poderia transformar água em vinho e fazer chover com xamanismo. Não conheço tanto a obra de Paulo Coelho para saber do que o jornalista estava falando, mas sei que eu não consigo fazer nada disso. E não há muita vantagem em fazer chover na Inglaterra, temos chuva suficiente o ano todo. Também não preciso transformar água em vinho. Tem uma loja de bebidas aqui na esquina. Dá muito menos trabalho do que ter de transformar aqueles átomos de água em átomos de álcool (risos).”
Muito legal a entrevista! Se quiser ler na íntegra clique aqui.
.
.
Outra notícia velha, é a entrada de André Dahmer para o rol de artistas reconhecidos pelo Brasil após ser reconhecido pela Globo.
Não que isso seja pejorativo, pelo menos pra ele, que pra quem conhece, sabe que não é pra menos seu sucesso.
Dono de um humor sarcástico é autor do rei Emir, além de tirinhas sobre religião onde o personagem é Jesus e seus Apóstolos (as melhores) e até sobre ele mesmo ! Mas talvez você conheça Dahmer por uma das melhores tiras em produção atualmente, os já clássicos “Os Malvados”.
Vale a pena conferir nesse site aqui.
Uma das melhores frases que já li sobre a definição do que é “internet” foi a dele!
Ele disse: - “A internet é (...) tipo um canivete suíço de Deus”. Hahahahhaa!
Muito bom!
.
Essa é mais recente e é sobre o filme Cloverfield, que estréia por aqui em Fevereiro.



O filme, que foi produzido por J. J. Abrams (criador de Lost), conta com um elenco totalmente desconhecido e foi filmado por câmeras digitais “caseiras”, coisa que lembra em muito a estratégia usada em “A Bruxa de Blair”. Só espero que esse filme valha a pena!
Me parece que o roteiro (se é que tem um mesmo) é bem legal, mas pra quem curte Ficção Científica + filme B como eu, pode ser que seja melhor ainda!
.
Falando em filmes, assisti ontem Transformers e cara, vou te contar... faz tempo que não assistia um filme de ação tão empolgante!
Além de relembrar minha infância, lááááá na década de 80, na frente da TV, vi que é possível fazer um filme bem feito com personagens de quadrinhos, de tv, de séries, etc, é só colocar na mão de quem entende...
Michael Bay, provou ser fã da série, pois tratou muito bem o filme nos quesitos, roteiro, ação, humor e personagens!
Fiquei sabendo antes de assistir o filme que alguns nerds xiitas, resmungaram por terem mudado o Bumblebee de Fusca para o Camaro.
Pô, fala sério! Ficou supimpa aquele carrão!
E outra, aquele mulek não catava aquela gatinha de Fusca mas nem em filme!

Outra coisa que me chamou a atenção, além de Megan Fox, foi o desperdício de terem chamado a Jéssica Alba pra viver a Mulher Invisível do Quarteto Fantástico no cinema, sendo que a atriz Samantha Smith daria (no bom sentido) uma Susan Storm pra lá de melhor!

Se bem que aquele filme é uma merda, mesmo!
O segundo consegue ser melhor que o primeiro e olha que aquele filme foi fraco, hein?!!!
.
E por fim, aproveitando outra notícia velha, (aproveitando no sentido literal da palavra mesmo) Deadpool vai enfrentar o Carcajú Amarelo na edição n° 21 de Wolverine:Origins!
Pela trilhonégima vez, veremos o mercenário purulento e com problemas de pele numa missão que é simplesmente matar o mutante mais “highlander” da Marvel.
.
Eu que já tinha feito esse desenho aí de baixo da treta dos dois, no meio do ano passado, já tava desesperado porque não encontrava nada, nenhuma noticia que encaixasse com ele, então pelo menos pra mim, essa notícia serviu pra alguma coisa!
.
Saiba mais por aqui.
Fui!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...