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5 de dez. de 2005

Tenho que acreditar que não seja verdade!!!

A empresa Shell abriu seus arquivos e veio a conhecer o conteúdo de uma carta enviada por um consumidor, nos anos 80, ao seu Serviço de Atendimento ao Consumidor. Ela está transcrita na sua forma original, inclusive com os erros gramaticais.

Conheça a carta:

"Olá!Tenho um Corcel II 1986 a álcoo e sou criente dos posto Shell. Não abasteço em nenhum otro posto há mais de 5 ano. Tô escrevendo porque tô com uma dúvida na qual acho que vocês são os mais indicado a me ajuda.
A questã é que tô progamando uma viage para domingo dia 27/10. Nesse dia será realizado o 2º turno das eleição e mais uma vez vai tê a proibição de venda de álco da meia noite até a meia noite de domingo. A chamada lei seca.Mas o trajeto que pretendo percorre no domingo é muito maior do que cabe de alco no tanque do meu carro, logo, já que não vai tê venda de álcoo, vô tê que carrega em alguma vasilha o resto que segundo meus cálculo, é um tanque e meio, quase 100 litro. Gostaria de sabe qual a vasilha mais segura pra transporta o alco ou se tem alguma outra solução pro meu pobrema. Pensei em talvez abastece com gasolina, já que a proibição de venda é só de álco, pelo que eu ouvi.
Caso a solução seja mesmo a de transporta o combustíve a sê usado, gostaria de sabe se algum posto de vocês na região da Grande ABC poderia fazê um desconto, já que eu estaria comprando mais de 150 litro de álco no sábado.
Conto com a ajuda de vocês.

Assinado:Luis Inacio da Silva
Torneiro MecânicoSão Bernardo do Campo/ SP"

Resposta da SHELL:"Prezado Sr. Luis
Em retorno à sua carta, gostaríamos de esclarecer que a lei a que o senhor se refere, proíbe apenas a venda de bebidas alcoólicas nos dias de eleições e não a de combustíveis automotores.

Shell Brasil S.A. Petróleo"

26 de out. de 2005

Frase do dia


"Mal por mal, prefiro o de Alzheimer ao de Parkinson.
É melhor esquecer de pagar a cerveja do que
derrubar tudo no chão".

Zeca Pagodinho

CASO VERDADE

Aviso: a história abaixo é verídica.

No entanto, por questões de segurança, os envolvidos pediram que suas identidades não fossem reveladas.
Por isso, seus nomes foram trocados no relato.
Orestes e Almeidinha (gostaram?) eram amigos de longa data. Moravam em bairros vizinhos, jogavam no mesmo time de pelada
efalavam as maiores baixarias no choppinho de quarta-feira depois do trabalho.
Sim... Orestes e Almeidinha trabalhavam na mesma empresa. E foi numa daquelas mornas tardes de trabalho que o inesperado aconteceu. Almeidinha estava enrolando na frente do computador.
Já tinha lido dezessete piadas de português quando bateu aquela irresistível vontade de tomar um cafezinho, ir ao bebedouro e, claro, como ele mesmo dizia, "dar aqueeeela mijada".
E lá foi o Almeidinha para o banheiro. Olhou-se rapidamente no espelho, ajeitou a gravata marrom (horrorosa), e quando abriu a porta da segunda cabine
(Almeidinha era fiel ao vaso como um cão. Quase supersticioso. Só ia na segunda cabine) deparou-se com uma cena até então inimaginável em seus piores pesadelos: Orestes, o bom e velho Orestes, morador do Méier, botafoguense (há coisas que realmente só acontecem aos botafoguenses) e pai rancoroso, estava ali, urinando sentado no vaso sanitário.
Almeidinha ficou mais pálido que bunda de padre.

Para ele, mijar sentado era (e é) um verdadeiro atentado contra toda e qualquer convenção de masculinidade.
Era (e é) um tapa na cara da tradição.
Era (e é) o que restava aos homens na luta contra a latente supremacia feminina.
Como é que ele, Almeidinha, "O" Almeidinha, cliente vip do Bar Luiz e chamado pelo nome na Vila Mimosa, poderia, a partir de então, passar a bola para o Orestes na pelada? Para quem ele enviaria aqueles e-mails com arquivos gigantescos de ninfetas nuas em ".pps"? Foi mais que um banho frio.
Foi, quiçá, um apocalipse... o maior desgosto da vida de um Almeidinha que, com um nó na garganta, ainda teve tempo de perguntar:

- Orestes... que p*%$#*orra é essa???
- Hã? O quê? Que é?
- gaguejava Orestes, que num primeiro estágio, ainda tentava disfarçar e fingir normalidade apesar dos olhos arregalados e das bochechas vermelhas.
- Orestes... (silêncio atônito)
- Que é, p*%$#*orra?!? Fecha essa porta, Almeidinha! Não tá vendo que eu tô aqui? - bradou, passando para o estágio 2 de quem é flagrado: o do contra-ataque.
- Fecha o cacete, Orestes! Fecha... o... cacete! Onde já se viu, rapá?! Tu tá mijando sentado, Orestes! Sentado! - gritou!
- Ih é... - voltando para o estágio 1.
- Orestes... sentado! - gritou mais alto.
- Shhhh... ô rapaz... - apontou para a porta do banheiro, pedindo silêncio e assumindo, ainda que parcialmente, sua condição passiva e culposa.
- P*%$#*uta m... - balbuciou Almeidinha, que como quem lamenta (ou reza), fechou os olhos, jogou o polegar e o indicador da mão direita (a que não estava segurando a porta) entre eles, respirou fundo, fez uma breve careta de quem respira fundo no banheiro, e voltou a perguntar:
- Orestes, vamos lá, o que tá acontecendo contigo?
- P*%$#*orra Almeidinha... - quase chorando.
- Não chora não, seu... seu... seu sentado ("xingou")! Conta logo senão eu...
- Tá bem
(interrompeu ousadamente)! É que segunda passada saí com uma loura descomunal. Almeida... nem te conto... 1,80m de mulher. Uma potranca!
- E daí? Ela te fez um "fio-terra" e você curtiu? Foi isso?
- Nããão... tô falando sério... a mulher era um estrondo, rapaz. A loura tinha um peitão, bundinha pra cima, toda se querendo (sic!) e na hora H... eu brochei.
- E daí?
- Daí que na terça quis dar a volta por cima e saí a Rosilene da xerox.
- A Rô?
- É... a Rô!

- P*%$#*orra, Orestes. Você nem conta!
- Pois é... logo com a Rô, moreninha, 19 aninhos, toda neném... na hora H, brochei de novo.
E no desespero, hoje na hora do almoço, recorri a uma profissional do ramo... aquela datatuagem, lembra?

- A do quadrilzinho?
- Essa aí! Brochei de novo.
- Orestes...
(tom solidário) tudo bem, brochar faz parte, pô. Mas mijar sentado? Por que? Pra quê?
- Almeidinha, depois de tudo isso você ainda acha que eu vou dar a mão para este filho da p*%$#*uta?!?!

Orestes
era mesmo um pai rancoroso.

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