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11 de ago. de 2010

"Seres Humanos são Nojentos"

Foto: Tasso Marcelo/Agência Estado

O quadrinista Robert Crumb, criador de pérolas como Mr. Natural e Fritz, The Cat, andou dando trabalho na FLIP em Paraty!
O velhinho andou distribuindo gestos obcenos e provocativos para os fotógrafos no evento e declarou, com propriedade, que nós, seres humanos, não valemos nada mesmo! Pra quem conviveu intensamente como amigo de Harvey Pekar não é de se assustar tal pensamento.
 
Mas, pra quem não conhece, esse é o comportamento natural desse quadrinista que adora polemizar! Em 2009, ele lançou a adaptação quadrinhistíca do Gênesis, o livro da Bíblia. Sociofóbico, Crumb vive recluso na França, e demonstrou sua grande perspicácia, que foi entendida como humor por muitos, quando perguntado sobre qual era sua sensação em estar participando do festival literário. Ele disse que era bizarro e que por ser um cartunista, os escritores e geralmente as pessoas que escrevem sobre livros, olham para ele com ar de desprezo tipico das pessoas que acham que quadrinhos não é literatura, e resolve a conversa disparando essa:
"Mas meu editor me disse que isso é uma nova tendência do mercado de livros, por isso estou aqui”.
Fantastic!
 Foto: Flavio Moraes/G1

Pra quem não conhece os trabalhos de Crumb, vale a pena dar uma olhada! Em trabalhos como os já citados Mr. Natural e Fritz, ele satiriza tipos comuns da década de 60 que eram os gurus espirituais que estavam na moda e as pessoas "boa vida" que usavam muitas drogas e que tinham uma vida sexual bastante lasciva, como a maioria dos hippies da época.
Crumb também já foi tema de documentário, lançado em 94, colaborou como roteirista nas histórias de "American Splendor" na década de 70 e adaptou obras literárias de autores como Franz Kafka, Charles Bukowski e Philip K. Dick.

11 de jul. de 2008

O grande Neil Gaiman!

O romancista, roteirista, ex-jornalista e "fazedor de comics americanas", Neil Gaiman esteve no Brasil, na FLIP deste ano, para um bate papo descontraído, pra dar uns autógrafos e para tomar nossa caipirinha, que é de lei!
Não posso me considerar assim tão fã do cara, por que tenho que reconhecer que ainda não li o necessário para me considerar assim. Se ouve falar muito bem do monte de coisa que esse cara já escreveu, e o pouco que conheço de sua obra já é suficiente para dizer que seus textos me impressionam e muito!

Filmes como Mirror Mask, Stardust e Beowulf dizem muito do contexto de sua obra.
Mas não pode se dizer que tudo que ele escreve é previsível ou igual (tirando a semelhança entre as capas de Sandman com o filme Mirror Mask, mas isso já é culpa do McKean!). O mais interessante é que nenhuma coisa tem relação como outra. Tudo é muito original. Assim como foi Sandman.

Tanto na concepção da série e personagens (quem não é apaixonado por sua Morte?) como pelo necessário ponto final que ele deu a obra "matando" seu personagem principal, para que ele não se tornasse mais um daqueles "personagens mensais sem fim" e a série não virasse novela.
Coisa que acho que ele odeia e que fica muito bem explicado na entrevista (no vídeo abaixo) que deu ao repórter Edney Silvestre, no Espaço Aberto, da Globo News. Ele fala sobre suas grandes obras, como Graphic Novel Sandman e a interessante "Wolves in the Walls" da qual comenta em que circunstâncias lhe veio a brilhante idéia do livro.

Eu ainda estou esperando a poeira de sua visita pelo Brasil baixar e os preços de seus livros American Gods e Nowhere baixarem um pouco para que eu possa comprá-los. Esses já são "cofre"!


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