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11 de fev. de 2011

McLanche (Humano) Feliz!

Aproveitando o post anterior, esse vídeo mostra o famoso personagem de uma rede de lanchonetes se transformando num verdadeiro monstro! Adoro esses vídeos experimentais, cheio de efeitos e descompromissado.
Desaconselhável para pessoas sensíveis e que tem medo de palhaços. Isso com certeza só aumentará sua fobia!

31 de jan. de 2011

Resenha: Deixe-me entrar


Primeiro é bom avisar, Deixe-me entrar é uma refilmagem do terror sueco que fez muito sucesso 'Deixe ela Entrar' (Let the Right One In ou Låt den Rätte Komma In, 2008) e como todo remake merece o benefício da dúvida. Explico, qualquer filme que ganhe um remake é porque o original é muito bom. Nesse caso, um dos principais motivos da refilmagem foi o idioma. Cinema feito em outros países não são muito bem vindos nos Estados Unidos.
Isso é um agravante se considerarmos que a cultura também é outra e a probabilidade de se mudar o roteiro inteiramente é absurdamente grande!
É bom eu dizer também que ainda, infelizmente, não assiti ao original e pelas críticas tanto de um quanto do outro, vale muito a pena conferir.

O filme roteirizado e dirigido por Matt Reeves, do fantástico Cloverfield, conta a história de um solitário garoto de 12 anos que sofre "bulling" na escola e tem problemas em casa, pois seus pais, ausentes, estão em vias de se divorciar. Ele mora apenas com a mãe, e se distrai entre doces, ficar sozinho no pátio do prédio e observar seus vizinhos com a ajuda de um telescópio.


Owen, vivido pelo ator-mirim Kodi Smit-McPhee, passa os dias planejando sua vingança aos "valentões" da escola. Nesse meio tempo, ele conhece uma estranha garota que acaba de se mudar para o prédio, chamada Abby, vivida pela excelente atriz Chloe Grace Moretz, que despontou para a fama como a Hit-Girl de Kick-Ass.


Abby parece ser uma menina independente que mora com seu estranho pai (Richard Jenkins), e só aparece a noite, sempre descalça, aparentemente imune ao rigoroso frio do inverno. Owen se identifica com sua fragilidade e se torna seu amigo. Seu comportamento bizarro faz o garoto pensar que Abby esconde algum segredo obscuro. Mais tarde ele descobre que a menina na verdade é um vampiro. 


Mesmo não tendo assistido ao original, dá pra perceber que à algo estranho até na postura de Abby, que afirma não ser uma garota. E isso não é pelo fato dela ser um vampiro, mas sim que ela pode nem ser propriamente uma garota! Ela mesmo diz ao garoto duas vezes que simplesmente “não é uma menina”
No filme sueco, faz parte do mistério do filme esse fato e atriz que interpreta Eli (Abby),  é totalmente andrógina, e apresenta traços de um garoto. Existe uma cena em que o garoto, Oskar (Owen), a vê colocando roupa e fica a interrogação sobre sua sexualidade. Já em Deixe-me entrar, essa cena não fica clara.


 No original, a personagem Eli parece muito com Lestath!

Já a carinha bonitinha de Chloe Moretz não deixa dúvidas de que se trata de uma menina, apesar da maquiagem ter se esforçado um pouco em mascarar isso.

Segundo consta, o roteiro é exatamente o mesmo e ambos os filmes, só que na versão americana algumas informações que davam mais sabor à trama foram limados, como onde a garota arranja dinheiro para se sustentar, o que realmente senti falta, além de mais explicações sobre o envolvimento com seu escravo vampírico. Não acho que isso o tornaria um roteiro demasiadamente didático, mas isso é um perigo tratando-se do cinema americano, que pode tornar o enredo mastigado demais. E nisso a versão americana não pecou.
Apenas na temática que transformou um filme de terror num filme romântico, mas não em demasia, ainda bem...

O vampirismo neste caso está muito bem representado, no meu ponto de vista, já que todos os elementos estão lá. Desde a queimadura por insidência da luz solar até a necessidade do convite para que o vampiro entre em sua casa. Taí o porquê do nome do filme. Na boa, só de não ter que lembrar de coisas como Crepúsculo, de vampiros que brilham no Sol, já tá bom demais!

Gostei do clima de tensão do filme e atmosfera sombria, com cores fortes, amareladas e escuras quando necessário. A fotografia foi muito bem feita e os elementos da década de 80 perfeitamente acertadas. Por vezes você se confunde se o que você está assistindo não é mesmo um filme antigo, desses que passa de madrugada na tv.
Apesar de algumas críticas apontando que este é um filme medíocre em comparação ao original, não é difícil de acreditar que se fosse realmente lançado na década de 80, hoje esse filme não seria um desses cults de terror que tem por aí.

Acredito até que hajam chances para que isso ainda ocorra. Matt é um diretor que me agrada e tem um jeito bem peculiar de mostrar as coisas. Posso destacar três cenas fortíssimas nesse filme que valeram a entrada do cinema. A solidão do personagem Owen, por exemplo, é ainda mais reforçada pela omissão do rosto da mãe e da figura do pai, que fica restrito a uma voz ao telefone. Perfeito!
Reeves também matou a pau nas cenas de ação e uma das cenas mais empolgantes é a sequência do capotamento do carro onde o escravo de Abby tenta abater mais uma vítima. 
Outra cena que curti bastante é a do hospital, onde mostra o "pai" de Abby totalmente desfigurado e oferecendo seu sangue ao mestre!


Deixa Ela Entrar, o original, rebatizado por lá de Let the Right One In, circulou por festivais de terror e independentes nos EUA com sucesso em 2008 e o público consumidor do gênero o recebeu com grande entusiasmo.
O Omelete, em sua crítica, levanta a questão do porquê o diretor Matt Reeves ignorou o mercado americano e realizou a refilmagem sem alterar quase nada do filme. Parece que é aquilo que eu falei no começo da resenha, apenas para que o público americano assistisse o filme em sua língua. E não restam dúvidas quanto a qual fará mais sucesso daqui à 10 anos. O mercado cinematográfico Hollywoodiano sempre estará a frente das produções e ações como essa parecem ser de um mercado que visa eclipsar qualquer tentativa de sucesso fora do circuito que a anos comanda o entretenimento nos cinemas.



Apesar dos pesares e das críticas negativas ao filme, gostei bastante dele e já entrou pra minha lista de melhores de 2011. Vou fazer o caminho inverso e assitir ao original por esses dias e daí volta com outra resenha.
No mais, acho que vale a pena recomendar o filme, principalmente para aqueles que já estavam sentindo falta de um bom filme sobre vampiros. Tá certo, não é tão terror assim, mas vale a pena...



Nota: 9


Elenco: Chloe Grace Moretz, Kodi Smit-McPhee, Richard Jenkins, Cara Buono, Sasha Barrese, Elias Koteas.
Duração: 105 min.
Direção: Matt Reeves
Gênero: Drama

26 de jul. de 2010

É o Terror!


Olá, galera!
Participei de um podcast bem legal sobre filmes de terror, lá do blog Uarévaa!
Por falta de tempo muita coisa ficou de fora, mas todos os clássicos de filme de terror foram abordados e até aqueles filminhos mequetrefes das madrugadas de insônia.
Passem por lá e ouçam.
Tá bem divertido!

http://www.uarevaa.com/2010/07/podcast-uarevaa-5-terror.html

23 de jun. de 2010

Resenha: (HQ) INVASÃO DOS MORTOS


Invasão dos Mortos, o novo thriller de terror em quadrinhos que chegou às lojas brasileiras a pouco, lançado pela Gal Editora, apresenta o investigador freelance Antoine Sharpe, também conhecido como “o ateu”, e é sem dúvida um dos melhores lançamentos de quadrinhos desse ano!
O engraçado é que eu cheguei a folhar essa revista na FNAC sem muito interesse e lembro de ter achado os desenhos fracos, mas depois que um amigo me emprestou pra ler (é, tenho amigos que fazem isso porque sabem que eu tomo conta muito bem das revistas) é que eu percebi o quanto eu tava errado!

Sharpe é sensitivo, porém um descrente em tudo aquilo ligado ao espiritual. Contraditório? Nem tanto. Ele só precisa de provas de que aquilo existe, então à partir daí, ele começa a acreditar que existe!
Ele é membro de uma agência secreta do governo norte-americano e volta e meia se vê à frente de casos paranormais, investigando possíveis ameaças sobrenaturais, que logo após são rechaçadas como mais uma maluquice fácil de se explicar científicamente. Sharpe é o maior de todos os céticos, o que o faz um personagem muito interessante, já que é sempre jogado nessas missões. Ele  nunca tinha encontrado nada que o fizesse mudar de ideia, até aparecer uma legião de "supostos" zumbis de várias partes dos EUA, indo em direção a Winnipeg, no Canadá e ameaçando não só a cidadezinha, mas todo o planeta!
Sharpe ainda cético, e com a ajuda da agente canadense Melissa Nguyen e de um cientista gênio que mais parece um tumor ambulante, vai investigar e descobre que não se trata nem de alucinação em massa, sua primeira aposta, e muito menos se trata de zumbis.
Os mortos estavam voltando ao nosso mundo e invadindo corpos alheios, dando origem a uma onda de terror, banhada a muito sexo, bebedeiras e violência.
Posso falar isso numa boa, pois não é spoiler, porra!
Logo no início da saga você já percebe isso. E é exatamente o fato desses mortos não serem zumbis e sim incorporações dos mortos é que torna essa HQ mais legal a cada página!

Ela foi brilhantemente escrita por Phil Hester e desenhada nos primeiros capítulos por John McCrea, um desenhista que lembra em muito os traços de Frank Miller, por usar bastante contraste de sombras e luz, só que um Miller dez vezes melhorado. No capítulo final Will Volley destrói nos desenhos, com os mesmos elementos dos melhores desenhos em preto e branco para quadrinhos que você possa ver! Se ele fosse o artista principal, essa série cresceria muito no meu conceito e na nota.

Publicada originalmente nos Estados Unidos em quatro edições entre abril de 2005 e novembro de 2007, essa série ganhou uma versão encadernada em 2008.

Essa grande história de suspense e terror está sendo comparada a trabalhos de Alan Moore e Warren Ellis e não é pra menos já que Phil Hester já escreveu coisas como The Darkness, Vampirella e Raça das Trevas! Além de já ter desenhado o Monstro do Pântano.
Esse cara já foi indicado diversas vezes ao prêmio Eisner, e boto a maior fé de que ele dessa vez ganha se for indicado.
Recomendado, galera! Pode comprar sem erro.

Nota 9!

7 de nov. de 2009

Esse Concurso é um Terror!




É com o tema "Terror" que a Vilania Comics lança seu primeiro concurso para autores de HQ.
Quem enviar até 20 de novembro de 2009 uma história em quadrinhos inédita, de até três páginas, com esse mote, concorre a um pacote de livros e revistas autografadas e a uma publicação de destaque na página principal da Oi Quadrinhos de dezembro.
A Vilania selecionará cinco dos trabalhos enviados e os submeterá a um júri "assombroso" composto por artistas da área, jornalistas, editores e blogueiros como:
Thiago Borbolla, site Judão; 
Júlio Shimamoto, desenhista e autor de HQs, como o Gaucho;
Tiago Cordeiro, do blog Melhores do Mundo.Net.;
Marcelo Naranjo, editor do site Universo HQ.;
André Dahmer, cartunista e quadrinhista criador dos Malvados; 
Rodrigo Fonseca, jornalista de O Globo, ex-editor da Ediouro Quadrinhos e ex-crítico de HQ do Jornal do Brasil;
Lorde Lobo, jornalista e quadrinhista;
Dogg, do blog Black Zombie;
Alvaro Campos, editor do Vilania Comics e roteirista do Furo MTV e da webséries Os Buchas;
Carlos Felipe Figueiras, coordenador do Vilania Comics e colunista do blog Ambrosia;
Ulisses Mattos, editor da M…, ex-colunista do Cocadaboa e do Jornal do Brasil.

Então, galera, mãos à obra, e contem suas histórias sobre zumbis, assombrações ou seres mitológicos relacionados ao tema.

O prêmio oferecido ao primeiro colocado é ter sua hq publicada com destaque na primeira página da Oi Quadrinhos e leva ainda um pacote das seguintes publicações, autografadas pelos autores: Sombras, de Julio Shimamoto; A cabeça é a ilha, de André Dahmer; Penitente, edições 1 e 2, de Lorde Lobo e Necronauta #5, de Danilo Beyruth.

O segundo colocado ganha publicação na seção Arte Independente, em janeiro e pacote com 3 das hqs (Sombras, A cabeça é a ilha e Necronauta #5, também autografados). O terceiro colocado ganha Sombras e Necronauta #5 e a publicação na seção Arte Independente, em fevereiro.

Esse prêmio tem gerado calorosas discussões, opiniões acertadas e por vezes fortes e descabidas. Sempre tem aqueles que defendem que esse tipo de prêmio são "enganosos" e só servem pra ilustradores "pé-de-chinelo", além do fato da não valorização dos quadrinhos e do quadrinista no mercado.
Concordo que tem que haver prêmios em dinheiro pra alguns tipos de concursos, até porque as vezes, pode ficar parecendo que você está fazendo um trampo de graça, mas acredito que a Vilania vem fazendo um trampo legal nessa área de promoção de quadrinistas e ilustradores desconhecidos e esse pode ser um bom caminho para uma melhor visualização dos trampos dos desenhistas e roteiristas do Brasil.
Bom, mas até aí sabemos que ninguém faz nada de graça. Muito menos corporações que costumam ganhar milhões...
A OI chama atenção da galera através dessas promoções para a sua marca, e pode ganhar dinheiro com isso (isso se chama publicidade), da mesma forma que o quadrinista tá lá mostrando seu trampo e também pode ganhar dinheiro com isso, desde que ele encare esse tipo de concurso como marketing profissional. É lógico, que o melhor é encarar isso como uma via de duas mãos. Você me ajuda e eu te ajudo.
No mais, é legal participar dessas coisas e ter sua HQ sendo vinculada para muitas pessoas.

Eu não sei se vou participar, pois meu tempo está curto.
Mas se você já tem uma ideia na cabeça não custa participar.

Para saber sobre formato e modo de envio, visite a página do concurso e para se manter informado sobre o concurso e novidades, siga a @VilaniaComics no Twitter.

O anúncio do vencedor será na primeira semana de dezembro.

16 de jun. de 2007

Marvel desenterra o vampiro Morbius

notícia dada no site Universo HQ por Sérgio Codespoti (14/06/07)
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Depois de tirar da gaveta inúmeros personagens da década de 1970, incluindo Jake Russell, o Lobisomem e Simon Garth, o Zumbi, chegou a vez do vampiro Morbius.

Michael Morbius está de volta na terceira parte de Legion of Monsters, uma minissérie com os personagens de "terror" da "Casa das Idéias". Criado como um vilão em 1971, em Amazing Spider-Man #101, Morbius chegou a ter título próprio e foi presença freqüente na revista Vampire Tales.

Legion of Monsters: Morbius também apresenta uma história de Drácula e Lilith, sua filha.A história de Morbius tem texto de Brendan Cahill com arte de Michael Gaydos, e a de Drácula fica por conta de C.B. Cebulski, com desenhos de David Finch.


Morbius parece um amigo meu chamado Giba =)

A capa será de Greg Land e a edição estará à venda no final de junho.


Aqui tem um exemplo de Morbius desenhado por mim...

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