Brincadeira hein, Laerte?!
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17 de fev. de 2012
30 de set. de 2010
Sai a lista de vencedores do 22° HQMix
Foi finalmente divulgada a votação do 22° Troféu HQMIX, que acontece nesse dia 6 de Outubro em Sampa!
Os melhores do quadrinhos e humor gráfico de 2009 serão premiados com o trófeu, que esse ano homenageia um dos grandes personagens de quadrinhos, o Astronauta, esculpido pelo artista plástico Olintho Tahara.
Os grandes homenageados da noite serão, para o troféu de Grande Mestre, o cartunista Laerte, importante figura na história do humor gráfico no Brasil e grande inspirador de toda uma nova geração de desenhistas; Maria Ivete Araújo, mais conhecida como Zetti, pelos seus 30 anos na organização do Salão Internacional de Humor de Piracicaba e o Estúdio Art & Comics, que gerou um novo mercado para o artista nacional agenciando-os para trabalharem nas editoras americanas, fazendo com que se destacassem, sendo mundialmente conhecidos e premiados.
Como Grande Contribuição ao quadrinho nacional, o programa da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, o PROAC, que anualmente escolhe obras de quadrinhos para serem produzidas e editadas com verba destinada.
Isso só mostra como os trabalhos feitos por quadrinistas independentes estão tomando cada vez mais corpo, mostrando o quanto há de material de boa qualidade vindo daqueles que não encontram espaço nas editoras para editá-los!
A lista dos vencedores você confere aqui.
Eu vou estar por lá vendendo algumas revistinhas de tiras do Submundo Mamão! Espero por vocês lá!
Onde e quando:
06 de outubro de 2010, às 20h
SESC Pompeia
Rua Clélia, 93 - tel: 3871 7700
Apresentação de Serginho Groisman
Show da banda do programa Altas Horas
SESC Pompeia
Rua Clélia, 93 - tel: 3871 7700
Apresentação de Serginho Groisman
Show da banda do programa Altas Horas
Participação especial:Comédia Canibal com Rogério Vilela e Rudy Landucci
Grátis. Retirada de ingressos no dia do evento na bilheteria do Sesc Pompeia
17 de ago. de 2010
Tiras: Laerte
Em época de conscientização ambiental e todas essas paradas de aquecimento global, achei que essa tira do Laerte ficou fodaça! Ideia ótima mesmo!
15 de abr. de 2010
Folha abre concurso de ilustração.
Atenção amadores e profissionais dos rabiscos, em geral: está aberta a temporada de caça aos talentos do desenho brasileiro, com o lançamento do 4º Concurso de Ilustração da Folha.
O vencedor ganhará um contrato de três meses de colaboração com o jornal. Também serão premiados três concorrentes em cada categoria do concurso, que recebe inscrições até 30/4.
"A originalidade das ideias e do traço será um quesito importante na seleção, porque isso ajuda o trabalho a se sobressair", diz Fábio Marra, editor de arte da Folha.
Ele será um dos jurados da primeira etapa, ao lado de Marco Aurélio Canônico, editor do Folhateen, e de André Barcinski, crítico da Folha.
A peneira final será feita pelo editor-executivo, Sérgio Dávila, além de Angeli e de Laerte.
Tradição
O 1º Concurso de Ilustração da Folha rolou em 1985, quando já mostrou sua vocação para revelar talentos. Fernando Gonsales, da tira Níquel Náusea, foi um dos vencedores e até hoje publica no jornal.
Em 1999, foi a vez de Jean aparecer com o humor crítico que exibe até hoje nas charges da página de editoriais. Já em 2006, apareceram vários ilustradores do atual quadro de colaboradores do jornal, como Adams Carvalho, da coluna de Gilberto Dimenstein.
E agora, será que chegou a sua (minha) vez?
Editoria de Arte/Folha Imagem |
12 de mar. de 2010
Morre o Cartunista Glauco!
Uma notícia triste para os cartunistas e fãs de tiras em quadrinhos de todo Brasil, Glauco Villas Boas, o criador de Geraldão, foi assassinado nesta sexta-feira, após uma suposta tentativa de assalto.
O paranaense de Jandaia do Sul, foi um dos artistas que influenciou vários cartunistas, chargistas e ilustradores em todo o país. Sua carreira começou efetivamente em 1976, após receber seu primeiro prêmio no Salão do Humor de Piracicaba e também na 2ª Bienal de Humorismo y Gráfica de Cuba.
Começou a contribuir esporadicamente com o jornal Folha de S. Paulo, em 1977, onde consagrou personagens como Geraldão, Geraldinho, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Casal Neuras e Doy Jorge. Mas foi só à partir de 1984, que ele e uma nova geração de cartunistas brasileiros, como Angeli e Laerte, começaram a ter seu espaço reservado e garantido nesse mesmo jornal.
Em 91, participou, ao lado desses mesmos cartunistas da criação de Los 3 amigos, um dos melhores trabalhos do trio na minha opinião, onde eles tiravam um barato com o universo dos filmes de faroeste e seus maltratados coadjuvantes, os mexicanos.
Foi através desse trabalho que comecei a acompanhar um pouco mais a carreira desses três cartunistas. E foi um incentivo para que eu começasse a produzir minhas próprias histórias, muitas vezes copiadas das páginas das revistas que continham esse trabalho tão engraçado e especial!
Glauco ainda trampou de redator na Globo, nos programas TV Pirata e TV Colosso. Era músico e também curtia tocar em bandas de rock.
O cartunista morava em Osasco, na grande São Paulo, e tinha um filho de 25 anos, que também foi assassinado.
As últimas informações que chegam é que o assassino era conhecido da família e frequentava os cultos da igreja Céu de Maria, ligada ao Santo Daime, igreja essa que era mantida por Glauco.
O que resta, é desejar muita força à família e que Glauco descanse em paz!
Agora é a sua vez de subverter o marasmo lá no céu, rapá!
8 de mar. de 2010
Ler deveria ser proibido!
Uma tira que merece registro.
Depois de ver essa brilhante tira do Laerte, não pude deixar de postar um video que assisti na aula de Ética e Legislação do meu curso de Design Gráfico. O título é o mesmo do post. E abaixo o texto na íntegra.
Saca só!
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc.
Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea.
Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias.
Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do outro.
Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
Por Guiomar de GrammonIn: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp. 71-3.
9 de ago. de 2009
A Diferença
26 de mai. de 2009
Overman
Heróis nacionais - parte 7
Overman, na minha opinião, é um dos melhores personagens de história em quadrinhos brasileiros.
Criado pelo cartunista paulistano Laerte, ele é a síntese do que um super-herói brasileiro é (ou deveria ser). Folgado, faz corpo-mole, é sempre feito de trouxa, é simplório e inocente e as vezes até medroso. Definido como uma sátira ao arquétipo super-heróico americano, como o Superman e todos os outros super-heróis da DC Comics e/ou Marvel Comics.
Muitos reclamam dos super-heróis brasileiros "metidos" a engraçadinhos. Mas são os que mais dão certo por aqui.
A fórmula é americana e transportar essa fórmula pro Brasil é bem difícil.
Os anti-quadrinhos nacionais estão aí por isso. Muitos erros nessa "linha editorial" (super-heróis) faz com que a maioria dos títulos nacionais caiam em discrédito, justamente por conta disso...
Mas isso é assunto para outro post.
Além do poder de voar, Overman tem força física extraordinária. Ao contrário de Superman, ele nunca tira seu uniforme, pois ele não possui uma identidade secreta. E assim como o herói "americano", Overman também é orientado moralmente pela mesma fórmula bipolar, ou seja, compreende o mundo através da ótica do “bem-ou-mal”.
É daí que advém a maior parte da comicidade dele. Sua noção moral simplista torna-o inepto à sociedade brasileira, onde freqüentemente as noções de ordem e moral precisam ser “cordialmente” burladas em favor da simples sobrevivência do indivíduo. O "jeitinho" brasileiro.
E ele, travestido de super-herói, privado de uma identidade secreta, é incapaz de entender isso.
Tal como todo super-herói, Overman possui também um ajudante. Seu "side-kick" atende pelo nome de Ésquilo, com quem divide uma vaga em uma pensão decadente, localizada ao lado de um estacionamento. Overman recebe pedidos de socorro através de um telefone público e de um mural de recados. Ainda que combata supervilões, Overman passa a maior parte de suas “aventuras” lidando com problemas cotidianos.
O contraste entre a função principal do personagem – a de herói, divulgador de bom exemplo, fazedor de proezas – e as pressões da vida cotidiana brasileira – contas a pagar, desemprego, inflação, etc. – dão argumento à maior parte das piadas.
Leia mais em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Overman
Agradecimentos ao FARRA (clique na capa).
Overman, na minha opinião, é um dos melhores personagens de história em quadrinhos brasileiros.Criado pelo cartunista paulistano Laerte, ele é a síntese do que um super-herói brasileiro é (ou deveria ser). Folgado, faz corpo-mole, é sempre feito de trouxa, é simplório e inocente e as vezes até medroso. Definido como uma sátira ao arquétipo super-heróico americano, como o Superman e todos os outros super-heróis da DC Comics e/ou Marvel Comics.
Muitos reclamam dos super-heróis brasileiros "metidos" a engraçadinhos. Mas são os que mais dão certo por aqui.
A fórmula é americana e transportar essa fórmula pro Brasil é bem difícil.
Os anti-quadrinhos nacionais estão aí por isso. Muitos erros nessa "linha editorial" (super-heróis) faz com que a maioria dos títulos nacionais caiam em discrédito, justamente por conta disso...
Mas isso é assunto para outro post.
Além do poder de voar, Overman tem força física extraordinária. Ao contrário de Superman, ele nunca tira seu uniforme, pois ele não possui uma identidade secreta. E assim como o herói "americano", Overman também é orientado moralmente pela mesma fórmula bipolar, ou seja, compreende o mundo através da ótica do “bem-ou-mal”.
É daí que advém a maior parte da comicidade dele. Sua noção moral simplista torna-o inepto à sociedade brasileira, onde freqüentemente as noções de ordem e moral precisam ser “cordialmente” burladas em favor da simples sobrevivência do indivíduo. O "jeitinho" brasileiro.
E ele, travestido de super-herói, privado de uma identidade secreta, é incapaz de entender isso.
Tal como todo super-herói, Overman possui também um ajudante. Seu "side-kick" atende pelo nome de Ésquilo, com quem divide uma vaga em uma pensão decadente, localizada ao lado de um estacionamento. Overman recebe pedidos de socorro através de um telefone público e de um mural de recados. Ainda que combata supervilões, Overman passa a maior parte de suas “aventuras” lidando com problemas cotidianos.
O contraste entre a função principal do personagem – a de herói, divulgador de bom exemplo, fazedor de proezas – e as pressões da vida cotidiana brasileira – contas a pagar, desemprego, inflação, etc. – dão argumento à maior parte das piadas.
Leia mais em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Overman
Agradecimentos ao FARRA (clique na capa).
12 de ago. de 2008
HQMix (22/07/2008)
Eu prometi postar algo do HQmix faz um tempo e até agora nada, né?!
Queria agradecê-lo também por ter mencionado a mim, além dos desenhistas que já trabalharam ou trabalham com ele, em seu discurso de recebimento do prêmio.
Outra parte legal, além de ter conseguido entrar no Sesc aquele dia (é, foi barra chegar até lá e entrar no teatro também, história que deixo para contar qualquer dia desses), foi ter conseguido entregar pro Serginho Groismann a caricatura que fiz dele. Acho que o cara curtiu... porque ele soltou um empolgado:
"Ooooh, valeu garoto!"
Hahahaha.
É isso. Espero voltar o ano que vem então!
Cara, a vida tá corrida!
Como já faz um tempão que rolou a entrega e isso já é notícia velha não vou me prolongar muito não.
Cheguei bem na hora que tava passando o curta de animação da Rê Bordosa, do Angeli. Ficou muito bom!
O ambiente tava bem legal, a galera que tava lá também, a banda (Jumbo Elektro) é bem louca e a apresentação do Serginho Groismann, sempre muito responsa!
Outra coisa foi ter visto, pela primeira vez, a minha história que foi publicada lá na revista Subversos!
O pessoal tava lá distribuindo as revistas, mas só consegui ver por que um camarada lá me emprestou. Inusitado.
Bom ter visto as figuraças desse meio, como Maurício de Souza, e encontrado a galera que faz quadrinhos no Brasil, mesmo que de longe.
Enfim, queria registrar que a festa foi muito boa!
Pro meu azar, eu sofro um pouco com minha timidez excessiva, além do meu pavor a situações novas e aglomeração de pessoas, mas sobrevivi. =D
Isso me faz lembrar de um dos meus "ídolos", o Fernando Gonzales, o criador do Niquel Náusea que estava lá e aposto uma caneta nanquim nova que ele é exatamente igual. Aliás, nós bichos desenhistas (ou quadrinistas como preferir), em sua grande maioria, somos assim mesmo.
Fiquei embassando, tirando umas fotos do evento (sairam todas uma grande porcaria) e imaginando:
- "Puxa, no final eu vou trocar uma idéia com esse pessoal aí. Muito legal!".
Mas que nada! E dessa vez a culpa realmente não foi da timidez, acontece que o evento terminou tarde (meia-noite) e todo mundo estava cansado e inevitavelmente se formou as rodinhas das pessoas que já se conheciam pra se despedir, trocar idéias rápidas, etc e eu acabei me sentindo um pouco de fora disso tudo.
Mas mesmo assim curti.
Seria mais proveitosos com certeza se tivesse trocado umas idéias com o Gonzales, com o Spacca (que é um cara muito gente fina), com o maluco do Dahmer e com o Laerte. O Estevão, que recentemente está fazendo uma parceria comigo nos Veteranos, também estava por lá mas acabou saindo mais cedo.
No mais, tive a oportunidade de finalmente conhecer o Cadu Simões pessoalmente, depois de mais de 40 tiras do Homem Grilo que a gente fez junto! O cara tava nervoso e não era pra menos, tinha acabado de ganhar o prêmio de roteirista revelação!
Como já faz um tempão que rolou a entrega e isso já é notícia velha não vou me prolongar muito não.
Cheguei bem na hora que tava passando o curta de animação da Rê Bordosa, do Angeli. Ficou muito bom!
O ambiente tava bem legal, a galera que tava lá também, a banda (Jumbo Elektro) é bem louca e a apresentação do Serginho Groismann, sempre muito responsa!
Outra coisa foi ter visto, pela primeira vez, a minha história que foi publicada lá na revista Subversos!O pessoal tava lá distribuindo as revistas, mas só consegui ver por que um camarada lá me emprestou. Inusitado.
Bom ter visto as figuraças desse meio, como Maurício de Souza, e encontrado a galera que faz quadrinhos no Brasil, mesmo que de longe.
Enfim, queria registrar que a festa foi muito boa!Pro meu azar, eu sofro um pouco com minha timidez excessiva, além do meu pavor a situações novas e aglomeração de pessoas, mas sobrevivi. =D
Isso me faz lembrar de um dos meus "ídolos", o Fernando Gonzales, o criador do Niquel Náusea que estava lá e aposto uma caneta nanquim nova que ele é exatamente igual. Aliás, nós bichos desenhistas (ou quadrinistas como preferir), em sua grande maioria, somos assim mesmo.
Fiquei embassando, tirando umas fotos do evento (sairam todas uma grande porcaria) e imaginando:
- "Puxa, no final eu vou trocar uma idéia com esse pessoal aí. Muito legal!".
Mas que nada! E dessa vez a culpa realmente não foi da timidez, acontece que o evento terminou tarde (meia-noite) e todo mundo estava cansado e inevitavelmente se formou as rodinhas das pessoas que já se conheciam pra se despedir, trocar idéias rápidas, etc e eu acabei me sentindo um pouco de fora disso tudo.
Mas mesmo assim curti.
Seria mais proveitosos com certeza se tivesse trocado umas idéias com o Gonzales, com o Spacca (que é um cara muito gente fina), com o maluco do Dahmer e com o Laerte. O Estevão, que recentemente está fazendo uma parceria comigo nos Veteranos, também estava por lá mas acabou saindo mais cedo.
No mais, tive a oportunidade de finalmente conhecer o Cadu Simões pessoalmente, depois de mais de 40 tiras do Homem Grilo que a gente fez junto! O cara tava nervoso e não era pra menos, tinha acabado de ganhar o prêmio de roteirista revelação!
Queria agradecê-lo também por ter mencionado a mim, além dos desenhistas que já trabalharam ou trabalham com ele, em seu discurso de recebimento do prêmio.
Outra parte legal, além de ter conseguido entrar no Sesc aquele dia (é, foi barra chegar até lá e entrar no teatro também, história que deixo para contar qualquer dia desses), foi ter conseguido entregar pro Serginho Groismann a caricatura que fiz dele. Acho que o cara curtiu... porque ele soltou um empolgado:
"Ooooh, valeu garoto!"
Hahahaha.
É isso. Espero voltar o ano que vem então!26 de jun. de 2008
Overman
Com certeza um dos melhores heróis (se não o primeiro!) do Brasil!
Pena que o Laerte anda fazendo umas tiras muito nonsense... podia voltar a fazer mais tiras do Overman!
PS. : Cara, nada dá certo no Brasil em questão de animação... cancelaram essas paradas lá no Cartoon Network! Até o Adult Swin, bailou! A gurizada com DDA de hoje só quer saber de porradaria japonesa! Que merda!
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