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9 de abr. de 2013

Quadreca - Nova oportunidade pra quem faz quadrinhos!


 

No início A Quadreca era a revista de histórias em quadrinhos dos alunos da Escola de Comunicações e Artes da USP, a primeira universidade do mundo a incluir a disciplina de Editoração de Histórias em Quadrinhos em seu currículo.

Em sua última edição (Quadreca #15, publicada em 2006), ela ficou sem ser produzida, pois surgiu a necessidade de se repensar sua estrutura. Em 2010, dispostos a retomar o projeto, um grupo de alunos de editoração avaliou as características do contexto atual, com redes sociais e a autopublicação em blogs ou em coletivos, e dessa análise, surgiram alguns ajustes. Principalmente porque, no que se refere a ideias e estratégia de promoção e divulgação das HQs, tudo isso precisaria ser repensado. E o que antes era apenas a retomada da revista se transformou em algo maior: o próprio Projeto Quadreca!


26 de jun. de 2011

Belíssima capa de "Noturno", HQ que abre coleção argentina da revista Fierro aqui no Brasil

Noturno é a HQ que abre coleção de histórias argentinas publicadas na revista Fierro. A obra, que começou a ser vendida no mês de Maio em livrarias e lojas de quadrinhos, é escrita e desenhada por Salvador Sanz, dono de um traço belíssimo e hiper-realista.
Sans utiliza sua técnica narrativa e sua talentosa para nos transportar para uma Argentina ao mesmo tempo real e fantástica, num inacreditável conto de fantasia e terror.
Noturno, que já pode ser considerada uma graphic novel clássica do gênero, foi serializada na Fierro entre maio de 2007 e julho de 2009, dando agora início à Coleção Fierro pela Zarabatana Books.

3 de jan. de 2011

Cinema Jurássico!

Existe uma teoria, inclusive defendida por Scott McCloud, de que as primeiras histórias em quadrinhos seriam as pinturas rupestres achadas nas cavernas. Sendo a mais antiga arte conhecida, elas exprimiam sequências de imagens, muitas vezes em sentido horizontal e descreviam os ritos de caça, os animais e até mesmo as origens da vida social.
Podemos descrever que essas imagens pictóricas eram justapostas em uma seqüência deliberada e destinada a transmitir informações e/ou produzir uma resposta no espectador, o que é a mesma definição que podemos dar aos quadrinhos.
Podemos usar a mesma definição não só para as pinturas rupestres, mas também as pinturas do antigo Egito, onde o homem já possuía um melhor (se é que podemos rotular assim) domínio na representação da figura humana.
Agora, depois de assistir essa animação, podemos acreditar que até o cinema pode ter sido "inventado" na mesma época! =)

24 de mai. de 2010

"Por que não temos bons roteiristas de quadrinhos no Brasil?"


Essa pergunta foi feita a alguns dias atrás no blog do André Forastieri e devidamente respondida pelo mesmo. Pelo menos aquilo que ele acha quais são os motivos.
Tenho que concordar com o cara em certos quesitos, mas acho que o buraco é mais embaixo. Tanto que os comentários foram abarrotados de opiniões diversas sobre o caso.

Concordo quando ele diz que o quadrinho brasileiro está repleto de ilustradores talentosos, só que ele declara que temos "um deserto de roteiristas competentes". E ele nem está falando dos criadores de primeiro time. E também não menciona quem são esses criadores de 1° escalão.
Imagino que ele tirou todos os medalhões da parada, os mais famosos, mas não excluiu talvez os vários professores de roteiro de HQ que tem por aí. Se não, como explicar essa opinião? Estão fazendo o serviço mal feito?
Hordas de pessoas fazem esses cursos todo ano, então só me leva a crer que eles não estão aprendendo o feijão com arroz dos roteiros de quadrinhos...

Ele compara os quadrinhos nacionais ao cinema brasileiro, que segundo ele, funciona igual. O roteiro seria só um guia básico para as improvisações do diretor e do elenco, durante as filmagens.
Acho meio injusta essa comparação, tendo em vista que estamos falando de mídias diferentes e já que ele tirou o time dos mais-mais de campo, sobram apenas os "independentes" na parada. E comparar trabalho pago com trabalho muitas vezes nem um pouco remunerado é muito foda!

Mas ele dá algumas explicações sobre os "porquês" de sua opinião e eu transcrevo-as assim como ele postou:

Primeira: nos quadrinhos, o Brasil segue a tradição do cartum, com uma pessoa só assinando texto e arte. Temos uma renca de ótimos cartunistas, chargistas, ilustradores. Nunca tivemos uma verdadeira indústria de HQ brasileira, que exigisse a divisão de funções e o ritmo industrial de produção. Quando tivemos, criamos roteiristas eficientes - seja na Abril dos anos 70 e até 80, seja nos estúdios de Maurício de Souza.

Concordo! E isso seria um sonho! Eu atualmente estou tentando fazer uma HQ a meses e não consigo pelo simples fato de que tenho emprego, faculdade e família pra me preocupar. Mas será que só isso resolveria a situação? Ter um mercado? Lembra o que eu postei aqui sobre isso?
Será que o roteirista brasileiro está preparado pra isso? 

Segunda boa explicação: publicamos poucos quadrinhos brasileiros. Os roteiristas têm poucas chances de exercer sua vocação, enquanto os ilustradores precisam continuar trabalhando sem parar, seja em ilustração comercial, editorial ou onde seja. É como no rock: se você toca pouco, não aprende a fazer show.

Acertou de novo! E não só isso. Se o cara não estuda, ou no caso dos roteiristas, não lêem muito e sobre variados temas, não vai adiantar muito só escrever. Vai sair porcaria.
O que eu vejo é que existem um monte de guris imitando o modelo americano de contar história e não sabem colocar nada de interessante pra agregar no roteiro.
Estamos cansados de ver gurias gostosas sendo atacadas em um beco escuro por assaltantes para que o herói seja apresentado. Isso tá mais do que batido!
Não é a toa que as melhores HQs do momento, pelo menos as mais badaladas, são aqueles em que o cara pega um "Quincas Borbas" pra ilustrar. Autores consagrados da literatura brasileira + boas ilustrações = $$$.
Aí não tem como se preocupar em dar chance pra roteiristas novos. Ninguém vai chegar nesse patamar tão rápido!

Terceira boa explicação: como publicamos poucos quadrinhos brasileiros, temos uma imprensa especializada condescendente. Qualquer trabalho assinado por um brasileiro merece aplausos, no mínimo por ter conseguido existir. Junte isso ao estilo natural do brasileiro, de evitar conflitos a qualquer custo, e estamos bem arrumados.

Também acho que tem muita porcaria no mercado e que tem vários baba-ovos pra aplaudir revistas no mínimo risíveis. Mas aí é que entram outros fatores, que é o da panelinha editorial. Todo mundo é muito amigo nesse meio, e fica chato falar mal da galera que anda contigo, né? Mas aí estamos falando de novo de pessoas que já estão na mídia e que, de um jeito ou de outro, já fazem parte da panela onde se incluem os medalhões!
De quais roteiristas ele deve estar falando?
Esses caras que são aplaudidos condescendentemente pela imprensa "especializada" não são os mesmos que estão sempre juntos dos melhores roteiristas? Será que esse povo não troca informações? Seria bom então um toque dos professores aos seus alunos, não acha?

Forastieri ainda comenta sobre a principal fonte de financiamento do quadrinho nacional nos dias de hoje, que são as leis de incentivo, através de dinheiro público.
O que tem salvo muita gente que quer publicar seu trabalho. Eu me incluo nisso, pois graças a Subversos pude mostrar minhas histórias. Mas sei que nem sempre o resultado é bom.
Existem muitas falhas de roteiro, de ilustração, de editoração, etc.
Mas é um caminho, que o próprio mercado tem oferecido no momento, e tem sido feito com resultado superior a fanzines e muitas vezes até a revistas!

Vejam bem, eu não estou criticando o post que ele fez, nem suas opiniões. De maneira nenhuma!
Só estou expondo meu ponto de vista sobre seu post e nada mais. Quero entender o que ele chama de bons e maus roteiristas.
Acho que esse tipo de coisa que ele está fazendo, abrir uma possibilidade de discussão sobre o assunto em seu blog, é fantástica!

Então sugiro que vocês leiam o post dele na integra, divulguem e debatam se possível!

Quem sabe a gente não acha um meio de melhorar o sistema e os futuros roteiros?

Talvez o mercado não esteja assim tão longe, tendo em vista os lançamentos de Jambocks (publicado pela Zarabatana Books) e Joquempô (pela Devir). Ambas são trabalhos selecionados no edital de incentivo à produção de histórias em quadrinhos, mantida pela área de cultura do governo paulista e prometem se prolongar por mais de duas edições. Jambocks em quatro e Joquempô, mais audaciosa pretende se extender por 11 arcos!
Mas será que elas serão avaliadas como bons roteiros no final?
Ou não passarão de revistas que serão lembradas pelas suas belas ilustrações?

9 de nov. de 2009

Para ler: The Umbrella Academy, Hellboy e Punho de Ferro.

Essas são as boas da semana!

Tem bastante coisa boa saindo este mês e eu reservei 3 lançamentos legais, que acabei de ler, para indicar aqui.



O primeiro é  HELLBOY - A Capela de Moloch / O Vigarista (Mythos Editora - preço R$31,90 aqui - 120 páginas).

Depois de ver uma resenha no UHQ, onde eles avisavam sobre o anti-clímax que a história que fecha a edição provoca, resolvi começar a leitura por ela e confesso que não entendi o por quê de tal afirmação. A verruga foi publicada originalmente numa edição especial para o "Free comic book day", evento anual que rola nos EUA e distribui quadrinhos produzidos ou escolhidos especialmente para a data, tem os textos de Mike Mignola e Duncan Fegredo assumindo a arte.
Cara, o Mike acertou em cheio em ter escolhido o Fegredo para ser um dos principais desenhistas de Hellboy. O cara consegue ser melhor que o Mike nos desenhos!
As cenas ficaram perfeitas e o clima de "sonho" na história está bem representada.
Achei uma história muito boa para uma HQ não paga.

Passei depois para A capela de Moloch, a história principal que conta sobre um pintor contemporâneo que aluga uma propriedade ao sul de Portugal, para preparar sua nova exposição. O ateliê do artista que fica numa capela anexa ao terreno fica fechada durante à noite e parecem acontecer coisas bizarras com o artista durante esse período, então Hellboy é chamado para investigar.
Apesar dessa HQ ser a primeira desenhada por seu criador desde 2005 e ter gerado uma espectativa tremenda em mim, não senti muita firmeza no roteiro. Não curti muito a história. Achei a história fraca, meio morna e com final decepcionante.
Mas vale pela arte de Mike Mignola e pela citação às obras de Goya, que realmente são sombrias e assustadoras!
Ah! Moloch, a divindade cultuada pelos povos antigos, como os cananeus e hebreus e citada no Velho Testamento, foi um dos primeiros "demônios" da história e no glossário da edição não fala sobre isso, mas ele é representado no famoso gesto que os metaleiros fazem enquanto balançam suas cabeleiras. É, aquele que, segundo alguns pastores de igreja evangélica, o Homem Aranha também faz. =)

O vigarista, com texto de Mike Mignola e Richard Corben na arte, mostra Tom Ferrel, um andarilho que se envolveu com bruxaria na juventude e que retorna para casa, nos Montes Apalaches, depois de 20 anos para  buscar sua redenção. Hellboy, que age na história como um quase coadjuvante, se junta a ele para solucionar o problema.

Essa história ganhou o prêmio Eisner de melhor minissérie publicada de 2008.
E é extremamente justificável.
Apesar de não ter apreciado tanto a arte de Corben no começo, reconheço que para contar uma história de terror, provavelmente não há ninguém melhor. O climão de "Contos da Cripta" que lia quando moleque tá lá e isso me agradou muito!
No fim a arte casa perfeitamente com a proposta da história. Uma das grandes histórias de Hellboy!





The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse (Devir - R$ 26,99 aqui - 192 páginas)

Publicada originalmente pela casa norte-americana de Hellboy a Dark Horse Comics, a obra tem roteiros de Gerard Way, vocalista da banda My Chemical Romance e arte de Gabriel Bá, de 10 Pãezinhos.

Umbrella Academy, conta a história de um grupo de 7 jovens com poderes especiais. Depois que 43 crianças nascem simultaneamente, de forma inexplicável, com superpoderes e  de mulheres que não estavam grávidas, o mundialmente famoso empresário milionário, Reginald Hargreeves, mais conhecido como "Monóculo", também cientista e inventor, resolve adotar 7 dessas crianças e treiná-los como uma equipe de super-heróis.

Cada uma dessas crianças é denominada como um número:

Nº 1 - Luther, codinome Spaceboy, líder e mais forte do grupo, "ganhou" o corpo de um gorila depois de um acidente;  Nº 2 - Diego, codinome Kraken, é o badass do grupo, bom com facas é do tipo calado, autêntico anti-herói solitário e justiceiro, Nº 3 - Allison, codinome Rumor, tem o poder de fazer tornar verdade qualquer coisa que fale, Nº 4 - Klaus, codinome Seance, que pode levitar e se comunicar com os mortos (um personagem interessante, porém o aspecto "eminho" o estragou um pouco), Nº 5 - é um dos pivôs da história, capaz de fazer viagens temporais, Nº 6 - Ben, codinome Horror, apesar de não aparecer muito nessa  série é um dos personagens que mais curti em questão de visual e características, ele tem monstros de outras dimensões embaixo de sua pele e projeta uma espécie de tentáculos de polvo pela barriga!
A Nº 7 -Vanya, aparenta não ter poder algum no início da série, mas é a peça central dela depois que se torna a Violino Branco.

Gerard me surpreendeu na narrativa, pois demonstrou ter um estilo bem quadrinistíco para escrever. No primeiro capítulo ele parece querer representar a trajetória dos super-heróis  de uma era mais "inocente", onde as aventuras eram mais coloridas, bobinhas e até absurdas, como combater uma Torre Eiffel enlouquecida, pilotada pelo seu construtor Gustave Eiffel, numa versão robô-zumbi, até o fechamento da série, com os personagens mais maduros, próprio das últimas décadas de quadrinhos, depois da criação de obras como Watchmen e Cavaleiro das Trevas

Todos os elementos comumente usados nas narrativas quadrinisticas estão lá, como viagem temporais, dissolução do grupo e reunião do mesmo em torno de uma iminente ameaça, membros mortos e desaparecidos, longas explicações de planos diabólicos por parte do vilão, nascimento de novos vilões e personagens com problemas emocionais, mas isso tudo, com muita criatividade.
Os bons diálogos e os momentos de ação são equilibrados e precisos. A violência presente na série foi uma coisa muito bem vinda no meu ponto de vista. Faz tempo que não lia algo desprovido de puritanismo e censura. Atirar raios de energia e só provocar dor é coisa de "Super Amigos", não acha?
Aliás, rolaram mortes nessa história que eu não esperava. E isso é muito legal! É como ler algo do Tarantino em quadrinhos (guardadas as devidas proporções, lógico!). Não importa se o personagem é bom, se é necessário que ele morra, ele deve morrer!

Quanto a arte, não foi à toa que Gabriel Bá foi indicado ao prêmio de melhor artista no Scream Awards e no The Harvey Awards de 2008, por The Umbrella Academy - Apocalypse Suite. Já devo ter falado por aqui que sou fã do traço do cara. E nesse álbum ele está desenhando dez vezes mais!
Acho seu traço bem parecido com o de Mike Mignola e não vejo a hora de ver algo dele em Hellboy.
Esse é seu primeiro trabalho no mundo dos "super-heróis", diga-se de passagem, e ele mandou muito bem!

Gerard Way usou a técnica de começar a história da Umbrella Academy pelo fim, o que garante que muitas outras podem vir, falando sobre eventos do passado dos personagens não esclarecidos até então. Espero que isso seja verdade!
The Umbrella Academy, que foi publicado originalmente como minissérie, chega ao Brasil como encadernado e traz todas as capas feitas por James Jean e alguns extras bem legais como os desenhos feitos pelo próprio Gerard Way para retratar seus personagens, desenhos de estudo do Bá e mais duas histórias curtas. A primeira, muito fraquinha, vi pela primeira vez na internet, mas serviu para que eu conhecesse o trabalho. A segunda, …Mas o Passado não perdoa, também foi publicada numa edição promocional da Dark Horse para o Free Comic Book Day de 2007, e mostra melhor os integrantes Rumor e Horror.



Umbrella Academy - The Apocalypse Suite venceu o prêmio de melhor minissérie no Eisner Award! Portanto, vale a pena dar uma conferida.




MARVEL APRESENTA # 43 - O IMORTAL PUNHO DE FERRO - AS 7 CIDADES CELESTIAIS (Panini Comics - preço R$17,90 - 160 páginas)

Homens de uma certa convicção fatal (publicamente originalmente em The immortal Iron Fist annual # 1) - Ed Brubaker e Matt Fraction (roteiro), Howard Chaykin, Dan Bereton e Jelena Kevic Djurdjevic (arte) e Edgar Delgado (cores);

Danny Rand, o Punho de Ferro é levado à cidade mítica de Kun Lun em um torneio com outras seis cidades celestiais, porém ele precisa impedir que a Hidra conclua seus planos de conquista da Terra através dos poderes da cidade mágica. Além de mostrar sua aprendizagem sobre a tradição dos imortais Punhos de Ferro, é mostrado o passado de seus antecessores.

Essa edição não é superior a brilhante história publicada em Marvel Apresenta #35, mas  apresenta a sequência dessa história e a conclui na n° 45.

Ed Brubaker e Matt Fraction revitalizaram muito bem o personagem da Marvel colocando-o num conceito interessante, onde ele faz parte de uma linhagem de grandes lutadores, detentores do poder da poderosa cidade de Kun Lun. Punho de Ferro fez sucesso nos anos 1970, quando um monte de coisa relacionada a Kung Fu também fazia.

A primeira história, A rainha pirata da baía de Pinghai traz no roteiro assinado por Ed Brubaker e Matt Fraction, um incrível tom das lendas orientais. Talvez o fato de ter sido feito a 3 mãos (Travel Foreman, Leandro Fernandez e Khari Evans), a arte apresente algumas nuances, não comprometendo muito o resultado final.

As 7 cidades celestiais é apresentada em 4 partes. Na primeira, a arte de David Aja e Roy Allan Martinez está fantástica e acho que casou muito bem os traços no decorrer das histórias. É competente tanto nos cenários quanto na ação, que é o principal da série. Mas os desenhos de Aja são bem melhores. O desenhista Scott Koblish participa da parte 2 sem muita expressão, pois tem o traço bem parecido com Martinez.

Orson Randall tem de novo espaço na série, com um roteiro bem interessante, mas a arte comprometida na parte em que Howard Chaykin desenha. Não gostei nem um pouco do seu traço, mas não chegou a comprometer a história pois Dan Brereton e Jelena Kevic com seus belos traços no estilo de pintura, seguraram bem a história.
Na parte 3 e 4 de As 7 cidades celestiais, outro desenhista que não me agradou foi Kano, apesar dos cenários muito bem desenhados. Não gostei de seu estilo pra desenhar personagens.

Vamos esperar pela conclusão então. Apesar de alguns bons momentos, essa revista deu uma esfriada em relação às minhas expectativas com o personagem. 

10 de ago. de 2009

Personagens de Quadrinhos: Pinguim

O Pingüim é um dos vilões mais tradicionais do Batman.
Oswald Chesterfield Cobblepot estreou em dezembro de 1941 na edição 58 da revista Detective Comics, nos primórdios da DC Comics. Assim como o Coringa, em suas primeiras aparições, ele tinha um comportamento assassino, mas à partir de 1943, essa imagem foi meio que atenuada e o criminoso se restringiu a infrações como fraudes, seqüestros, apropriação indébita, extorsão e roubo armado. Não, ele não ficou mais gente boa... apenas ficou mais rico, e tinha como mandar matar.
Sua velha índole sanguinária retornou em outra versão. Em 90, tornou-se dono de uma casa noturna, chamada Iceberg, que era o lugar onde ocorriam as negociações de todos os integrantes da máfia de Gotham City.
Atualmente, apesar de reconhecido como um empresário legalizado na cidade e sem seu antigo status de assassino sanguinário, o Pinguim, ainda adepto de negociações escusas, é o que podemos chamar de um mafioso.
Sempre achei que esse papel lhe cairia melhor.
Com esse tema, a máfia de Gotham, acredito que fica mais fácil de se escrever histórias que rendam com esse personagem.
Cobblepot sofreu bulling quando pequeno pelos colegas por ser muito parecido com o pássaro que lhe rendeu o apelido. E esse tema é sempre recorrente em suas histórias.
Eu li poucas histórias legais com ele e a que mais me agradam são aquelas publicadas em especiais do
Batman.
A pior coisa do personagem são os seus guarda-chuvas. Cada modelo traz um truque diferente: armas ocultas, dispositivos de transporte, gás, pó, etc. Bobagens adquiridas da década de 60.
No cinema, foi interpretado por Danny DeVitto em Batman Returns, filme dirigido por Tim Burton e que lhe acrescentou o ar gótico e o comportamento assassino das primeiras aparições.
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30 de abr. de 2009

Resenha: Wolverine Anual #3

capa feita por Deodato

O filme que mostra a "origem" do mutante canadense Wolverine se aproxima da estréia mundial.
Não comentei nada aqui até então, por falta de tempo mesmo.
Já adianto pra vocês que já assisti ao "filme". Assim, entre aspas mesmo, já que foi aquele que vazou na internet e não tem os efeitos especiais. A impressão que dá é que esqueceram de colocar o roteiro também.
Mas isso é um assunto pro próximo post...

Vou falar hoje da recém lançada revista Wolverine Anual #3.
A Marvel, aproveitando a onda do filme, anda fazendo uns lançamentos especiais do carcaju pra molecada que não conhece, conhecer e para aqueles que são fãs, torrarem seu rico dinheirinho em bobagens... ou não.

Por exemplo, nos EUA, Wolverine #73 será publicada duas semanas após a estréia do filme (13 de maio), e terá histórias à parte da cronologia que está rolando atualmente, a saga Old Man Logan, de Mark Millar. É pra aproximar novos leitores mesmo...
O curioso da coisa é que, uma semana depois desse lançamento, será lançada a #72...
O arco retorna normalmente na #74, ainda em Maio, com sua conclusão.
Essa Marvel às vezes (às vezes?!?) é muito safada.
Fora a (re)reedição de Arma X, a Panini lançou por aqui, nesse mês de Abril, outras 4 revistas do baixinho. Que são:

As duas primeiras eu estou seriamente pensando em comprar, já que são desenhadas por dois feras nos quadrinhos de quem eu sou muito fã, John Romita Jr. e Eduardo Risso. Eu, Wolverine eu li quando foi lançada originalmente em formatinho, lááá pelos idos anos 80. Tenho até hoje e acho uma série muito boa. À partir dela é que eu comecei a desenhar bastante e a acompanhar o personagem. Recomendo a compra também.
Duro de Matar já acho meio caça-níquel. Não achei ela tudo isso pra merecer um encadernado. Mas voltando ao assunto... as histórias apresentadas, reuném aquelas publicadas em mini-séries e até numa anual gringa, essa última desenhada pelo brasileiro Mike Deodato.
Os roteiros não estão lá grandes coisas, mas achei que em questão de arte, essa coletânea trouxe boas surpresas, já que isso não é comum em especiais lançados por aqui. Pelo menos não os que vi ultimamente.


Escrito por Simon Spurrier e desenhado por Ben Oliver, Caça à Raposa, a história que abre a edição, é fraquinha e na minha opinião não merecia estar numa edição especial. Está muito bem desenhada, mas o ponto alto dela é o Wolverine vestindo uma fantasia de raposa. Simplesmente bizarro!
Pureza, escrito por Rick Remender é uma história curiosa, pois mostra um Wolverine toscão estilo caminhoneiro, xavecador estilo caminhoneiro, violentíssimo e ainda por cima sem honra nenhuma, dificilmente mostrado nesses tipos de história que se passam no Oriente, e onde mostram o lado espiritual de Logan. Peraí, Wolverine sem honra? O cara é quase um samurai, porra!
Belamente ilustrado por Jerome Opena, por vezes me lembrou o traço de Frank Quitely (X-Men e Authority), mas bem superior.
1001 Formas de Matar Wolverine, escrita por Christopher Yost e desenhada por Koi Turnbull, eu classificaria como uma história meio "weird" mas interessante, pois mostra algumas formas de como, supostamente, seria possível eliminar o carcaju cabeludo. Algumas "teorias" são bem loucas!
No melhor estilo "filme de terror da madrugada", Consequências Pertubadoras, roteirizada por Todd Dezago e desenhada pelo competente Steve Kurth, mostra o mutante enfrentando um zumbi e um vírus mortal numa estação da Antártida. Achei ela muito curta. Faltou a ação necessária para esse tipo de história, mas ela ficou legal no geral.
O Incrível Homem Imortal é a que mais tem cara daquelas histórias fora de contexto do personagem, própria para especiais. Mostra um submisso Logan servindo como atração de um circo de horrores e mais um caso de amor indo pra vala. Escrita por David Lapham e desenhada por Johnny Timmons. Não é o tipo de desenho que eu mais curto, mas caiu muito bem.
Homem Animal, escrita por David Lapham e ilustrada pelo próprio David Lapham com a parceria de Stefano Gaudiano, mostra a história de um tiozinho louco que resolve dar uma de Wolverine usando facas no lugar das garras, como esse imbecil aqui. Uma boa maneira de mostrar que todos nós, fãs do personagem, um dia já imaginamos como seria ser como ele.

Belamente ilustrada por Kelly Goodine, A Bebê de Coney Island, é mais uma história "freak" que compõe essa edição. Com cenas violentas e bizarras como um bom filme de terror da madrugada! Os roteiros ficam por conta de David Lapham de novo.
Por último, temos a história Roar, da qual já havia falado aqui anteriormente. Duane Swerczynski roteiriza uma treta entre o mutante e um lobisomem. A história é um suspense com elementos místicos. Mike Deodato está matando a pau nos desenhos. Achei muito massa.

Só um ponto que reparei nessa história e que talvez o tradutor não tenha percebido. Quando o Wolverine cita, durante uma visão mística onde vê uma comunidade indígena, que "Parte de mim quer procurar o Jim Morrison", a nota do tradutor explica quem foi Morrison, o que é muito embaraçoso pra quem não pertence a "geração Malhação". Acredito que a referência nesse caso, seja por causa da música "Peace Frog" do álbum Morrison Hotel de 70 que diz "Indians scattered on dawn's highway bleeding, Ghosts crowd the young child's fragile, Egg-shell mind" (tradução: Índios espalhados ensanguentados na estrada do amanhecer, Fantasmas povoam a frágil mente de casca de ovo da jovem criança) ou talvez, chutando baixo, pode ser uma referência jocosa ao filme Wayne´s World 2, onde aparece sempre um índio pelado e o Jim Morrison nas visões de Wayne.


Bom, resumindo... achei a revista divertida e bem calcada na violência característica do personagem dos anos 80/90. As histórias agradaram pelo aspecto sombrio delas. Parecem mais aqueles curtas do Contos da Cripta e o Acredite se Quizer, que eu costumava assistir quando adolescente nas madrugadas da TV Globo. É tosco e por isso é divertido!






Nota: 9

27 de abr. de 2009

Esquenta para o HQMix

Saiu a listagem dos lançamentos de 2008 que serão votados no próximo mês de Maio para a entrega do Troféu HQMIX 2009. A informação está disponível no próprio site do HQMix.

O que me deixou surpreso além do fato de eu estar entre os selecionados na categoria Desenhista Revelação, foi o de constar meu nome também como Roteirista Revelação, pela história Retrato de uma Vida!!!
Cara, que massa!
A outra boa notícia é que o nossa revista coletiva Subversos #3 também foi selecionada e está concorrendo para a votação como Melhor Revista de Grupo!

Quando tiver mais notícias posto elas por aqui!

Mirza - A Mulher Vampiro de Eugênio Colonnese (1929-2008) será a estatueta
moldada por Olintho Tahara para o 21° Troféu HQMIX

24 de abr. de 2009

Resenha: A Gozadinha Capitu

Baseada em reuniões informais de um grupo de amigos, nas quais só havia espaço para besteirol e filosofias baratas de botequim, o que era pra ser mais um blog debochado acabou se tornando uma ótima revista de humor.

CAPITU!

A publicação além de trazer histórias em quadrinhos, charges e até passatempos, trás o melhor do jornalismo mentira com pitadas de inteligência e senso crítico.
A primeira edição está redondíssima!
Tomei conhecimento da dita, zapeando por blogs e etc e depois de ver alguns previews achei que valeria a pena "importar" uma. Digo isso, porque CAPITU só está a venda em bancas capixabas (será que isso já mudou e eu não sei?) e o melhor jeito de adquirí-la, se você é do Sudeste assim como eu, é encomendando a bixinha com os editores!

O que mais me chamou a atenção nos previews, abre a primeira edição da revista. Uma propaganda da Burlesco Crime trazendo a incrível história de investimento financeiro do menino marotinho Geraldo! (só vendo pra crer!).
As propagandas da Lactívia na revista estão um primor! Muito engraçadas.

Agora, vamos falar do "cuntiúdo". Os desenhos estão muito responsa! Turbay e Fat mandaram muito bem neles. A pin-up de Hanna, por Hector Rodriguez está de babar! O texto do Bushido está muito legal. Aliás, tem futuro esse Sacramento aí, viu? Constituição de 1988 também me agradou muito.
As histórias em quadrinhos idem.

A revista saiu com uma tiragem de mil exemplares, e conta com a colaboração de outros desenhistas e escritores além dos editores da bagaça que são lá do Espírito Santo, o jornalista Sacramento de Oliveira e o cartunista Fábio Turbay.
Melhor que a MAD e mais barata que a Playboy, Capitu #1 custa apenas R$ 4,90 e tem 44 páginas de puro humor brincalhão.
A capa é colorida, mas o miolo é em p&b. A publicação conta com o apoio da Lei Rubem Braga.
A edição também pode ser encomendada com os editores, através do e-mail revistacapitu@gmail.com.

Agora que Capitu conquistou o meio físico através do papel, não poderia deixar de estar rondando pela internet. Se você se interessou e quer saber mais, visite o blog da safada aqui.

Parabéns aos editores e artistas da revista.
Capitu está redonda... mas muito gostosa!


PS. Cara, deu vontade de participar disso!

3 de mar. de 2009

HQs do Submundo para download

Estou disponibilizando, conforme prometido, as HQs que fiz e que foram publicadas por meio impresso, agora transformadas em PDF.
Como estou cheio de serviço ultimamente, achei legal deixar os links para download dessas histórias, para que o blog não fique tão parado também... Aliás, aproveito a oportunidade pra dar a dica de você se filiar através de RSS ou clicando aí do lado, para acompanhar o blog!
Valeu!

Sonhar é melhor foi a primeira HQ desenhada por mim que foi publicada numa revista impressa. Ela faz parte da revista Subversos #1 e conta as diferenças entre o homem do campo e o da cidade e seus desejos conflitantes. Clique aqui para baixá-la.

Final Feliz... e Retratos de uma Vida são histórias que foram publicadas respectivamente na revista Subversos 2 e 3. Uma conta a história de um morador de rua que acaba tendo um final que depende muito de seu ponto de vista e a outra é sobre um menino carente que queria ser fotógrafo e quando a oportunidade para isso aparece, ele talvez não esteja no lugar certo para aproveitá-la. Clique aqui para baixá-la.

Val - Encontro com Vantagem Unilateral ainda é recentíssima. Acabou de sair do forno na revista Val #3, mas como também já está disponível em uma versão colorida pra internet, não vi problema em disponibilizá-la para download...
Clique aqui para baixá-la.

28 de nov. de 2008

Casey Jones

Sempre curti muito o estilão desse personagem. Tô falando de Casey Jones, que assim como seus companheiros de luta (TMNT), é um vigilante que ronda a cidade, vestindo uma máscara de hockey, com luvas de biker e com várias armas que leva em suas costas, numa bolsa de golfe, incluindo dois bastões de baiseball, tacos de golf, bastão de cricket e um taco de hockey.

Arnold "Casey" Jones
aparecia de vez em quando nas aventuras das Tartarugas Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles). Isso, pelo menos, na TV.
Era mais fácil para nós fãs dos tartarugas aqui no Brasil, vê-lo nos desenhos que passavam nas manhãs da Globo, pois infelizmente (ou felizmente, baseando-se no que já vi), as revistas das tartarugas nunca foram publicadas por aqui.
Eu cheguei a comprar a mais clássica que saiu lá em 1990, com a origem deles, mas não tinha o Jones na parada.
Recentemente, a Devir lançou uma coletânea chamada Tartarugas Ninja: a Primeira Aventura, onde traz as primeiras histórias escritas por Laird e desenhadas por Eastman e publicadas nas revistas TMNT números 1 a 6 e uma história publicada na revista Raphael.
Não sei se é a mesma coisa da minha antigona, mas deve ser.


Casey apareceu pela primeira vez numa aventura solo do Tartaruga Raphael, e por ser tão violento quanto ele (nos quadrinhos) acabaram grandes amigos.
Ele também teve um relacionamento com April O' Neil, que foi abalado, após a morte acidental de um adolescente pelas mãos de Casey e pelo reencontro com uma antiga namorada grávida dele.
Apesar disso, os dois chegaram a se casar!!!
Isso tudo mostrado nas revistas publicadas nos EUA.

Além de participar das duas séries animadas (1987/2003) e do game para SNES, ele teve uma participação em 93 do terceiro e mais tosco filme das Tartarugas, e recentemente do fantástico filme de animação de 2007, assim como o jogo do filme, para PS2, XBox, Wii etc.

Uma curiosidade : apesar dessa aparência bizarra, ele era o mestre da descrição (!!), pois nunca foi pego pela Polícia de Nova York, cidade em que atua.

Aqui está minha versão do personagem!

9 de set. de 2008

Hellboy #2

Falando em Hellboy, terminei hoje o desenho dele e tentei "upar" lá no site do filme, mas parece que está com algum problema...
Vou tentando... espero que dê certo!
Vale a pena dar uma olhada no site. Tem umas fan-arts muito boas!

Estou fazendo também, num estilo diferente, a cena de Hellboy e Abe conversando sobre mulherada e tomando uma cerva igual ao filme. Posto por aqui em alguns dias!

25 de abr. de 2008

Capista


Enquanto vou tocando uns projetos aqui e ali, fazendo tiras, escrevendo roteiros, etc... às vezes pinta a oportunidade de fazer capas para
webcomics.
Essa que apresento acima, foi feita a uns meses atrás para a webcomic "Vivos Mortos" produzida pela galera do CCHQ (Cooperativa Criativa de Quadrinhos), que tem o objetivo além de juntar a galera que está começando nesse ramo, pessoas que já tem alguma experiência e/ou pessoas que se interessam por quadrinhos, além de viabilizar o contato e troca de informações entre elas no intuito de produzir Histórias em Quadrinhos.
Se te interessar, lá no site da Cooperativa eles explicam melhor sobre os projetos que estão rolando, além de ter um link para a comunidade no Orkut, onde roteiristas, desenhistas, diagramadores, letristas, coloristas e etc. podem se encontrar para trocar idéias, falar sobre HQs e quem sabe, formar uma parceria criativa.
Lá você encontra também, lógico, o link para o download da webcomic.

Pode parecer que a cooperativa ainda está sobre o manto do amadorismo e, em alguns pontos, eu até acho que está, mas ainda assim, é louvável o esforço que essa galera tem desprendido para unir as pessoas que se interessam e querem fazer, assim como muitos artistas brasileiros dessa área estão fazendo para não cair no esquema, "esperar cair do céu".

Gostaria de estar fazendo muito mais capas e desenhos, apesar do pouco tempo que tenho, até porque busco a chance de mostrar meu trampo numa revista de grande porte como a SuperInteressante ou Mundo Estranho ou melhor ainda, num livro infantil, coisa que anda meio difícil de acontecer. Mas estou tentando... começando de baixo, às vezes sem remuneração, para veículos sem muita circulação ou expressão, mas que trazem um conhecimento absurdo, principalmente por que você está tratando diretamente com quem interessa, o leitor...

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