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23 de abr. de 2010

O que aconteceria se... editoras decidissem apostar num mercado de quadrinhos sólido no Brasil?


Não se trata de mais um "What If..?" da Marvel, não.
O roteirista Vagner Francisco levantou algumas questões de como seria se houvesse investimentos na área de quadrinhos no Brasil e postou lá em seu blog, o PLANO B.
Não costumo fazer isso, mas o texto é muito bom e merece ser repartido com todos os quadrinistas que às vezes aportam por aqui. 
Leiam e se encaminhem diretamente ao blog dele para deixar suas considerações, ou então deixem suas impressões por aqui mesmo que depois eu passo o recado!


Vamos ao texto:

"Você alguma vez parou para pensar no que aconteceria se alguma editora decidisse apostar num mercado de quadrinhos sólido no Brasil?
Afinal de contas, mão de obra especializada nós temos. Só faltam investimentos.
Em meados de 2001, a Editora Escala lançou o selo Graphic Talents, ao qual premiava os artistas escolhidos [após envio de material - cinco páginas de quadrinhos, coloridas, juntamente com proposta de capa e sinopse] com uma edição do selo.
Caso a edição vendesse bem, a possibilidade do oneshot se tornar revista mensal era grande.

De fato, o personagem escolhido para a estreia, Mico Legal, conseguiu esse feito. Após boas vendas do oneshot, Mico teve sobrevida por, infelizmente, apenas três edições. Mas foi um bom consolo.

Clique aqui e leia uma divulgação do lançamento do selo. Aqui, você verá a maioria das capas das edições do Graphic Talents. E aqui, o anúncio da suspensão da série.

Porém...

E se algo do gênero, mas com maior divlgação [uma das críticas a respeito do Graphic Talents era essa], maior poder de investimento e uma expecativa de sucesso a médio [ou longo] prazo, acontecesse agora?
E não apenas oneshots, mas minisséries, grahic novels, álbuns, e séries mensais.
As bancas, livrarias e comic stores começariam a receber uma considerável carga de revistas brasileiras todas as semanas.


Qual seria a sua opinião?

E você que cria e/ou sonha produzir HQs de forma profissional, se entusiasmaria ou nada disso mudaria suas expectativas?
Sendo mais incisivo, você trocaria o emprego que tem hoje para trabalhar com histórias em quadrinhos no Brasil?
Afinal de contas, hoje nós trabalhamos ou etudamos [ou ambos], nos atualizamos, fazemos cursos técnicos ou especializados, cuidamos da família, e ainda precisamos ter fôlego [e temos!] para bolar histórias que façam nosso público nos ler.


Mas uma "linha-de-produção" em quadrinhos, aqui, no Brasil, mudaria praticamente tudo.
Poderíamos trabalhar com o que gostamos de fazer e nos restaria tempo para todas as outras prioridades.
Mas a pergunta que eu insisto em fazer, é: você tem interesse nisso?
É como aquela piada em que um amigo pergunta ao outro: "você faria sexo por dinheiro?" e o segundo responde: "ora, se eu trabalho por dinheiro, acha que não faria sexo?"
Trocando o sexo pelos quadrinhos [na piada, entenda bem, na piada!] você toparia ou preferia se manter do jeito que está?
Às vezes essa dúvida me bate pelo seguinte: quando fazemos quadrinhos da forma que estamos fazendo - e aqui eu retiro todos aqueles que trabalham profissionalmente com isso - tudo é meio fácil. Porque a gente faz conforme dá, quando temos tempo e quando uma boa ideia aparece.
Mas e se precisarmos transformar tudo isso em rotina? Será que o artista brasileiro aguentaria o baque?
Sabe, todo santo mês entregar roteiros ou páginas e mais páginas, num ritmo frenético de produção porque os prazos são apertados e os leitores não podem esperar?

Era isso que eu gostaria de saber.

Aguardo suas considerações, ok?"
E então? O que você acha?
Eu só tenho uma coisa pra falar, parafraseando o título de um filme: "Pagando bem, que mal tem?"

16 de set. de 2009

Mestre dos Animais


Quando li Revolução, em Val #2 fiquei espantado e pensei na hora: "Faz tempo que não leio algo assim tão interessante em quadrinhos!", e logo em seguida me toquei de outra coisa mais importante... essa HQ é nacional!

Não é segredo pra ninguém que sou fã do Val. E não tô falando isso pra puxar o saco do Vagner, não. Não preciso disso e ele sabe muito bem que o carinho pelo personagem é especial. A prova disso são as horas que passo na prancheta e no computador desenhando ou pensando em histórias para o personagem. A vantagem que tenho, na minha opinião, é que sou um fã que tem a oportunidade de trabalhar com o personagem! É por isso que vivo dando "pitaco"! =)

Mas voltando à Revolução... Quando a gente lê uma história tão boa como essa, pensa logo em reproduzí-la pra todo mundo! Fiquei muito contente quando ela foi mostrada no site do 4Mundo!
Deu pra perceber que a galera curtiu bastante. O Cadu foi muito feliz na escolha dela.
A HQ conta como Val vai parar no Limbo, uma espécie de lugar onde os personagens vão parar quando ninguém mais se lembra deles. E também mostra como ele faz para sair de lá.

É óbvio que uma história dessas acabe gerando frutos...

Apesar de já ter ouvido algumas pessoas falarem que ficaram com pé atrás quando souberam que haveria uma continuação de Revolução, acredito que essa continuação não irá decepcionar os leitores de Val. Até porque o que estão esperando talvez não seja aquilo que verão.
Não posso falar com propriedade sobre o assunto, pois só o Vagner Francisco é que vai definir o que será feito e provavelmente nem ele saiba 100% do que isso vai virar.
O fato é que já se tem um argumento, um plot para a saga, e já sabemos que o Val não irá participar dela. Isso pode, mais tarde, virar outras histórias, quem sabe?

Foi anunciado no blog do autor que em breve, será disponibilizado um bônus em Val # 2, para download. Uma nova história que ligará os eventos de Revolução com essa nova saga.

Uma história que será focada no Mestre dos Animais que é um dos importantes coadjuvantes de Revolução.

Quando fiquei sabendo que a intenção do Vagner era transformar o personagem, tornando-o mais interessante e próximo da nossa cultura, logo peguei no lápis e comecei a esboçar vários "Mestres", até que ficasse assim desse jeito que estou apresentando logo abaixo.

Achei que seria legal transformá-lo em algo próximo a um pan, ou um fauno. Isso possibilita inserir a ideia de que agora, além da força e agilidade, ele possua poderes que estão além da compreensão humana, como se comunicar com várias espécies de animais através de encantamento. Não sei se isso será usado nas histórias, mas como disse antes, é apenas uma ideia que pode ou não ser usada.

Espero que vocês gostem.

Para conhecer um pouco mais do Mestre dos Animais, clique aqui.

A seguir, explico a saga "O Caçado" e ainda essa semana, começaremos a descobrir o que é o Se7e e o que ele tem a ver com isso tudo!

13 de ago. de 2009

O Sete está em todo lugar...


7 são os dias da semana, 7 são os pecados capitais e são 7 as maravilhas do mundo.
7 são os chakras principais, segundo os hindus e 7 é o número do destino segundo os esotéricos.

Na cultura judaica o 7 é o número que domina o ciclo de cada ano: Cada sétimo dia marca o Sabbath; o sétimo mês é sagrado; o sétimo ano é um ano sabático.

7 é um número sagrado pra alguns, o 7 é cabalístico pra outros!
7 é a unidade universal na interpretação grega dos números.

Os metafísicos dizem que há 7 níveis de consciência.
Podemos mencionar que são 7 as pragas do Egito, a serpente conhecida como Hidra tinha 7 cabeças e que Dante descreveu os 7 círculos do inferno.

7 foram os dias que Deus levou para criar o mundo...
7 são os mares do planeta, 7 são as cores do arco íris, 7 são as notas musicais e 7 vidas têm o gato.
O número 7 das botas "sete léguas" e Branca de Neve que era acompanhada por 7 anões...

O 7 que é um número mágico... Mas o que é que tem de mágico nele?!
Porque o 7 está em todo lugar.

12 de ago. de 2009

O Sete vai dar as caras!

Muito tempo guardado, o uniforme que traz o número mágico estampado no peito, empoeira...
Muito tempo esquecido. Não vale a pena mantê-lo assim.
Alguém tinha que envocar ele novamente.

E no final... não é nada daquilo que você possa estar pensando.

12 de jul. de 2009

Mocho

arte-final

Taí mais um desenho pronto depois do rascunho postado!
Fiz duas finalizações nesse desenho. Num deles, não curti muito o fundo para postar aqui. Mas você pode conferir o desenho lá no DeviantArt!
E de lambuja uma pequena ficha de descrição do personagem!


Mocho

nomes conhecidos: Mocho, Homem Coruja
nome verdadeiro: desconhecido
lugar de nascimento: desconhecido, provavelmente São Paulo/SP.

Filiação: desconhecida.

Altura: 1,87m.

Olhos: Verdes.

Cabelos: Castanhos.

Profissão: vigilante noturno (sério!!).

Curiosidade: Acham que Mocho não passa de uma lenda urbana. E quando alguém finalmente o conhece, acha que é apenas um cosplay de algum "Homem-Coruja".

Atributos

Destreza: Excelente (7)

Força: Média (8)

Resistência: média (6)

Intelecto: Ótimo (9)

Intuição: acima da média (7)

Presença: Ótima (8)

Vontade: Ótima (9)

Magia: péssima (0)

Dons Natos: observador, capacidade razoável em informática, concentração, paciência, rapidez no "bote".

Dons Inatos: visão noturna e de longo alcance graças a óculos especiais, vôo e planagem graças a equipamento na capa e instrumentos para investigação e ação nas manoplas e cinto.

Características

Positivas: Altruísmo, reflexo, inteligência, força, paciência.

Negativa: Nervoso e às vezes autoritário.

Habilidades:

Acrobacia: acima da média (destreza + 2)

Furtividade: experiente (destreza + 9)

Percepção: alta (intuição + 5)

Luta desarmada: alta (destreza + 4)

Armas brancas: experiente (destreza + 7)

Computação avançada: pouco habilitado

Intimidação: forte

Dirigir: normal

Voar: experiente

Disfarce: experiente

Sedução: média

Equipamento:

Pack-Jet e Botas para vôo;

Capa para planagem;

Cinto e Manoplas com utilitários para luta;

Óculos especiais preparados para visão noturna, longo alcance e coordenadas de vôo.

Reblog this post [with Zemanta]

8 de jul. de 2009

O Escalador

Taí o desenho finalizado! O Escalador pronto pro ataque!
Ou para correr, vai saber...


Aqui vai também uma ficha do personagem:
Escalador
nomes conhecidos: Escalador, Jecko, The Climber
nome verdadeiro: João S. Prado, os parentes e amigos mais próximos o chamam de Joe.
lugar de nascimento: São Paulo/SP
Filiação: Pai brasileiro (um pesquisador biólogo e ufólogo) e mãe australiana (arqueóloga).
Altura: 1,75m.
Olhos: Verdes.
Cabelos: Castanhos.
Profissão: além de fazer vários "bicos" como por exemplo, balconista de comic shop, nas horas vagas é fotógrafo de uma revista de esportes radicias.
Curiosidade: já existiu um outro herói chamado Escalador e os dois provavelmente se encontrarão.
Atributos
Destreza: Excelente (8)
Força: Média (7)
Resistência: Acima da média (8)
Intelecto: Ótimo (6)
Intuição: médio (5)
Presença: bom (6)
Vontade: Ótima (9)
Magia: péssima (0)

Dons Natos: observador, capacidade em informática e concentração, resistência em exercícios.
Dons Inatos: algumas manobras e escladas em paredes são possíveis graças a equipamento especial.

Características
Positivas: simpatia, gentileza, reflexo, inteligência, concentração, garra.
Negativa: Meio desastrado e irrequieto.

Habilidades:
Acrobacia: experiente (destreza + 6)
Furtividade: experiente (destreza + 3)
Percepção: média (intuição + 1)
Luta desarmada: média (destreza + 2)
Armas brancas: experiente (destreza + 5)
Computação avançada: habilitado
Intimidação: fraca
Dirigir: fraca
Voar: inexistente
Disfarce: experiente
Sedução: média

Equipamento:
Sapatilhas especiais de aderência;
Luvas com garras ninja p/ aderência;
Cordas especiais de alta resistência e bastões de luta.

26 de mai. de 2009

Overman

Heróis nacionais - parte 7

Overman, na minha opinião, é um dos melhores personagens de história em quadrinhos brasileiros.
Criado pelo cartunista paulistano Laerte, ele é a síntese do que um super-herói brasileiro é (ou deveria ser). Folgado, faz corpo-mole, é sempre feito de trouxa, é simplório e inocente e as vezes até medroso. Definido como uma sátira ao arquétipo super-heróico americano, como o Superman e todos os outros super-heróis da DC Comics e/ou Marvel Comics.
Muitos reclamam dos super-heróis brasileiros "metidos" a engraçadinhos. Mas são os que mais dão certo por aqui.
A fórmula é americana e transportar essa fórmula pro Brasil é bem difícil.
Os anti-quadrinhos nacionais estão aí por isso. Muitos erros nessa "linha editorial" (super-heróis) faz com que a maioria dos títulos nacionais caiam em discrédito, justamente por conta disso...
Mas isso é assunto para outro post.

Além do poder de voar, Overman tem força física extraordinária. Ao contrário de Superman, ele nunca tira seu uniforme, pois ele não possui uma identidade secreta. E assim como o herói "americano", Overman também é orientado moralmente pela mesma fórmula bipolar, ou seja, compreende o mundo através da ótica do “bem-ou-mal”.
É daí que advém a maior parte da comicidade dele. Sua noção moral simplista torna-o inepto à sociedade brasileira, onde freqüentemente as noções de ordem e moral precisam ser “cordialmente” burladas em favor da simples sobrevivência do indivíduo. O "jeitinho" brasileiro.
E ele, travestido de super-herói, privado de uma identidade secreta, é incapaz de entender isso.

Tal como todo super-herói, Overman possui também um ajudante. Seu "side-kick" atende pelo nome de Ésquilo, com quem divide uma vaga em uma pensão decadente, localizada ao lado de um estacionamento. Overman recebe pedidos de socorro através de um telefone público e de um mural de recados. Ainda que combata supervilões, Overman passa a maior parte de suas “aventuras” lidando com problemas cotidianos.

O contraste entre a função principal do personagem – a de herói, divulgador de bom exemplo, fazedor de proezas – e as pressões da vida cotidiana brasileira – contas a pagar, desemprego, inflação, etc. – dão argumento à maior parte das piadas.

Leia mais em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Overman

Agradecimentos ao FARRA (clique na capa).

19 de mai. de 2009

Lançamento: Pastor da Noite #1

Dia 23 de Maio acontece o lançamento da HQ "Pastor da Noite #1"
A revista conta com 3 histórias: Ás da Questão, Assuntos Pendentes e Onde as Cruzes Caem (onde temos uma participação da heroína Penitência, do Marcos Franco).
Todas tem roteiro de Haeckel Almeida e desenhos de Rodrigo Vinicius e Paulo Campos, a capa foi ilustrada por Valmar.
A edição da revista é do Gon, e ela terá 24 páginas em preto de branco, capa e contra capa colorida e formato americano.
Solicite a sua pelo email: nucleohq@gmail.com

E não deixe de ver a nova cara do site do NHQ.

clique aqui para conhecer o personagem.

26 de set. de 2008

Veteranos da Paz: Heróis (atualizado 27/09)

Idoso Cósmico: (81 anos) É o líder do grupo. Muito corajoso, protetor e perspicaz, esse velhinho prateado gosta de filosofar. Por isso lembra tanto o Surfista Prateado. Ex-boxeador, ganhou seus poderes muito tarde. Seus poderes cósmicos são acionados na maioria das vezes por pigarros.

Vovó Vitaminada: (69 anos com corpinho de 65) é a velhinha enxuta e descolada do grupo (mas só de uniforme). Além de planejar, junto ao Ancião, toda a ação tática, funciona também como a conselheira do grupo. Ela voa e tem uma força um pouco acima de uma pessoa saudável, o que já é bom pra idade dela.


Tricô Negro: (78 anos) Uma ninja com agulhas de tricô e que usa bolinhos de chuva como bombas de fumaça! Consegue fazer redes e bordados inteiros em segundos! É silenciosa e corajosa como uma ninja!


Oitentão Turbinado: (80 anos) Esse mau-humorado e veloz velhinho, antes um campeão das pistas de corrida, usa sua cadeira de rodas cheia de aparatos para combater o crime... mas não pense que lhe falta cálcio nos ossos, que ele é paraplégico ou apresenta qualquer outro problema não, ele apenas tem preguiça de andar mesmo!!!


Vovô-Chiclé (antigo Homem-Chiclé): (70 anos) Se candidatou a um projeto super-secreto do governo, no qual consistia em testar o soro do super-fazedor-de-bolas-de-chiclé e algo saiu terrivelmente errado. Além da cor e do cheiro de chiclé de tutti-frutti, esse vovô também consegue esticar, inflar e grudar como um chiclete!!! Agora ele foge das crianças que tentam comê-lo!

Sombra Sombria - (55 anos) Ele é uma espécie de amálgama do Demolidor com Batman! Esse senhor de meia idade é o mais novo membro dos Veteranos e o mais cego!!!

Sim, ele é ceguinho de tudo!

Apesar de que essa deficiência não impede em nada dele ser um perspicaz detetive. Tá certo que muito se deve ao seu fiel cão, Capa Preta, que vive tirando esse herói de enrrascada!

Ele se utiliza de uma engenhosa cortina de fumaça para que os vilões se igualem a ele nas lutas.

O ancião: (provavelmente mais de 100 anos) Apenas um cérebro mantido dentro de um pote de picles ligado a um computador, nos porões do asilo. Ele está conectado à internet e passa às missões aos Veteranos.

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