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13 de mai. de 2013

Resenha: TRÊS SOMBRAS

Três sombras (Quadrinhos na Cia., 2011)


Prestes a desistir da carreira de roteirista/quadrinista, por conta da decepção que teve com seu trabalho lançado em 2006 (seu primeiro trabalho escrito e desenhado inteiramente sozinho), Les Cœurs solitaires, completamente ignorado pelo público e crítica, o francês de origem portuguesa Cyril Pedrosa, decidiu dar sua última tacada, a HQ com ares de livro de fábula infantil Três Sombras: que conta a história de Joachim, um menino feliz que vive com seus pais num casebre no campo e que levam uma vida tranquila, até aparecer a figura de três sombras no alto de uma colina, o que acaba com a harmonia dessa família e os enche de medo e de dúvidas.

9 de jul. de 2012

Resenha: O Espetacular Homem-Aranha

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O que você faria se você se tornasse o Homem Aranha?
Parece que foi essa a pergunta que Alvin Sargent, James Vanderbilt, Steve Kloves e Mark Webb, roteiristas e diretor de O Espatacular Homem-Aranha, se fizeram para trazer novamente para as telas de cinema mais uma história do herói aracnídeo, inaugurando uma nova fase ou melhor dizendo, o "reboot" da filmografia do herói da Marvel no cinema.
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20 de jun. de 2012

Resenha: Prometheus




Olá, pequenos padawans!
Semana passada estive assistindo ao filme Prometheus que estreou nos cinemas brazucas no dia 15/06 e só agora tive coragem de postar essa resenha. Digo isso porque esse filme me trouxe mais interrogações do que certezas para escrever uma resenha mais completa e cheguei até a comentar com meus camaradas lá do blog Uarévaa que o filme merecia um podcast só para ele, para que a gente pudesse esmiuçá-lo melhor e responder certas dúvidas que, acredito eu, a maioria das pessoas que foram ao cinema também tiveram.
Mas enquanto esse podcast não vem, vou contar um pouco da minha experiência aqui sobre o filme e talvez role algum spoiler do qual você provavelmente não vai querer saber antes de assistí-lo, então, vá ao cinema e volte aqui depois. Quem sabe a gente não pode conversar sobre essas questões nos comentários depois?

Belê? Vamu lá!

5 de mai. de 2012

Resenha: The Avengers - Os Vingadores


Se você, assim como o Seu Madruga, ainda não foi ver o filme dos Vingadores no cinema por que a vingança nunca é plena... passe longe dessa resenha, porque, lógico (!!!) ela terá muitos spoilers sobre o filme!
E na boa, o que te faz “morgar” tanto aí, que ainda não foi ver essa incrível película sobre os maiores heróis da Terra?

7 de out. de 2011

PJ20 - Documentário sobre a banda Pearl Jam


Dia 20/10 vai ficar marcado pra sempre na minha lembrança.
Fiquei sabendo, de último hora, que o documentário sobre uma das melhores bandas de rock de todos tempos, o Pearl Jam, iria passar nos cinemas... e apenas naquele dia!!!
Não tive dúvidas quanto a sair correndo como louco para poder ver um pouco dessa história, que de certo modo, fez parte da minha também!

14 de set. de 2011

Resenha: Avante Vingadores #48


Depois dos eventos passados na saga O Cerco que precedeu Reinado Sombrio, onde Normal Osborn era o grande manda-chuva da SHIELD e os heróis, principalmente os Vingadores originais, estavam todos acuados, é dado o pontapé inicial para a chamada "Era Heróica" com essa fantástica história.
Os três maiores e mais importantes Vingadores estão unidos novamente contra um mal que vai além desse mundo!
Logo após a queda de Osborn e consequentemente de Asgard, Thor, Steve Rogers e o Homem de Ferro são teletransportados à deriva pelos nove mundos da mitologia nórdica e precisam colocar suas diferenças de lado para enfrentar Hela e evitar que os nove reinos caiam nas mãos poderosas da Deusa da Morte!

Resenha: Super 8

Ultimamente eu estava com uma pergunta na cabeça, depois de assistir recentemente à vários filmes americanos: "Quando é que eu veria novamente um filme que valesse realmente a pena em questão de roteiro e história vindo de Hollywood?"
Por incrível que pareça, assisti a um que me respondeu essa e outra pergunta que eu tinha me feito a mais ou menos uns 4 meses atrás, quando acabei de assistir ao filme Morning Glory do qual J. J. Abrams foi produtor: "Quando eu veria esse fantástico diretor realmente dirigindo algo que fosse tão marcante quanto Lost?"
A resposta, caros amiguinhos, é Super 8!

  

8 de jun. de 2011

Thor and Loki: Irmãos de Sangue


A Marvel, através do selo Marvel Knights, lançou a pouco tempo atrás, uma animação inspirada na aclamada Graphic Novel de Robert Rodi e do ilustrador Esad Ribic chamada LOKI e que mostra a história do protagonista derrotando o Deus do Trovão e conquistando a terra mítica de Asgard como seu soberano. Nela é mostrado o porque o Deus da Trapaça odeia tanto seu meio-irmão.

Produzido pelas empresas Magnetic Dreams, Edge Studio, Underground Music e NYAV!, Thor & Loki: Blood Brothers (Irmãos de Sangue) faz parte de uma manobra da Marvel para atingir o público através de várias mídias. Esse é o pontapé inicial para a definição e ampliação dos limites que as animações da Marvel Knights terão daqui pra frente para entreter os entusiastas e fãs de quadrinhos "mainstream" utilizando tecnologia que poderão ser facilmente consumidas através de IPads e Tablets, fazendo com que a galera também se acostume com as revistas que serão comercializadas como mídia digital.

O intuíto então é consolidar essa transposição dos títulos da editora para as demais mídias de entretenimento. 

Eu lembro de ter visto os caras prometendo uma grande experiência aos leitores e fãs do Thor com esse projeto mostrando uma história em quadrinhos através de animação de última geração. Mas antes de eu dar minha opinião, assista ao trailer que foi veiculado para a promoção da animação:



Tá, Thor & Loki: Blood Brothers é belo, mas isso por causa das ilustrações de Ribic e só. Assistir à todos os episódios quase estáticos dessa animação é cansativo, pelo menos para mim.


Não há como negar que os caras mandaram muito bem em algumas estruturações de passagens de movimento, mas ainda assim é estranho de ver. Alguns movimentos são estranhos demais. Loki chega a diminuir de tamanho quando se abaixa para falar com um pequeno nórdico numa das cenas.

Lembrou bastante os desenhos "desanimados" antigões da Marvel, onde o personagem parava no ar, a boca mexia um pouco ou movimentava uma mão só e onomatopéias explodiam na tela.
Não tô comparando os desenhos, me entendam bem, mas com a vasta tecnologia que temos hoje, simplesmente poderiam ter utilizado desenhos baseados na obra de Ribic e colocar alguns efeitinhos em tons aquarelados, sei lá.
Eu particularmente não me senti atraído pela animação, porém não tem como deixar de assistir a todos os episódios pelo simples fato que esse é um dos roteiros mais legais feitos para o Thor e principalmente para Loki. Muito do filme recém-lançado do personagem se deve a essa obra!

Quem não leu tá perdendo tempo. MESMO!


O público-alvo dessa animação é logicamente a molecada nova ligada em tecnologia e também àqueles que querem se interar no longa de Thor que chegou aos cinemas agora em Maio.



A mini-série animada tem quatro episódios e apesar de ser uma motion comic, não pode se dizer que não tenha qualidade, mas ainda sim, é uma motion comic, o que talvez tenha enfraquecido a obra em certos aspectos. Mas o que salva realmente é o roteiro. E parece que esse é o foco, ou o trunfo!



Com diálogos muito bem construídos e vozes de qualidade, Thor & Loki impressiona pelos textos. A parte onde Balder revela a Loki todas as suas encarnações, inclusive como mulher, e como em nenhuma dessas realidades ele consegue reinar Asgard é fantástico!




Na interessante trama, Loki revisita sua infância, revelando sua descendência dos Gigantes de Gelo e alguns acontecimentos que justificam a escolha moral que define sua personalidade, além de nos emprestar a visão dele sobre esta eterna peleja


Thor aparece poucas vezes nessa série, sendo mencionado algumas vezes, e seu nome no título é puramente uma escolha comercial para atrair o público que ainda não conhece a obra. A história é sobre Loki e ponto.





Você encontra os episódios de Thor & Loki: Blood Brothers com certa facilidade na internet e de graça, mas no iTunes, Xbox Live e na PlayStation Network o valor é de US$ 1,99.


Nota: 7

2 de mai. de 2011

Resenha: Thor


A Marvel Studios assumiu um grande dilema: Adaptar um dos mais icônicos personagens de suas fileiras para o cinema, consolidá-lo e ainda prepará-lo para o grande evento que será o filme dos Vingadores em 2012. E isso não é mérito só de Thor, mas também do Capitão América que também passará pela prova de fogo dentro de alguns meses.
E a missão do Deus do Trovão, o primeiro herói da editora a chegar essa ano nas telas, é conseguir ligar o mundo fantástico da mitologia e da magia com o mundo real apresentado dentro do filme do Homem de Ferro. E a pergunta que ficou era: "Será que vão conseguir isso satisfatoriamente?"

Nessa resenha você descobre a resposta da pergunta que eu fiz a mim mesmo ontem após sair do cinema: "Eles conseguiram concluir essa missão?"

31 de jan. de 2011

Resenha: Deixe-me entrar


Primeiro é bom avisar, Deixe-me entrar é uma refilmagem do terror sueco que fez muito sucesso 'Deixe ela Entrar' (Let the Right One In ou Låt den Rätte Komma In, 2008) e como todo remake merece o benefício da dúvida. Explico, qualquer filme que ganhe um remake é porque o original é muito bom. Nesse caso, um dos principais motivos da refilmagem foi o idioma. Cinema feito em outros países não são muito bem vindos nos Estados Unidos.
Isso é um agravante se considerarmos que a cultura também é outra e a probabilidade de se mudar o roteiro inteiramente é absurdamente grande!
É bom eu dizer também que ainda, infelizmente, não assiti ao original e pelas críticas tanto de um quanto do outro, vale muito a pena conferir.

O filme roteirizado e dirigido por Matt Reeves, do fantástico Cloverfield, conta a história de um solitário garoto de 12 anos que sofre "bulling" na escola e tem problemas em casa, pois seus pais, ausentes, estão em vias de se divorciar. Ele mora apenas com a mãe, e se distrai entre doces, ficar sozinho no pátio do prédio e observar seus vizinhos com a ajuda de um telescópio.


Owen, vivido pelo ator-mirim Kodi Smit-McPhee, passa os dias planejando sua vingança aos "valentões" da escola. Nesse meio tempo, ele conhece uma estranha garota que acaba de se mudar para o prédio, chamada Abby, vivida pela excelente atriz Chloe Grace Moretz, que despontou para a fama como a Hit-Girl de Kick-Ass.


Abby parece ser uma menina independente que mora com seu estranho pai (Richard Jenkins), e só aparece a noite, sempre descalça, aparentemente imune ao rigoroso frio do inverno. Owen se identifica com sua fragilidade e se torna seu amigo. Seu comportamento bizarro faz o garoto pensar que Abby esconde algum segredo obscuro. Mais tarde ele descobre que a menina na verdade é um vampiro. 


Mesmo não tendo assistido ao original, dá pra perceber que à algo estranho até na postura de Abby, que afirma não ser uma garota. E isso não é pelo fato dela ser um vampiro, mas sim que ela pode nem ser propriamente uma garota! Ela mesmo diz ao garoto duas vezes que simplesmente “não é uma menina”
No filme sueco, faz parte do mistério do filme esse fato e atriz que interpreta Eli (Abby),  é totalmente andrógina, e apresenta traços de um garoto. Existe uma cena em que o garoto, Oskar (Owen), a vê colocando roupa e fica a interrogação sobre sua sexualidade. Já em Deixe-me entrar, essa cena não fica clara.


 No original, a personagem Eli parece muito com Lestath!

Já a carinha bonitinha de Chloe Moretz não deixa dúvidas de que se trata de uma menina, apesar da maquiagem ter se esforçado um pouco em mascarar isso.

Segundo consta, o roteiro é exatamente o mesmo e ambos os filmes, só que na versão americana algumas informações que davam mais sabor à trama foram limados, como onde a garota arranja dinheiro para se sustentar, o que realmente senti falta, além de mais explicações sobre o envolvimento com seu escravo vampírico. Não acho que isso o tornaria um roteiro demasiadamente didático, mas isso é um perigo tratando-se do cinema americano, que pode tornar o enredo mastigado demais. E nisso a versão americana não pecou.
Apenas na temática que transformou um filme de terror num filme romântico, mas não em demasia, ainda bem...

O vampirismo neste caso está muito bem representado, no meu ponto de vista, já que todos os elementos estão lá. Desde a queimadura por insidência da luz solar até a necessidade do convite para que o vampiro entre em sua casa. Taí o porquê do nome do filme. Na boa, só de não ter que lembrar de coisas como Crepúsculo, de vampiros que brilham no Sol, já tá bom demais!

Gostei do clima de tensão do filme e atmosfera sombria, com cores fortes, amareladas e escuras quando necessário. A fotografia foi muito bem feita e os elementos da década de 80 perfeitamente acertadas. Por vezes você se confunde se o que você está assistindo não é mesmo um filme antigo, desses que passa de madrugada na tv.
Apesar de algumas críticas apontando que este é um filme medíocre em comparação ao original, não é difícil de acreditar que se fosse realmente lançado na década de 80, hoje esse filme não seria um desses cults de terror que tem por aí.

Acredito até que hajam chances para que isso ainda ocorra. Matt é um diretor que me agrada e tem um jeito bem peculiar de mostrar as coisas. Posso destacar três cenas fortíssimas nesse filme que valeram a entrada do cinema. A solidão do personagem Owen, por exemplo, é ainda mais reforçada pela omissão do rosto da mãe e da figura do pai, que fica restrito a uma voz ao telefone. Perfeito!
Reeves também matou a pau nas cenas de ação e uma das cenas mais empolgantes é a sequência do capotamento do carro onde o escravo de Abby tenta abater mais uma vítima. 
Outra cena que curti bastante é a do hospital, onde mostra o "pai" de Abby totalmente desfigurado e oferecendo seu sangue ao mestre!


Deixa Ela Entrar, o original, rebatizado por lá de Let the Right One In, circulou por festivais de terror e independentes nos EUA com sucesso em 2008 e o público consumidor do gênero o recebeu com grande entusiasmo.
O Omelete, em sua crítica, levanta a questão do porquê o diretor Matt Reeves ignorou o mercado americano e realizou a refilmagem sem alterar quase nada do filme. Parece que é aquilo que eu falei no começo da resenha, apenas para que o público americano assistisse o filme em sua língua. E não restam dúvidas quanto a qual fará mais sucesso daqui à 10 anos. O mercado cinematográfico Hollywoodiano sempre estará a frente das produções e ações como essa parecem ser de um mercado que visa eclipsar qualquer tentativa de sucesso fora do circuito que a anos comanda o entretenimento nos cinemas.



Apesar dos pesares e das críticas negativas ao filme, gostei bastante dele e já entrou pra minha lista de melhores de 2011. Vou fazer o caminho inverso e assitir ao original por esses dias e daí volta com outra resenha.
No mais, acho que vale a pena recomendar o filme, principalmente para aqueles que já estavam sentindo falta de um bom filme sobre vampiros. Tá certo, não é tão terror assim, mas vale a pena...



Nota: 9


Elenco: Chloe Grace Moretz, Kodi Smit-McPhee, Richard Jenkins, Cara Buono, Sasha Barrese, Elias Koteas.
Duração: 105 min.
Direção: Matt Reeves
Gênero: Drama

6 de dez. de 2010

Resenha: Um Parto de Viagem


Quando fiquei sabendo da nova comédia do diretor Todd Phillips, o mesmo que rodou Se Beber Não Case, fiquei bem interessado em conferir, já que tinha curtido muito o último filme. Ainda mais com a presença de Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis... não tinha como ser ruim!
Acabei meio que esquecendo da estreia do filme, mas dias desses ganhei dois convites para uma sessão no Cinemark e aproveitei para vê-lo. Se fosse ruim, pelo menos não iria sair um tostão do meu bolso. =)
O problema é que eu assisti ao trailer antes de ir e isso quebrou um pouco as surpresas no decorrer do filme. Bom, pelo menos eu aprendi que não se deve ver trailer de filme de comédia antes...
Mas isso não tirou minha opinião sobre ele.
Antes de falar mais um pouco sobre o filme, vamos a uma breve sinopse:

Peter Highman (Robert Downey Jr.) está longe de casa e vai ser pai pela primeira vez. Assim, tudo o que ele queria era acompanhar o parto de seu filho e para isso ele tem exatos cinco dias para chegar a Atlanta, algo que ele poderia fazer em algumas horas, com um simples vôo. Mas ele não contava em conhecer, no meio do caminho, o aspirante a ator Ethan Tremblay (Zach Galifianakis), alguém que irá transformar sua viagem de volta numa verdadeira loucura.


Ethan é o tipo de personagem em uma comédia que você por muitas vezes sentirá raiva só pelo fato dele existir. Pelo menos, foi o mesmo sentimento que tive quando assisti Debi & Lóide. Você consegue sentir até pena do cara, mesmo que ele só faça cagada!
Zach Galifianakis está muito parecido fisicamente de quando ele fez o Se Beber Não Case e em certas situações, no começo do filme, te levam a acreditar que será mais do mesmo, mas todos os trejeitos e maneirismos do personagem desse filme te afirmam o contrário. Ethan é um crianção,  o típico adulto que se nega a crescer, tanto que esconde sua verdadeira idade, assim como seu verdadeiro nome, preferindo o seu "nome artístico". Ele é meio afeminado, mas suficientemente escroto para demonstrar que essa "fragilidade" não passa, na verdade, de sua idade mental. Ele sonha alto em ser um grande ator de Hollywood, só que lhe falta muuuito talento. A cena do banheiro onde Peter o força a representar alguns personagens para ele é hilária e no final dramática! Gostei muito da atuação desses dois caras. Bom, sou fã de Downey Jr. desde Assassinos por Natureza, sempre achei o trabalho do cara bem legal, mas a construção do complexo personagem de Zach e sua interpretação foi perfeita!
Aliás, é bom que se diga, Robert Downey Jr. fez seu papel sob medida. É tipo do ator que não se importa se um colega brilhar mais do que ele. É clara a diferença entre esse personagem e seu mais recente sucesso em Homem de Ferro. O cara canastrão tá lá, mas bem mais comedido.
Suas piadas são poucas, até porque o "punchline" desse personagem não é algo muito visível em suas falas, e sim, para o contexto da história, nas situações a que ele é submetido. É algo corporal. Veja só em que estado ele chega no final do filme para comprovar.
Seu personagem é um cara totalmente centrado, cheio de pose e aparências e que tenta viver dentro das regras da sociedade, mas quando as coisas começam a sair do controle, vira um homem turrão, estressado e que tenta controlar suas crises de raiva.

Fazia muito tempo que não assistia uma comédia tão boa. Sem aquelas presepadas e paródias irritantes que dominaram todas as comédias americanas da atualidade. É uma comédia de situação, onde mostra aquele camarada pentelho e sem noção do qual você não consegue se livrar. Como definiu o próprio Phillips, é "uma comédia de amigos, mas sem a amizade". Ele explora nesse filme, as relações de fraternidade entre homens.
O cineasta, fã de gênios como John Belushi (do qual pretende produzir a cinebiografia), defende que a melhor época da comédia foram as décadas de 70 e 80, quando o politicamente incorreto ainda não era a regra e as pessoas se divertiam com um pouco mais que uma ou duas piadas de peido.
Todd Phillips faz, mais uma vez, uma comédia para homens se divertirem, mas isso não quer dizer que as mulheres não curtirão Um Parto de Viagem. Seu humor leviano e totalmente interligado ao mundo masculino pode às vezes chocá-las, mas qual mulher não se chocou enquanto ouvia pacientemente a conversa acalorada sobre qualquer coisa escatológica, de preferência algum podre do passado de seu namorado ou marido, numa dessas rodas de mesa de bar?
Esse excelente filme, espelha o clássico Antes Só do que Mal Acompanhado (1987) de John Hughes onde, dois personagens completamente diferentes, vividos por Steve Martin e John Candy, estão também incapacitados de viajar de avião e precisam aprender a confiar um no outro se quiserem chegar aos seus destinos.
 
 
 
O filme é cheio de desventuras em série e tem cenas hilárias e memoráveis como a cena dos dois chapados ao som de "Hey You" do Pink Floyd e "sexo solitário" que Ethan religiosamente emprega antes de dormir! A participação de Juliette Lewis como a "drug dealer" de Ethan só não é dispensável porque é nessa cena que o personagem de Downey Jr. recebe sua parcela de comicidade e brilho no filme.



O roteiro foi escrito por Alan R. Cohen e Alan Freedland e revisado por Adam Sztykiel. Due Date estreou nos EUA em 4 de junho e por aqui dia 05 de Novembro.
Se vocês não se importam em ver o trailer antes do filme, aí vai:






título original: (Duo Date)
lançamento: 2010 (EUA)
direção:Todd Phillips
atores:Zach Galifianakis, Robert Downey Jr., Michelle Monaghan, Jamie Foxx.

Curti muito o filme e recomendo.
Pra quem já assistiu e não gostou (o que acho bem difícil), pode até usar os comentários do blog pra opinar sobre isso. Pra quem curtiu, aconselho assistir o vídeo do "crítico" que gosta de Crepúsculo e chora no final de LOST e postar seus comentários por lá!
Nota: 09

1 de nov. de 2010

Resenha: Inception - A Origem


Fantástico! Um filme genial, complexo e extremamente bem planejado!
Aliás, simplicidade não é o forte de Christopher Nolan, que além de diretor, faz às vezes de roteirista e produtor de Inception: A Origem.

Adorei as cenas de ação, cenas de luta, cenas de tiroteios, etc, mas o que mais marcou foi a complexidade da história e a qualidade do roteiro!
Uma dica que dou a você é não perder nenhum segundo do filme. A história é complexa e rica de detalhes, então se você perder apenas um gancho sequer da história ficará difícil para você entender o desenrolar dos acontecimentos. Ele com certeza não é um filme para quem tem dificuldades de assimilação rápida de informações… =)

Se você é fã de Amnésia (Memento - 2000), e achou demais aquela história que é contada de trás pra frente vai achar desconcertante a maneira como nesse filme somos levados a ver camadas cada vez mais profundas da mente humana através dos sonhos!
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O que pode parecer bem confuso, pois a ação não transcorre apenas na cabeça de um único sonhador. Don Cobb (Leonardo DiCaprio) e Arthur (Joseph Gordon-Levitt) são dois mercenários que são contratados para roubar informações importantes das cabeças de pessoas, como grandes empresários, figurões do mundo corporativo, a fim de fazer uma espécie de espionagem industrial, através de um estranho aparato que mistura tecnologia com drogas injetáveis, cujo funcionamento engenhoso Nolan nem se dá ao trabalho de explicar no filme (e nem é necessário). Normalmente, o trabalho dos dois é esse, mas um desafio maior é proposto por Saito (Ken Watanabe), um desses poderosos executivos que eles tentam roubar no começo do filme, sem muito sucesso. Para essa nova missão, eles devem invadir o subconsciente de Robert Fisher (Cillian Murphy), um jovem herdeiro de um império corporativo na intenção de, desta vez, implantar uma ideia em sua mente, como se fosse um vírus, com o objetivo de fazê-lo seguir rumos diferentes no empreendimento da família e dividir esse império com Saito, um de seus concorrentes!
O problema é que, ultimamente, Cobb tem tido problemas com Mal (Marion Cotillard), a mulher que sempre aparece nessas inserções!
É aí que aparece Ariadne (Ellen Page) e Miles (Michael Caine) para ajudá-los! E as coisas complicam cada vez mais!
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O filme levanta muitas questões éticas, mas o forte são as referências psicológicas, de Freud à Jung, as referências mitológicas, que podem ser analisadas nos nomes dos personagens, como por exemplo no caso de Ariadne, a “arquiteta” de sonhos novata, que tem o mesmo nome da mulher que, segundo a mitologia grega, ajudou Teseu a escapar do labirinto de Creta e o salvou do Minotauro, além de toda a discussão sobre o que é realmente os sonhos e o subconciente. Tudo isso, tendo como pano de fundo muitos cenários e efeitos oníricos. Ainda assim, ele é um filme de ação, com perseguições de carros, tiroteios e explosões para agradar o público médio que adora ver isso no cinema e não se importa tanto com roteiro.
As cenas que compreendem a cena da van caindo na água são as melhores do filme.
Nolan sabe exatamente como prender a atenção do espectador!
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Inception explicado como se fossem pastas de arquivos do HD.

Não dá pra falar muito do filme sem revelar momentos importantes desse quebra-cabeças. O mais importante é que mostra a luta de Cobb para resolver o problema que o impede de ver seus filhos, e o fato dele encarar seus próprios fantasmas interiores para isso.
Aliás, Leonardo diCaprio está muito bem no papel principal, assim como o restante do elenco. O filme agrada pelas cenas bem elaboradas, o roteiro muito bem escrito, com um enredo bem fundamentado, com diálogos inteligentes e com um suspense que evolui de forma consistente.
Além de um final inteligente, muito bem sacado, mas que muita gente reclamou. 
Não dava pra ser outro na minha opinião...
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Não é minha intenção publicar aqui uma resenha quilométrica do filme, até porque o filme já estreou faz tempo e a maioria já deve ter assistido e comentado (é que ela, na verdade, vai servir de trabalho da faculdade). Apenas quero deixar, mesmo que tardiamente, minha opinião sobre ele aqui.
Você pode ler uma boa sinopse do filme A Origem aqui no A Origem: Sinopse e Primeiro Cartaz, ou um interessantíssimo post lá no Saindo da Matrix, clicando aqui.



Para terminar, queria deixar aqui minha impressão de que se estava receoso com a possibilidade de um terceiro filme do Batman ser ruim, todas as minhas dúvidas cairam por terra, depois de assistir a esse filme! Batman 3 (o próximo trabalho de Nolan) será novamente, com certeza, um dos melhores filmes de super-heróis do ano e manterá o mesmo nível que tivemos nos outros dois, isso se não for melhor!
O cara tá se tornando um dos maiores diretores do cinema da minha geração e é muito bom acompanhar essa evolução! O público só tem a agradecer!!!


Nota: 10

6 de out. de 2010

Resenha: Machete


Quando eu vi o trailer de Machete, logo antes do filme GrindHouse: Death Proof/Planet Terror, simplesmente pirei com a ideia que Robert Rodriguez teve. Colocar o feioso Danny Trejo como ator principal de um filme porradaria! Tudo ambientado no melhor estilão tosco/gore, que só Rodriguez e Tarantino sabem fazer!
Logo depois descobri que se tratava de um engodo. Era apenas um trailer falso. Só para compor todo o contexto da proposta de GrindHouse.
Logo, o trailer ficou tão famoso, que os fãs pediam desesperadamente para que fizessem um filme daquela tosqueira. Depois de muito enrolar, Robert Rodriguez não só aceitou a "difícil" missão, como prometeu extender esse filme numa trilogia!


Eu tava bem empolgado para ver o resultado desse filme, mas sinceramente, depois de vê-lo, não sei se seria uma boa fazer mais dois filmes com esse tema. Aliás, vou um pouquinho mais longe... talvez não fosse necessário nem ter feito esse filme, assim solto. Seria melhor fazê-lo para compor um GrindHouse 2, por exemplo.
Não é que não gostei do filme, apenas esperava mais. Quem assistiu aos trailers, já tem uma noção muito boa do que o filme é. Ele tá quase todo ali!


Bom, vamos à sinopse, mas antes é bom dizer que a "sinopse oficial" do filme é confusa, e assim como no trailer oficial, mostra um filme totalmente diferente.
Nessa sinopse diz que Machete se envolve com um traficante de drogas (Steven Seagal) e aceita uma oferta de Benz (Jeff Fahey) para assassinar um senador corrupto (no 1° trailer ainda não era Robert De Niro que encarnava o político texano), contando com a ajuda de Luz (Michele Rodriguez), Padre (Chech Marin) e April (Lindsay Lohan), uma socialite que possui habilidade com armas,. Ele é perseguido pela agente Sartana (Jessica Alba).


Na verdade, Sartana é uma policial à paisana, agente da imigração, que apenas analisa a questão de imigrantes ilegais na área, investiga uma vendedora de tacos (Michele Rodriguez) e está atrás de uma guerrilheira chamada Shé (que por acaso parece ser a mesma). Ela se interessa pelo feioso Machete que é novo na parada.
O "envolvimento" de Machete com o traficante Torrez é porque ele era um agente federal e estava caçando o cabeça de peruca. Isso acontece logo no começo do filme. Aliás, esse início de filme é fantástico!
Os clichezões de filme B de ação, a porradaria e mortes através de decaptação são muito legais e a cena da putinha mexicana pegando o celular, im-pa-gável! Você vai ver o por quê!


A estética de "filme velho" fica somente nos primeiros minutos do filme, antes da abertura, depois ela volta ao normal... mas toda tosquice se mantém.
 
Lindsay Lohan (que é filha de Benz) não participa tanto do filme quanto eu esperava, ou seja, ficou uma sensação de que cenas da personagem foram cortadas do filme. Ela se transforma na freira fodona do nada (não acredito que a razão seja a que fica sub-entendida no filme) e sai dando tiro na rapaziada nem sabendo porque está ali. As melhores cenas dela é quando aparece peladinha e na lagoa (que antes era uma piscina) fazendo um ménage à trois com Machete e a madrasta!


Robert De Niro está estranho no filme, umas vezes fala com sotaque texano carregado, outras não, mas incorporou muito bem a cara e as manhas de um político racista feladaputa!
Trejo parece um boneco de pano surrado. Não tem expressão nem quando anuncia que eles mexeram com o mexicano errado! =)
Mas ele fez tão bem o papel de feioso fodão que passa.
A coisa mais engraçada do filme é o mulherio caindo de quatro por ele.
Digamos que ele está simpático no filme. Passou o espírito de gente boa e cara honesto, então tá valendo.


As cenas de ação são muito divertidas, e as mortes dos vilões são primorasas, assim como o bungee jumping de tripas na cena do hospital. Aliás, esse é o nome do filme, diversão!
Existem duas cenas que dá pra comentar aqui sobre isso... a primeira é o guarda-costas cagão que não vê a necessidade de morrer pelo patrão e Torrez (Steven Seagal) com seu "ei, punheta!" nas vídeo-conferências com Benz, tá hilário!



A mulherada tá demais no filme!
Michelle Rodriguez tá gostosa como nunca e Jessica Alba apesar da cena fake dela nua tá um pitel. Apesar de eu achar que ela é uma atriz mediana, as cenas dela estão legais no filme, principalmente quando ela luta.


Seagal pegou bem no papel de vilão, mas foi derrotado com facilidade, que é um ponto negativo do filme.






O filme retrata os conflitos entre imigrantes ilegais e a lei de divisa dos EUA, lembrando sempre que tudo aquilo ali já foi um dia pertencente ao México e fala bastante sobre preconceito e racismo. 
O diretor garante que o longa não faz crítica direta às políticas de imigração adotadas pelos EUA, mas acaba chamando atenção para o tema e diz que os "recados" deixados no filme estão abertos a interpretações.

 Jessica Alba, Danny Trejo, Michelle Rodriguez e Robert Rodriguez
no lançamento de 'Machete'. (Foto: Kevin Winter/AFP)

O personagem, uma espécie de super-herói latino, faz parte dos projetos do cineasta desde 95, Rodriguez grande fã dos filmes B e de zumbi, já pensava na história desde 'A balada do pistoleiro'. 

 (Foto: Kevin Winter/AFP)


Por outro lado, Trejo via a necessidade de viver logo o personagem no cinema, pois o culto a Machete era tão grande que certa vez, em Londres, ele autografou as costas de dois caras que tinham uma enorme tattoo com a cara do personagem, maiores que uma Virgem de Guadalupe, segundo ele!
No mesmo dia ele liguou para Robert, dizendo que o filme tinha que ser feito.
O longa tá pra aportar aqui no Brasil em outubro, e é um filme que vale a pena ver com a galera.




Nota:7

Fonte utilizada: G1

23 de jun. de 2010

Resenha: (HQ) INVASÃO DOS MORTOS


Invasão dos Mortos, o novo thriller de terror em quadrinhos que chegou às lojas brasileiras a pouco, lançado pela Gal Editora, apresenta o investigador freelance Antoine Sharpe, também conhecido como “o ateu”, e é sem dúvida um dos melhores lançamentos de quadrinhos desse ano!
O engraçado é que eu cheguei a folhar essa revista na FNAC sem muito interesse e lembro de ter achado os desenhos fracos, mas depois que um amigo me emprestou pra ler (é, tenho amigos que fazem isso porque sabem que eu tomo conta muito bem das revistas) é que eu percebi o quanto eu tava errado!

Sharpe é sensitivo, porém um descrente em tudo aquilo ligado ao espiritual. Contraditório? Nem tanto. Ele só precisa de provas de que aquilo existe, então à partir daí, ele começa a acreditar que existe!
Ele é membro de uma agência secreta do governo norte-americano e volta e meia se vê à frente de casos paranormais, investigando possíveis ameaças sobrenaturais, que logo após são rechaçadas como mais uma maluquice fácil de se explicar científicamente. Sharpe é o maior de todos os céticos, o que o faz um personagem muito interessante, já que é sempre jogado nessas missões. Ele  nunca tinha encontrado nada que o fizesse mudar de ideia, até aparecer uma legião de "supostos" zumbis de várias partes dos EUA, indo em direção a Winnipeg, no Canadá e ameaçando não só a cidadezinha, mas todo o planeta!
Sharpe ainda cético, e com a ajuda da agente canadense Melissa Nguyen e de um cientista gênio que mais parece um tumor ambulante, vai investigar e descobre que não se trata nem de alucinação em massa, sua primeira aposta, e muito menos se trata de zumbis.
Os mortos estavam voltando ao nosso mundo e invadindo corpos alheios, dando origem a uma onda de terror, banhada a muito sexo, bebedeiras e violência.
Posso falar isso numa boa, pois não é spoiler, porra!
Logo no início da saga você já percebe isso. E é exatamente o fato desses mortos não serem zumbis e sim incorporações dos mortos é que torna essa HQ mais legal a cada página!

Ela foi brilhantemente escrita por Phil Hester e desenhada nos primeiros capítulos por John McCrea, um desenhista que lembra em muito os traços de Frank Miller, por usar bastante contraste de sombras e luz, só que um Miller dez vezes melhorado. No capítulo final Will Volley destrói nos desenhos, com os mesmos elementos dos melhores desenhos em preto e branco para quadrinhos que você possa ver! Se ele fosse o artista principal, essa série cresceria muito no meu conceito e na nota.

Publicada originalmente nos Estados Unidos em quatro edições entre abril de 2005 e novembro de 2007, essa série ganhou uma versão encadernada em 2008.

Essa grande história de suspense e terror está sendo comparada a trabalhos de Alan Moore e Warren Ellis e não é pra menos já que Phil Hester já escreveu coisas como The Darkness, Vampirella e Raça das Trevas! Além de já ter desenhado o Monstro do Pântano.
Esse cara já foi indicado diversas vezes ao prêmio Eisner, e boto a maior fé de que ele dessa vez ganha se for indicado.
Recomendado, galera! Pode comprar sem erro.

Nota 9!

16 de mai. de 2010

Kick Fuckin´ Ass!!!


Depois de ter dúvidas quanto a qualidade e enredo do filme e logo após ter tido notícias esperançosas de que ele era bom, não me aguentei de curiosidade e então resolvi pegar meu Learjet particular e dar uma passadinha rápida em qualquer cinema de NY para assistir ao filme Kick- Ass!

Como ele ainda não estreou por aqui, prometo pegar leve nas revelações, mas se você não é afim de ler nada com spoilers, então deixa esse post pra ler quando tiver assistido ao filme, mané!


Antes de mais nada, para aqueles que não sabem o que é Kick-Ass, porque não leram ainda, deixa eu explicar rapidinho...
Dave Lizewski, o personagem principal, é o típico garoto excluído de seu colégio, que mora com o pai solteiro e que é louco por comics de super-heróis. Isso acaba o influenciando na ideia de se transformar em um "herói de verdade", combatendo o crime em Nova Iorque.


Isso é tanto o enredo das histórias como também do filme. Coisa simples. E nem teria necessidade de mudar. Mas outras coisas da história foram mudadas no filme. Coisas que eu já até imaginava que seriam.
E isso por acaso detonou o filme? Maaano, não!

Conseguiram fazer com que um roteiro bem diferente das HQs (diferente mesmo, não estou exagerando) funcionasse perfeitamente!
É lógico que as histórias em quadrinhos escritas pelo Mark Millar e desenhadas pelo John Romita Jr. são 10 vezes melhores que o filme. E isso eu já tinha falado também. Mas o fato é que conseguiram fazer um filme engraçado, cheio de referências nerds, cheio de porrada e ação!


E na parte da porrada senti um pouco de falta da mesma quantidade de sangue que tem nos quadrinhos, mas para um filme até que tá bom.
Aliás, o nome do filme deveria ser Hit Girl: Detonando tudo!

Putaqueopareo! As melhores cenas de ação são com uma garotinha de 11 anos!
Ela sim quebrou tudo!


Mas isso, quem leu os quadrinhos, já sabia também. Kick-Ass é um bundão até como herói. Ele é o melhor exemplo de sidekick que eu conheço. E sidekick bucha ainda, que só se ferra!
Mas esse é o charme do personagem. Ser um loser até quando se está vestindo um uniforme de herói. E Aaron Jonhson faz com que você realmente acredite nisso!
Totalmente ao contrário do Homem Aranha das antigas, que era um nerd que apanhava na escola e quando vestia a roupa de teias, virava o Mr. Fodão de NY, combatendo vilões do "naipe" do Rhino ou do Fanático.

Isso fez com que o personagem estivesse num patamar diferente dos heróis de que estamos acostumados a ver nos filmes.
Cara, como é bom assistir um filme baseado em super-heróis onde eles respeitam as características da HQ!


Mas não espere personagens idênticos aos quadrinhos. Big Daddy é um exemplo. O que o fez legal na série, ser um biruta perdedor com uma maleta de aço cheia de gibis antigos e que morre, cagando de medo, com um balaço na cabeça, foi totalmente mudado para dar sentido ao personagem. Pelo menos um sentido do qual estamos mais acostumados em filmes desse tipo: Ex-policial, perde a mulher para a bandidagem, vira um justiceiro sanguinário que se utiliza todos os meios para executar sua vingança. A diferença é que nesse ele usa a própria filha como arma!

Ah! E ainda temos uma parte da história, exatamente essa onde são explicadas as motivações do Big Daddy, inteiramente em animação e no estilo e traços do grande Romitinha!

Simplesmente fantástico!


Nicolas Cage está muito bem no papel, mas eu ainda preferia que tivessem chamado um troncudão bigodudo igual nas Hqs.
Outra coisa que vocês não verão é a pequena Hit Girl estraçalhando com todos no final depois de cheirar uma dose de um "composto químico" ou em suas palavras, "ativar a condição vermelha", mas cara, com certeza, vocês vão pirar no que esssa menina faz com os capangas no final. É como se ela tivesse cheirado a casa inteira do Pablo Escobar!
Filhote de Kill Bill mesmo! Como já haviam dito!


Acho que quiseram pegar leve com o lance de drogas, afinal a menina só tem uns 11 anos. Agora, matar, decepar, furar, rasgar... é outro papo, né?

Christopher Mintz-Plasse, o famoso McLovin, fazendo as vezes de Red Mist também está bem legal, apesar de ter perdido um pouco da graça do personagem por conta de mudanças no roteiro. Uma das sub-tramas que envolve o personagem, a sua traição, que na HQ é bem obscura, foram tiradas porque logo no começo do filme mostram o cara como sendo filho do mafioso, vilão do filme. Outra coisa que dispensaram foi o seu vício em maconha. Mas uma vez, problemas no roteiro em relação à drogas.
Mas deram um jeito disso ficar legal no filme. Pode crê.

Enfim, ele serve tanto pra quem leu e gostou das HQs como para o público que nunca o viu pela frente!


Uma coisa não resta dúvida: Muita gente vai sair impressionada do cinema!
Principalmente quem tá esperando mais "um desses filminhos de super-heróis".

Parabéns aos caras mesmo! Conseguiram fazer um filme redondo. Diferente das HQs, que ainda considero bem melhores, mas que pelo menos agrada bastante!
Legal ver todas aquelas referências de quadrinhos tanto da DC quanto da Marvel no filme. Porém foi o que eu comentei antes, utilizaram as mais "pops" possíveis!
A revista Empire acertou, realmente é brilhante!

Fazer um filme onde a história gira em torno de um bando de malucos que resolvem combater o crime apenas usando fantasias de super-herói, sem superpoderes? Há um tempo atrás seria uma comédia desprezível ou uma cópia barata de Watchmen.
Fizeram um filme cheio de ação onde você ainda dá boas risadas, tanto das cenas com piadas e referências, quanto aquelas de porradaria desenfreada onde um sorrisinho  bem sinistro te escapa da boca.

Realmente Kick-Ass chegou pra Quebrar Tudo!



Nota: 8
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