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27 de jun. de 2011

Graficamente Falando


Esse vídeo que será apresentado neste post faz parte do Prêmio Criando Asas, que tem como objetivo incentivar os jovens a buscar contribuir em benefício nas condições de vida de uma comunidade, utilizando o audiovisual como ferramenta. E o tema dele foi os quadrinhos independentes, tendo como um dos mencionados a revista Subversos da qual participei em suas 6 edições.

Desde seu lançamento em 2006, mais de 3.500 pessoas foram beneficiadas por projetos sociais criados e implantados pelos jovens premiados do Criando Asas. Educandos, egressos e seus amigos se juntaram e montaram cines-clube, debateram documentários, produziram jornal impresso, programa de TV, curta metragem de ficção, documentários, realizaram oficinas de fotografia e vídeos nas comunidades, além de mostras itinerantes de audiovisual e exibições de curtas-metragens.

As inscrições para a IV Edição do Prêmio, que iam de 13 de maio a 15 de junho, foram prorrogadas até o dia 30 de junho de 2010. Os projetos apresentados serão selecionados por uma banca de especialistas e poderão ser apresentados por grupos com pelo menos um aluno ou ex-aluno do Instituto Criar de Tv, Cinema e Novas Mídias ou com a participação de jovens atuantes em outras organizações sociais e em núcleos de produção independente.
A cada edição, cinco grupos são premiados. Os vencedores recebem R$ 5 mil para viabilizarem seus projetos além do direito de utilizarem equipamentos e a estrutura do Instituto Criar.
Mais informações aqui.


24 de mai. de 2010

"Por que não temos bons roteiristas de quadrinhos no Brasil?"


Essa pergunta foi feita a alguns dias atrás no blog do André Forastieri e devidamente respondida pelo mesmo. Pelo menos aquilo que ele acha quais são os motivos.
Tenho que concordar com o cara em certos quesitos, mas acho que o buraco é mais embaixo. Tanto que os comentários foram abarrotados de opiniões diversas sobre o caso.

Concordo quando ele diz que o quadrinho brasileiro está repleto de ilustradores talentosos, só que ele declara que temos "um deserto de roteiristas competentes". E ele nem está falando dos criadores de primeiro time. E também não menciona quem são esses criadores de 1° escalão.
Imagino que ele tirou todos os medalhões da parada, os mais famosos, mas não excluiu talvez os vários professores de roteiro de HQ que tem por aí. Se não, como explicar essa opinião? Estão fazendo o serviço mal feito?
Hordas de pessoas fazem esses cursos todo ano, então só me leva a crer que eles não estão aprendendo o feijão com arroz dos roteiros de quadrinhos...

Ele compara os quadrinhos nacionais ao cinema brasileiro, que segundo ele, funciona igual. O roteiro seria só um guia básico para as improvisações do diretor e do elenco, durante as filmagens.
Acho meio injusta essa comparação, tendo em vista que estamos falando de mídias diferentes e já que ele tirou o time dos mais-mais de campo, sobram apenas os "independentes" na parada. E comparar trabalho pago com trabalho muitas vezes nem um pouco remunerado é muito foda!

Mas ele dá algumas explicações sobre os "porquês" de sua opinião e eu transcrevo-as assim como ele postou:

Primeira: nos quadrinhos, o Brasil segue a tradição do cartum, com uma pessoa só assinando texto e arte. Temos uma renca de ótimos cartunistas, chargistas, ilustradores. Nunca tivemos uma verdadeira indústria de HQ brasileira, que exigisse a divisão de funções e o ritmo industrial de produção. Quando tivemos, criamos roteiristas eficientes - seja na Abril dos anos 70 e até 80, seja nos estúdios de Maurício de Souza.

Concordo! E isso seria um sonho! Eu atualmente estou tentando fazer uma HQ a meses e não consigo pelo simples fato de que tenho emprego, faculdade e família pra me preocupar. Mas será que só isso resolveria a situação? Ter um mercado? Lembra o que eu postei aqui sobre isso?
Será que o roteirista brasileiro está preparado pra isso? 

Segunda boa explicação: publicamos poucos quadrinhos brasileiros. Os roteiristas têm poucas chances de exercer sua vocação, enquanto os ilustradores precisam continuar trabalhando sem parar, seja em ilustração comercial, editorial ou onde seja. É como no rock: se você toca pouco, não aprende a fazer show.

Acertou de novo! E não só isso. Se o cara não estuda, ou no caso dos roteiristas, não lêem muito e sobre variados temas, não vai adiantar muito só escrever. Vai sair porcaria.
O que eu vejo é que existem um monte de guris imitando o modelo americano de contar história e não sabem colocar nada de interessante pra agregar no roteiro.
Estamos cansados de ver gurias gostosas sendo atacadas em um beco escuro por assaltantes para que o herói seja apresentado. Isso tá mais do que batido!
Não é a toa que as melhores HQs do momento, pelo menos as mais badaladas, são aqueles em que o cara pega um "Quincas Borbas" pra ilustrar. Autores consagrados da literatura brasileira + boas ilustrações = $$$.
Aí não tem como se preocupar em dar chance pra roteiristas novos. Ninguém vai chegar nesse patamar tão rápido!

Terceira boa explicação: como publicamos poucos quadrinhos brasileiros, temos uma imprensa especializada condescendente. Qualquer trabalho assinado por um brasileiro merece aplausos, no mínimo por ter conseguido existir. Junte isso ao estilo natural do brasileiro, de evitar conflitos a qualquer custo, e estamos bem arrumados.

Também acho que tem muita porcaria no mercado e que tem vários baba-ovos pra aplaudir revistas no mínimo risíveis. Mas aí é que entram outros fatores, que é o da panelinha editorial. Todo mundo é muito amigo nesse meio, e fica chato falar mal da galera que anda contigo, né? Mas aí estamos falando de novo de pessoas que já estão na mídia e que, de um jeito ou de outro, já fazem parte da panela onde se incluem os medalhões!
De quais roteiristas ele deve estar falando?
Esses caras que são aplaudidos condescendentemente pela imprensa "especializada" não são os mesmos que estão sempre juntos dos melhores roteiristas? Será que esse povo não troca informações? Seria bom então um toque dos professores aos seus alunos, não acha?

Forastieri ainda comenta sobre a principal fonte de financiamento do quadrinho nacional nos dias de hoje, que são as leis de incentivo, através de dinheiro público.
O que tem salvo muita gente que quer publicar seu trabalho. Eu me incluo nisso, pois graças a Subversos pude mostrar minhas histórias. Mas sei que nem sempre o resultado é bom.
Existem muitas falhas de roteiro, de ilustração, de editoração, etc.
Mas é um caminho, que o próprio mercado tem oferecido no momento, e tem sido feito com resultado superior a fanzines e muitas vezes até a revistas!

Vejam bem, eu não estou criticando o post que ele fez, nem suas opiniões. De maneira nenhuma!
Só estou expondo meu ponto de vista sobre seu post e nada mais. Quero entender o que ele chama de bons e maus roteiristas.
Acho que esse tipo de coisa que ele está fazendo, abrir uma possibilidade de discussão sobre o assunto em seu blog, é fantástica!

Então sugiro que vocês leiam o post dele na integra, divulguem e debatam se possível!

Quem sabe a gente não acha um meio de melhorar o sistema e os futuros roteiros?

Talvez o mercado não esteja assim tão longe, tendo em vista os lançamentos de Jambocks (publicado pela Zarabatana Books) e Joquempô (pela Devir). Ambas são trabalhos selecionados no edital de incentivo à produção de histórias em quadrinhos, mantida pela área de cultura do governo paulista e prometem se prolongar por mais de duas edições. Jambocks em quatro e Joquempô, mais audaciosa pretende se extender por 11 arcos!
Mas será que elas serão avaliadas como bons roteiros no final?
Ou não passarão de revistas que serão lembradas pelas suas belas ilustrações?

13 de mai. de 2010

Arte Subterrânea

A HQ Arte Subterrânea que fiz para a Subversos #4 foi um dos melhores trampos que publiquei na minha opinião. Sempre alguém vem me dizer isso também, então acho que posso continuar acreditando nisso! =)
Ela já foi publicada, ano passado, nas páginas do projeto da Oi relacionado à quadrinhos e teve até repercurssão no FLICKR do próprio Zezão, mas resolvi soltá-la por aqui também.
É que muita gente me cobra ela impressa, mas infelizmente não consegui mais nenhum número dessa Subversos para dar ou vender. Parece que a edição se esgotou!

Como vocês já sabem a #6 tá por aí ainda e logo, logo eu faço um post sobre ela e disponibilizo a HQ que fiz em parceria com minha esposa pra ela!
See ya!



8 de ago. de 2009

Curso de Ilustração Digital

Olá!
O nosso amigo Akira Sanoki [um dos editores da revista Subversos], irá ministrar um novo curso de Ilustração Digital na Escola Arte São Paulo. O curso visa ensinar como fazer ilustrações profissionais com o Photoshop.
Todos os computadores possuem tablet e o aluno poderá colorir suas ilustrações feitas a mão, ou fazer uma ilustração totalmente digital, seja pra web, folder, revista, etc. Serão ensinadas várias técnicas do programa para agilizar o processo, além de várias técnicas de desenho específicas para se usar de maneira digital. A intenção é que o aluno monte um portifólio com seus melhores trabalhos até o final do curso.

Eu bem que tava precisando de um upgrade nessa área. Tomara que o Akira me mande uma apostíla do curso depois! =)

Para maiores informações entre em contato com a Arte São Paulo (
http://www.artesaopaulo.com.br/ ), nova turma a partir de 17 de agosto.

Arte São Paulo - unidade Ana Rosa:
Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 297 (A 200 metros do Metrô Ana Rosa)
tel: [11] 5571-7177

11 de mai. de 2009

Oficina de Histórias em Quadrinhos em Sampa!

Olá fellows!
Gostaria de dar um toque pra molecada de Sampa...

O "Samurai" Akira Sanoki e o "Curintianu" Alexandre Manoel, editores da revista Subversos, ministrarão uma Oficina Gratuita de Histórias em Quadrinhos na escola de Arte São Paulo - Unidade Ana Rosa (Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 297 – São Paulo/SP – a 200 metros do Metrô Ana Rosa) entre os dias 22 de Maio e 12 de Junho. As aulas acontecerão sempre nas sextas-feiras, das 14h às 17h.

O objetivo da oficina é proporcionar uma base mais ampla de conhecimentos e técnicas possibilitando o aluno estruturar melhor as suas próprias HQs, focando em quatro elementos essenciais:

-Roteiro: desde a primeira idéia, passando pela criação da trama até sua quadrinização;
-Criação de personagem: fundamentos para um melhor design dos personagens, criar sua história, seus aspectos físicos e psicológicos, estudar expressões e linguagem corporal etc;
-Composição: como criar uma boa cena, escolhas de ângulos, diagramação, melhor disposição de personagens para deixar um quadro mais atraente etc;
-Narrativa: melhores formas de se passar de um quadro a outro, página para página, como criar mais dinamismo, controle do tempo, fazer o leitor ter mais vontade de acompanhar a história, etc.

Os alunos realizarão exercícios práticos (individuais e em grupo) criando histórias durante a aula, desenhando seus personagens, fazendo análises de HQs e explorações de diversos estilos. A oficina é destinada a toda e qualquer pessoa interessada em criar uma boa História em Quadrinhos.

Lembrando que não é necessário domínio de desenho e a idade mínima é de 14 anos.

As melhores histórias realizadas ao longo da oficina poderão ser publicadas na edição #4 da Subversos (que seleciona material até dia 14 de junho).

São apenas dezoito vagas e o melhor... é de graça!!! Então, corra já pra Arte São Paulo, seu nerd ramelento! Não perca essa oportunidade!

Maiores informações pelo telefone: (11) 5571-7177 ou nos sites:
www.artesaopaulo.com.brwww.revistasubversos.blogspot.com

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