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14 de mai. de 2011

O game sci-fi Mass Effect em quadrinhos!


Saindo um pouco do eixo Marvel/DC, hoje vou falar um pouco de quadrinhos publicados pela excelente Dark Horse, que sempre traz uma boa literatura para nós nerds.

A editora, criada por Mike Richardson é uma das maiores editoras independentes de quadrinhos e manga dos EUA e publica quadrinhos com temas tanto voltados para super-heróis quanto para os de ficção científica. Ela é responsável por personagens licenciados como Buffy, Conan, Star Wars e Robocop. Na parte de mangas a editora é responsável por publicar a épica Akira de Katsuhiro Otomo, Astroboy, Berserk e Ghost in the Shell.
Existiu ainda uma linha chamada “Legend”, que foi de 1994 à 1998, e que publicou trabalhos de grandes nomes do quadrinhos como Frank Miller, John Byrne e Mike Allred. Como séries originais, a DH publica The Goon, Concret, Ghost, Grendel, o amalucado Máskara (The Mask), o coelho samurai de Stan Sakai, Usagi Yojimbo e o carro-chefe da editora na linha de heróis, o fantástico Hellboy!

Sim, destaquei que o personagem de Mike Mignola, como o principal na linha de heróis, pois não podemos esquecer que, com certeza, as revistas mais vendidas pela editora são as de ficção científica, baseadas no filme Star Wars!

E é nessa mesma vibe sci-fi que a Dark Horse publica nos EUA Mass Effect, a épica série baseada nos games de RPG de mesmo nome e desenvolvido pela BioWare, que inicialmente era exclusividade do console da Microsoft, X-Box 360 e que hoje pode ser jogado também no PS3.


2 de abr. de 2011

Novidades


Daê, galera!
Como vocês perceberam essa semana estreou a nova coluna do SOC TUM POW aqui no Submundo. Pra quem não conhece é um dos melhores blogs sobre quadrinhos que existe na atualidade. Se você ainda não viu, tá perdendo tempo!
A novidade é que à partir de sexta eu sou um dos novos colunistas de lá!
Toda quinta (ou sexta) aparecerá um post meu por lá!

O primeiro post fala da nova série do "filhote" do Wolverine, Daken e de sua clone, X-23.
Clique aqui e confira!

21 de dez. de 2010

Black Hole - O Filme


Confesso que me deparei com Black Hole, do quadrinista americano Charles Burns, por várias vezes nas prateleiras das livrarias que frequento e apesar das poucas, mas boas críticas que ouvi sobre esse trabalho, nunca tive "coragem" pra arriscar à comprar as HQs. Tanto pelo preço e por não saber muito do conteúdo delas.
Hoje, após ver essa pequena prévia do que pode ser o filme baseado na HQ, tive que repensar seriamente e ver se consiguo ler algo, antes que o filme desponte por aí no "circuito alternativo".
Por aqui, a Conrad Editora foi a responsável pelo lançamento dos dois volumes no Brasil.

Pra quem não sabe, a série fala sobre um vírus que se espalha através de relações sexuais, em adolescentes, provocando alterações corporais e mortes bizarras. Situada na Seattle dos anos 70, o autor mistura elementos autobiográficos a um tom de extremo mistério. A obra levou 10 anos para ser concluída e foi publicada como minissérie em 12 edições, de 1995 a 2005.
Ganhadora de sete prêmios Harvey (seis para melhor arte-finalista e um por capista), levou mais um na publicação do volume único da obra, no ano passado, e um prêmio Eisner Awards de melhor Graphic Novel por sua republicação.
Como a série vem sendo bastante elogiada por grande parte da imprensa, Black Hole já garantiu sua adaptação para o cinema, com roteiro escrito por ninguém menos que Neil Gaiman (Sandman) e Roger Avary (Pulp Fiction)! A mesma dupla que colaborou em Beowulf.


Quando eu vi o vídeo pela primeira vez, achei que fosse um fan film desses que você encontra pela internet, mas não. O papo é sério, bro!
A qualidade e efeitos especiais era muito pra ser apenas um filme de fã. Aparentemente, esse curta é apenas um teste para ofertar as grandes distribuidoras (como a Paramount Pictures). Portanto, não há nenhum sinal de que realmente o filme está sendo feito.
Melhor. Isso me dá tempo de explorar mais sobre Black Hole, afinal, não quero chegar ao cinema sem saber o mínimo necessário sobre a série.





Black Hole, saiu em dois volumes sendo: Volume 1 - Iniciação à Biologia e Volume 2 - O Fim, e você pode adquirí-los no website da Conrad, aqui. (Cadê meu $$$ pela propaganda, Conrad?)


Outra coisa interessante sobre a HQ é que um estúdio de fotografia e retoques digitais, chamado The Operators, disponibilizou em seu website um editorial, criado em parceria com o artista de efeitos especiais Bill Turpin, com fotos das deformações bizarras nos corpos dos adolescentes, baseadas nos personagens da revista.

Na HQ, Burns publicava na contracapa, um desenho no estilo das tradicionais fotos de Yearbook dos colégios americanos.
Veja as mais interessantes.







12 de nov. de 2010

Capas Raras em Leilão


Um relutante velhinho de 88 anos resolveu recentemente leiloar duas das capas mais icônicas das "comics" americanas, e que fizeram parte de sua vida por um bom tempo!
Jerry Robinson, o Embaixador dos Quadrinhos, é o único criador da era de ouro dos quadrinhos, que aconteceu na década de 1940, que ainda está vivo. Robinson foi o criador do vilão Coringa e tinha apenas 18 anos quando o criou. Ele estava entre os pioneiros da nova arte que despontava nos EUA, e isso incluía Fred Ray, autor de umas das capas mais icônicas do Superman, onde mostra o "homem de aço" com uma águia em seu ombro em frente a um escudo dos Estados Unidos. Essa HQ, de 1942, é conhecida como a HQ do "Super-Homem Protetor da Pátria" e selou o status do super-herói como um defensor da Verdade, Justiça e do "American Way of Life".
Esses dois artistas trabalharam juntos na DC Comics, mas apenas Jerry Robinson teve a ideia de guardar os originais da revista Superman nº 14, assim como seu protótipo da capa da Detective Comics nº 69 que mostra seu personagem, o "muito louco" Coringa, apontando duas armas para a dupla dinâmica, Batman e Robin.
Ele ainda revelou em entrevista que se ele quisesse guardar seus trabalhos, assim que terminava uma capa, tinha que ligar para a gráfica e pedir encarecidamente para que eles não a destruíssem e que trouxessem ela de volta, quando eles fossem pegar um próximo trabalho. Na época era assim... e hoje 99% da arte simplesmente não existe mais!

O trabalho do quadrinista fez parte, ano passado da mostra ZAP! POW! BAM! The Superhero: The Golden Age of Comic Books, 1938-1950, em Los Angeles. Robinson foi membro da equipe original de Batman, trabalhando ao lado de grandes figuras dos quadrinhos na DC Comics como os criadores do Superman, Jerry Siegel e Joe Shuster, e do rei Jack Kirby, criador do Capitão América da Marvel, mas que fez coisas importantes na DC como a criação dos Novos Deuses e do vilão Darkeid.

O 'Protetor da Pátria' se tornou uma capa ícone da Segunda Guerra
Mundial, pois os norte-americanos precisavam de algo para
se inspirar na época, precisavam de heróis e, assim como o
Capitão América, o Super-Homem se tornou símbolo da América.

O artista está oferecendo esses trabalhos em um leilão, pelo site ComicConnect.com, que vai rolar entre os dias 10 de novembro até o dia 1 de dezembro desse ano. Projeções afirmam que a capa do Superman deva atingir entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão, enquanto a do Coringa chegue próximo da casa dos US$ 400 mil.

 Arte original de capa de Jerry Robinson, de 1942,
com o Coringa, feita para a revista "Detective Comics". 

Robinson disse que quando criou o vilão para o Batman, queria que ele fosse mais na linha dos vilões da literatura de Shakespeare, que fosse habilidoso, que usasse criações suas, queria criar um vilão honorável. Então ele criou um vilão sem superpoderes, mas com tendências maníacas e com um senso de humor peculiar. E sim, a ideia veio de um baralho!



Curiosidade: O recorde para uma arte original de quadrinhos, batido este ano, é de US$ 389 mil para uma capa da "Weird Science" de 1955 feita por Frank Frazetta. O recorde para uma revista de quadrinhos é de US$ 1,5 milhão, batido ano passado, para uma Superman Action Comics nº1.

6 de nov. de 2010

Resenha: Scott Pilgrim Vs. The World!


Sinceramente eu tentei ler até o fim a história de Scott Pilgrim nas HQs antes de ver o filme, mas não foi possível. Mas isso não atrapalhou de forma alguma o entendimento do filme, muito menos mudaria minha opinião sobre ele... Antes de começar a falar do filme em si, é melhor deixar pelo menos uma pequena sinopse do que é a série de histórias em quadrinhos intitulada Scott Pilgrim contra o mundo!
Criada por Bryan Lee O'Malley, ela é composta de seis volumes em formatinho/brochura e toda desenhada em preto e branco (fora a capa que é colorida). O primeiro volume foi lançado em 2004 e o último recentemente publicado. A Editora Companhia das Letras publicou Scott Pilgrim aqui no Brasil em março de 2010.
A série é bastante influenciada pelos mangás e video games em seu traço e forma narrativa. Porém, todos os cenários da história são reais, todos presentes na cidade de Toronto. A série é muito conhecida também pelas referências a cultura pop no cinema e música. Referência essa que Brian Lee O'Malley utilizou até para escolher o nome do protagonista da série, Scott Pilgrim, que recebeu esse nome por causa de uma música da banda de indie-rock Plumtree, composta apenas por mulheres.


 
Basicamente o filme segue o mesmo enredo das HQs: Scott Pilgrim é um canadense de aproximadamente 24 anos, que mora e divide a cama com um amigo gay, preguiçoso, sem muita direção na vida, baixista de uma banda de garagem chamada "Sex Bob-OMB", que "namora" uma colegial asiática de 17 anos, mas que xaveca toda mulherada com o mesmo papo se utilizando de sua cultura nerd, enfim, um anti-herói simpático que vive em Toronto, no Canadá. Ele se apaixona pela entregadora de encomendas Ramona Flowers, uma linda menina americana que muda a cor de seu cabelo a cada 10 dias, e descobre que para poder ficar com ela, ele deverá enfrentar (e derrotar) os sete "ex-namorados do mal" da garota.


Um enredo realmente louco para um filme, e o que Scott Pilgrim Contra O Mundo fez foi exatamente dar a um filme classificado como aventura/comédia, uma roupagem muito original, utilizando todos os elementos da HQ, de recordatórios à onomatopéias que "pulam" na tela até às referências "gamers" como a chuva de moedas que acompanham um inimigo vencido!
Aliás, o filme é bem isso, um amontoado de referências pops e diálogos equilibrados e engraçados, mas que é muito voltado à cultura de jogos eletrônicos! É um filme puramente voltado à homenagear os videogames! As surpresas começam logo na abertura, com o logo da Universal em estilo dos games de 16 bits e uma música sintetizada igualmente as aberturas de alguns desses games.


Há trechos da trilha sonora de jogos clássicos como Zelda e Super Mario Brothers, conversas sobre o assunto espalhados por toda a história e inseridos na trama quando, os exes de Ramona, todos muito malvados e dispostos a acabar com Pilgrim, confrontam o herói em fabulosos e absurdos duelos, onde as clássicas aberturas de "Fight!" presentes em jogos como Tekken ou Street Fighters podem ser reconhecidas.


Não é a toa que Scott Pilgrim acabou virando também um jogo de videogame, no melhor estilo arcade, tipo a mesma plataforma de jogos como Double Dragon e similares, cheio de cores brilhantes, sons característicos e fases com chefões! Tem até o desafio de baixos está lá, assim como também está presente nas mídias que o antecederam.


Aliás, como o filme é situado no mais significativo cenário musical do Canadá, a cidade de Toronto, este é um filme sobre música também. Cheio de músicas pós-grunge e indie-rock, o filme acaba agradando em sua trilha sonora também. Uma das partes mais divertidas, por falar em música, é a parte onde Pilgrim entra em casa, logo depois do primeiro encontro com Ramona, onde a música tema de Seinfeld toca e a cena se desenrola com total referência (e reverência) a um dos melhores sitcoms do mundo!

Eu ri muito com o filme, principalmente porque você já reconhece de cara que ele não pede para ser levado a sério.


O filme é cheio de personagens adolescentes estereotipados e caricatos, mas esse tom caricatural dado aos personagens não tira deles sua credibilidade ou carisma e o diretor Edgar Wright e os atores conseguiram passar uma sinceridade bacana nos propósitos de cada um, pessoas que ainda não se encontraram e buscam através da música ou nas suas relações interpessoais a resposta para seus conflitos internos e a busca por um amadurecimento. O amadurecimento em questão, está relacionado a valores muito mais profundos e nobres, como aprender a respeitar os sentimentos alheios. Mas não pense que esse amadurecimento significa deixar de lado os hábitos, as roupas e cortes de cabelo esquisitos, nem mesmo sua visão distorcida do mundo.
O filme também emula o universo nerd de seus personagens para estabelecer suas personalidades, assim como também cada ex representa uma espécie de metáfora sobre os medos e obstáculos que impedem um jovem adolescente de evoluir, assim como, literalmente, numa fase de um jogo de videogame.


O roteiro é muito bem humorado e Wright, em parceria com Michael Bacall, conduz muito bem a aventura adolescente rumo ao autoconhecimento.
Michael Cera (Pilgrim) está muito bem no filme, e não tem como olhar pra cara dele e não dar risada, assim como Kieran Culkin, que faz Wallace Wells, o amigo gay e sarcástico dele.
A chinesinha colegial Knives Chau (Ellen Wong) e o Jovem Neil (referência mais que direta ao cantor/compositor Neil Young, feito pelo ator Johnny Simmons) também são dois coadjuvantes bem legais e que fizeram uma certa diferença no filme.


A gatíssima Mary Elizabeth Winstead (Ramona Flowers) também está ótima nas filmagens e sua luta, com uma de suas ex é muito foda! Aliás, as cenas de ação desse filme são todas muito boas.


Por falar em luta, ainda temos a participação de Brandon Routh e Chris Evans (respectivamente Superman e Tocha Humana/Capitão América, ambos atores que já fizeram algo relacionado à filmes de super-heróis) como dois dos ex-namorados brigões que levam pau de Pilgrim no filme.
O filme ainda conta com Alison Pill (a batera mal-humorada Kim Pine) e Mark Webber (o vocal/violão do Sex Bob-Omb, Stephen Stills).
Três passagens interessantes, a camisa de Scott com o símbolo do 4 ¹/² do Quarteto Fantástico, a camisa que ele sempre usa com um coração formado pelas letras SP podiam até signicar as iniciais de seu nome, mas é o logo da banda Smashing Pumpkins e na festa o cara que conhece todo mundo, Comeau, cita que "A HQ é bem melhor que o filme"! =)

 
Apesar de sua estreia fraca nos EUA (lançado em agosto por lá, arrecadando apenas 4,7 milhões de dólares) o filme que custou a bagatela de 60 milhões, tem sido bem comentado. Não sei como será a reação do público aqui no Brasil, mas pra mim já é um dos filmes mais divertidos do ano. Pra quem já foi um desses garotos viciados em games na infância Scott Pilgrim vs. The World. é uma boa pedida de entretenimento! Uma ode à juventude e ao tempo gloriosamente desperdiçados com estes descartáveis prazeres que são os consoles de jogos, a televisão, a música e os filmes. À todos os aficcionados e saudosistas de um bom game de ação e aventura, mas com toques de humor...

Se você vai gostar do filme ou não, é problema seu, porque assim como existem pessoas que curtem Alex Kidd e Robot Unicorn Attack, Scott Pilgrim é um desses games/filmes/Hqs que te cativam ou não. Independente da sua capacidade para afinar o seu ouvido pras ideias e músicas novas ou de ter pegado num joystick quando criança.


Nota: 9

11 de ago. de 2010

Toddinho finalmente tomou na tarraqueta!


O autor de "Sandman", Neil Gaiman finalmente venceu o processo que movia contra Todd McFarlane, criador de "Spawn".Gaiman alegava que a HQ "Dark Ages Spawn" usava personagens que ele criou, e a juíza norte-americana Barbara Crab entendeu que realmente foram usados três de seus personagens, e determinou o pagamento de royalties ao artista. As personagens que McFarlane utilizou foram derivados de criações de Gaiman sem lhe dar o devido crédito.
Há anos Gaiman briga na Justiça para receber esses royalties e de acordo com ele, o personagem utilizado nessa série é essencialmente uma cópia do Spawn Medieval, que ele criou em 1993 e também os anjos (ou anjas, se preferir) Domina e Tiffany que são baseados na caçadora de Spaws ruiva Angela.
Em junho desse ano, todos os argumentos de Gaiman, McFarlane e inclusive do desenhista Brian Holguin, foram ouvidos, mas até então não havia sido tomada nenhuma decisão para o caso.


A confusão toda começou quando Mcfarlane chamou Neil Gaiman e Alan Moore para escrever algumas das primeiras histórias do soldado do inferno, numa jogada de marketing para dar mais visualização à nova editora dos desenhistas multi-milionários como Jim Lee e Erik Larsen, que tinham recém saído da Marvel, e dar mais "ca$hin" pros cofres da Image e pro bolso deles (principalmente o do Todd).


Gaiman criou Angela, Conde Cagliostro e Spawn Medieval sem fazer contrato algum, na amizade, apenas em troca de, mais tarde, ter os direitos de publicação do personagem Marvelman, que Todd acabara de comprar. Trato feito, McFarlane pulou pra trás, deixando o escritor inglês espumando de raiva! Ele nunca mais escreveu para uma HQ do Spawn, mas seus personagens continuaram e rendaram bastante dinheiro para o "amigão-da-onça" Todd Mcfarlane.
Agora enfim, sem ter que apelar pra Liga, houve justiça na terra dos quadrinhos!

É, Toddinho... quem mandou ser safado?

24 de jul. de 2010

Spider-Ham - 25 anos!

Spider-Ham, a paródia antropomórfica do Homem-Aranha, criada por Tom Defalco e Mark Armstrong, comemorou 25 anos de existência em Junho deste ano. Por conta disso, ele ganhou uma edição comemorativa, com roteiros do próprio DeFalco e de Tom Peyer e desenhada por Jacob Chabot, Agnes Garbowska e Adam DeKraker, com a cpa sendo feita por Joe Jusko. 

Pra quem não conhece Spider-Ham, ou Peter Porker, é um personagem que na verdade era uma aranha e morava no porão do laboratório de May Porker, uma porquinha cientista meio desastrada que havia criado "o primeiro secador de cabelo à energia atômica", com a esperança de introduzir a fissão nuclear nos salões de beleza americanos e revolucionar a indústria cosmética. Depois de molhar a cabeça e ativar o secador, ela acidentalmente se irradiou e, num estado de confusão mental, mordeu Peter, que então se transformou em um suíno antropomórfico. Fugindo desorientado, Peter logo descobriu que retinha suas habilidades aracnídeas. Ele apareceu pela primeira vez numa edição especial, com teor cômico, chamada Marvel Tails Starring Peter Porker, the Spectacular Spider-Ham, e foi então seguida por uma série bimestral que durou 17 edições e foi publicada pelo selo Star Comics da Marvel.

Essa edição especial mostrará os personagens J. Jonah Jackal, Mary Crane e a Tia May sendo sequestrados pelo Doctor Octopuss e o Swinester Six.
Enfim, eu tinha feito uma ilustra em Maio com a intenção de postar algo em Junho, como notícia do especial, mas como vocês já devem saber, não consegui terminar à tempo...
 
 
O problema foi refazer uma capa clássica do Aranha, transformada agora para homenagear a data. Puta trampo!
Mas finalmente consegui!

Eis então, minha homenagem ao personagem com uma capa das antigas!


4 de mai. de 2010

Em Louvor aos Quadrinhos Clássicos

Em meados da década de 1930, as tiras de jornal em quadrinhos nos E.U.A floresceu para as conhecidas comics. Famous Funnies, publicada em 1934, é considerada a primeira revista em quadrinhos e ajudou a inaugurar o que os fãs do gênero costumam citar como a Idade de Ouro dos quadrinhos, que vai de 1930 até o final dos anos 40.






Fotos: LIFE

24 de dez. de 2009

Amor, platônico amor...

Mas um ano se aproxima do final.
E tem muita coisa que faço durante o ano que nem dá tempo de comentar ou postar por aqui.
Faz tempo que eu queria publicar essa HQ... e através do sistema Issuu, agora é possível!


Tentei publicá-la na Subversos, através da Café Espacial, etc., mas, infelizmente, me parece que essa hq não foi muito bem aceita para publicação.
Enfim, é um trabalho e não posso simplesmente jogar fora só porque não foi aceita para a impressão, não é?
Ela me deu muito trabalho pra fazer. Três dias direto no computador fazendo tratamento de imagem, montagem, edição, etc. O resultado, no meu entender, foi positivo.
Agora espero ter a opinião dos leitores do Submundo sobre ela. Então, por favor, arranje um tempinho pra deixar suas considerações sobre ela, mesmo que sejam negativas.
Preciso de opiniões e críticas construtivas para melhorar cada vez mais meu trampo!
Conto com você! Valeu!





Ah! À partir de 2010, todas as minhas Hqs estarão aqui nesse formato.
Tem bastante novidade pintando por aí, inclusive uma série voltada aos fãs de super-heróis e a tão esperada Hq do Escalador!
Espero vocês por aqui no ano que vem!

15 de ago. de 2009

Hellboy by Vini

Estou escrevendo uma história para o Hellboy.
A intenção é mandá-la depois de terminada para a Dark Horse e pro Mike Mignola, criador do personagem.
Já tinha escrito um argumento há uns 2 anos atrás, mas nunca consegui transcrever para um roteiro completo. A aventura se passaria entre o Brasil e o Uruguai e envolveria tribos indígenas e o navio nazista Almirante Graf Spee, naufragado em 1939 no rio da Prata.

Essa que estou fazendo agora, é baseada num sonho que tive e envolve coisas vindas de fora do planeta, pedras com símbolos e feitiçaria!

A parte difícil é escrever em inglês... mas vai dar tudo certo.

Acima um rascunho do Hellboy que fiz e melhorei no Photoshop!

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13 de ago. de 2009

A sequência mais criativa para uma HQ

Notícia meio velha, mas já faz um tempo que queria registrá-la aqui.
Curto muito o personagem Madman e os trampos de Mike Allred, e a mente criativa que esse cara tem é algo espetacular. Quem leu Red Rocket 7 sabe muito bem do que eu estou falando...

A edição de Madman Atomic Comics #9 foi toda planejada por Allred, para que as 28 páginas, unidas, formassem uma única imagem panorâmica. Usando várias folhas de papel, unidas por fita crepe no verso, o artista fez os desenhos separadamente dos personagens e dos cenários. Um recurso genial, sem dúvida!
Parece complicado, mas não é. Principalmente se depois ele usou algum programa como o Photoshop para montar os cenários com os personagens. Tenho feito bastante isso nos meus desenhos.
Deve ter dado muito trampo... mas o cara ganha bem pra isso! =)

Trampar com desenho é algo maravilhoso e quando o desenho dá muito trabalho pra fazer parece que fica melhor ainda o resultado!
Aqui você confere as páginas separadas do projeto que contém o texto da história:

Madman Atomic Comics #9, Page 1
Madman Atomic Comics #9, Page 2
Madman Atomic Comics #9, Page 3
Madman Atomic Comics #9, Page 4
Madman Atomic Comics #9, Page 5

Mas essa ainda não é a melhor maneira de visualizar o projeto, certo?
Se você quizer se divertir mais, tem a imagem completa aqui!
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29 de jul. de 2009

Os vencedores do prêmio Eisner

A lista de vencedores do prêmio Eisner, referente ao ano de 2008, foi divulgada durante a San Diego Comic-Con e eu acompanhei pelo Twitter do UniversoHQ prêmio a prêmio, mas como estava muito cansado, acabei não colocando nada aqui no dia.

Mas não fez tanta diferença, digo, não era nenhuma notícia urgente. Alguns premiados não são tão conhecidos e alguns materiais nem chegam por aqui.
Mas essa é uma boa oportunidade de conhecer coisa nova!

Então, anote aí alguns premiados que vou postar aqui e pra mais detalhes acesse o site do UHQ.

Melhor História Curta: Murder He Wrote, publicada em The Simpsons' Treehouse of Horror #14

Melhor Série Contínua: All Star Superman, de Grant Morrison e Frank Quitely (DC)

Melhor Série Limitada (Minissérie): Hellboy: The Crooked Man, de Mike Mignola e Richard Corben (Dark Horse)

Melhor Série Nova: Invincible Iron Man, de Matt Fraction e Salvador Larocca (Marvel)

Melhor Publicação para Crianças: Tiny Titans, de Art Baltazar e Franco (DC)

Melhor Publicação para Adolescentes e Pré-Adolescentes: Coraline, de Neil Gaiman, adaptada por P. Craig Russell

Melhor Publicação de Humor: Herbie Archives, de "Shane O'Shea" (Dark Horse)

Melhor Antologia: Comic Book Tattoo: Narrative Art Inspired by the Lyrics and Music of Tori Amos, editada por Rantz Hoseley (Image)

Melhor Quadrinho Digital: Finder, de Carla Speed McNeil, www.shadowlinecomics.com/webcomics/

Melhor Trabalho Baseado na Vida Real: What It Is, de Lynda Barry (Drawn & Quarterly)

Melhor Graphic Novel em Álbum Inédito: Swallow Me Whole, de Nate Powell (Top Shelf)

Melhor Graphic Novel em Álbum Reimpresso: Hellboy Library Edition, vols. 1 e 2, de Mike Mignola (Dark Horse)

Melhor Coleção ou Projeto de Arquivo de Tiras: Little Nemo in Slumberland, Many More Splendid Sundays, de Winsor McCay

Melhor Coleção ou Projeto de Arquivo de HQs: Creepy Archives, diversos autores (Dark Horse)

Melhor Roteirista: Bill Willingham, Fables, House of Mystery (Vertigo/DC)

Melhor Roteirista-Artista: Chris Ware, Acme Novelty Library (Acme)

Melhor Desenhista-Arte-Finalista ou Time de Desenhista e Arte-Finalista: Guy Davis, BPRD (Dark Horse)

Melhor Capista: James Jean, Fables (Vertigo/DC); The Umbrella Academy (Dark Horse)

Melhor Colorista: Dave Stewart, Abe Sapien: The Drowning, BPRD, The Goon, Hellboy, Solomon Kane, The Umbrella Academy (Dark Horse); Body Bags (Image); Captain America: White (Marvel)

Melhor Veículo Relacionado a Quadrinhos: Comic Book Resources, (www.comicbookresources.com

Tô louco pra ver o resultado do HQMix desse ano!

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20 de jul. de 2009

Craig Thompson no Brasil!!!

O desenhista americano Craig Thompson, autor da magnífica "HQ-livro" Retalhos, confirmou sua presença no VI FIQ, que rola em Belzonte (Belo Horizonte) dos dias 6 a 11 de Outubro deste ano. Segundo o próprio site do Festival Internacional de Quadrinhos, Retalhos faz parte das obras que mais contribuíram para o aumento do público de leitores de quadrinhos.

Craig virá com sua mulher, Sierra Hahn que é editora assistente de quadrinhos da Dark Horse Comics, editora que publica, entre outros, Hellboy.

Espero que sua presença amadureça a possibilidade da HQ "Caderno de Viagem" (Carnet de Voyage) ser incluido no rol de "publicados" da editora Quadrinhos na Cia.

Provavelmente, eu não irei ao festival, mas vou acompanhar por onde der, de sites ao Twitter.

Outros artistas confirmados são Gabriel Bá, Fábio Moon, Rafael Grampá e o argentino Liniers.

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13 de jun. de 2009

Uma Pequena Homenagem ao Pequeno Parker

Ultimamente a internet vem nos brindando com artistas fantásticos! E quando eles aparecem, nada mais justo do que propagar essas boas idéias pra mais e mais pessoas.
Acho que eu fui um dos primeiros a fazer matéria sobre esse personagem, conforme você pode conferir aqui, mas agora ele tomou uma dimensão bem maior na rede.
Se dependesse de editores ou editoras estávamos lascados!
Foram feitas várias matérias em canais muitíssimo mais badalados do que esse simples blog desse cara que vos escreve. Nada mais justo!
Puny Parker está se consagrando com um dos maiores sucessos na internet, em se tratando de tiras de humor.
Apesar do "padrinho" ser forte, o que conta aí é o talento em contar as histórias. Não há como tirar o mérito do tirinista Vitor Cafaggi, apesar de trabalhar com um personagem tão famoso, com uma imagem tão forte, como o Homem-Aranha, ele usa de sua memória de fã para lembrar de momentos chaves na vida do Teioso para moldar a vida do pequeno Parker nas tirinhas.
É exatamente isso que agrada nas tiras. Principalmente para os grandes fãs do Aranha, cansados de ler tanta porcaria ultimamente.

Ficamos aqui na torcida para que o cara tenha sucesso e a Marvel produza essas tiras em suas revistas!
Eu, humildemente, como fã confesso do Puny, bolei essa tirinha que estou postando.
Espero que vocês gostem. Todos os fãs do Aranha assim como eu e principalmente o Vitor, espero que entenda a homenagem!

- Tentei não fazer o uniforme do pequeno Parker tão igual ao do Homem Aranha, já que ele ainda não sabe que vai se tornar o herói escalador. Apenas uma idéia que provavelmente ficou no subconsciente dele;
- Note que a capa parece uma teia. A idéia foi fazer uma "homenagem" aquela teiazinha que ficava no sovaco do uniforme do Aranha;
- Ladrões de banco e meliantes em geral, fazem parte da história do personagem, é por isso que o "metralinha" taí;
- Ele se encontra com seu grande ídolo, o
Capitão América e com o Tocha Humana que participará muito de sua vida de herói. Os dois chegaram até a dividir o título de uma revista nos anos 70 (Marvel Team Up). O Aranha já tentou entrar para o Quarteto Fantástico já no primeiro número de sua própria revista, mas foi rejeitado por querer ganhar um alto salário deles.
- A musiquinha que ele cantarola é aquela mesmo: "
Spiderman, spiderman..";
- A famosa cena do beijo do primeiro filme.


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30 de abr. de 2009

Resenha: Wolverine Anual #3

capa feita por Deodato

O filme que mostra a "origem" do mutante canadense Wolverine se aproxima da estréia mundial.
Não comentei nada aqui até então, por falta de tempo mesmo.
Já adianto pra vocês que já assisti ao "filme". Assim, entre aspas mesmo, já que foi aquele que vazou na internet e não tem os efeitos especiais. A impressão que dá é que esqueceram de colocar o roteiro também.
Mas isso é um assunto pro próximo post...

Vou falar hoje da recém lançada revista Wolverine Anual #3.
A Marvel, aproveitando a onda do filme, anda fazendo uns lançamentos especiais do carcaju pra molecada que não conhece, conhecer e para aqueles que são fãs, torrarem seu rico dinheirinho em bobagens... ou não.

Por exemplo, nos EUA, Wolverine #73 será publicada duas semanas após a estréia do filme (13 de maio), e terá histórias à parte da cronologia que está rolando atualmente, a saga Old Man Logan, de Mark Millar. É pra aproximar novos leitores mesmo...
O curioso da coisa é que, uma semana depois desse lançamento, será lançada a #72...
O arco retorna normalmente na #74, ainda em Maio, com sua conclusão.
Essa Marvel às vezes (às vezes?!?) é muito safada.
Fora a (re)reedição de Arma X, a Panini lançou por aqui, nesse mês de Abril, outras 4 revistas do baixinho. Que são:

As duas primeiras eu estou seriamente pensando em comprar, já que são desenhadas por dois feras nos quadrinhos de quem eu sou muito fã, John Romita Jr. e Eduardo Risso. Eu, Wolverine eu li quando foi lançada originalmente em formatinho, lááá pelos idos anos 80. Tenho até hoje e acho uma série muito boa. À partir dela é que eu comecei a desenhar bastante e a acompanhar o personagem. Recomendo a compra também.
Duro de Matar já acho meio caça-níquel. Não achei ela tudo isso pra merecer um encadernado. Mas voltando ao assunto... as histórias apresentadas, reuném aquelas publicadas em mini-séries e até numa anual gringa, essa última desenhada pelo brasileiro Mike Deodato.
Os roteiros não estão lá grandes coisas, mas achei que em questão de arte, essa coletânea trouxe boas surpresas, já que isso não é comum em especiais lançados por aqui. Pelo menos não os que vi ultimamente.


Escrito por Simon Spurrier e desenhado por Ben Oliver, Caça à Raposa, a história que abre a edição, é fraquinha e na minha opinião não merecia estar numa edição especial. Está muito bem desenhada, mas o ponto alto dela é o Wolverine vestindo uma fantasia de raposa. Simplesmente bizarro!
Pureza, escrito por Rick Remender é uma história curiosa, pois mostra um Wolverine toscão estilo caminhoneiro, xavecador estilo caminhoneiro, violentíssimo e ainda por cima sem honra nenhuma, dificilmente mostrado nesses tipos de história que se passam no Oriente, e onde mostram o lado espiritual de Logan. Peraí, Wolverine sem honra? O cara é quase um samurai, porra!
Belamente ilustrado por Jerome Opena, por vezes me lembrou o traço de Frank Quitely (X-Men e Authority), mas bem superior.
1001 Formas de Matar Wolverine, escrita por Christopher Yost e desenhada por Koi Turnbull, eu classificaria como uma história meio "weird" mas interessante, pois mostra algumas formas de como, supostamente, seria possível eliminar o carcaju cabeludo. Algumas "teorias" são bem loucas!
No melhor estilo "filme de terror da madrugada", Consequências Pertubadoras, roteirizada por Todd Dezago e desenhada pelo competente Steve Kurth, mostra o mutante enfrentando um zumbi e um vírus mortal numa estação da Antártida. Achei ela muito curta. Faltou a ação necessária para esse tipo de história, mas ela ficou legal no geral.
O Incrível Homem Imortal é a que mais tem cara daquelas histórias fora de contexto do personagem, própria para especiais. Mostra um submisso Logan servindo como atração de um circo de horrores e mais um caso de amor indo pra vala. Escrita por David Lapham e desenhada por Johnny Timmons. Não é o tipo de desenho que eu mais curto, mas caiu muito bem.
Homem Animal, escrita por David Lapham e ilustrada pelo próprio David Lapham com a parceria de Stefano Gaudiano, mostra a história de um tiozinho louco que resolve dar uma de Wolverine usando facas no lugar das garras, como esse imbecil aqui. Uma boa maneira de mostrar que todos nós, fãs do personagem, um dia já imaginamos como seria ser como ele.

Belamente ilustrada por Kelly Goodine, A Bebê de Coney Island, é mais uma história "freak" que compõe essa edição. Com cenas violentas e bizarras como um bom filme de terror da madrugada! Os roteiros ficam por conta de David Lapham de novo.
Por último, temos a história Roar, da qual já havia falado aqui anteriormente. Duane Swerczynski roteiriza uma treta entre o mutante e um lobisomem. A história é um suspense com elementos místicos. Mike Deodato está matando a pau nos desenhos. Achei muito massa.

Só um ponto que reparei nessa história e que talvez o tradutor não tenha percebido. Quando o Wolverine cita, durante uma visão mística onde vê uma comunidade indígena, que "Parte de mim quer procurar o Jim Morrison", a nota do tradutor explica quem foi Morrison, o que é muito embaraçoso pra quem não pertence a "geração Malhação". Acredito que a referência nesse caso, seja por causa da música "Peace Frog" do álbum Morrison Hotel de 70 que diz "Indians scattered on dawn's highway bleeding, Ghosts crowd the young child's fragile, Egg-shell mind" (tradução: Índios espalhados ensanguentados na estrada do amanhecer, Fantasmas povoam a frágil mente de casca de ovo da jovem criança) ou talvez, chutando baixo, pode ser uma referência jocosa ao filme Wayne´s World 2, onde aparece sempre um índio pelado e o Jim Morrison nas visões de Wayne.


Bom, resumindo... achei a revista divertida e bem calcada na violência característica do personagem dos anos 80/90. As histórias agradaram pelo aspecto sombrio delas. Parecem mais aqueles curtas do Contos da Cripta e o Acredite se Quizer, que eu costumava assistir quando adolescente nas madrugadas da TV Globo. É tosco e por isso é divertido!






Nota: 9

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